Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Bastidores

ACESSIBILIDADE: A A A A
Bastidores 15/11/2013
Bastidores
Bastidores
Bastidores

COISAS DO CORAÇÃO – Plenário histórico da Câmara de Vereadores de Uberaba por pouco não foi abaixo, durante votação de um parecer técnico/jurídico

Luluzinhas

No sentido inverso ao clube do Bolinha – que era a Câmara Municipal até sua posse recente, a vereadora Denise Max (PR) nomeou, de início, apenas assessoras parlamentares para seu gabinete. Das 13 vagas a que tem direito, Denise preencheu 11.

O 1º embate...

E por falar em Denise, ela teve ontem, em plenário, o seu primeiro embate com um colega da Câmara. Acusou “um vereador” – sem citar nome, de estar “dando corda” pra que uma ex-voluntária da Sociedade Uberabense dos Animais, Supra, que saiu brigada da entidade, possa denegrir sua imagem.

...a gente nunca

esquece

Após um tempo de expectativas por parte dos curiosos, eis que o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), ao usar a palavra para apresentar seus requerimentos, simplesmente se revelou como sendo a pessoa citada pela colega Denise Max. E com a fala mansa de sempre, disse que não dá corda pra desafeta da Denise. “Apenas a recebo no meu gabinete como recebo todo mundo: com educação e respeito” – afirmou.

Pondo a colher

Com exceção do vereador Luiz Dutra (SDD) – que adora uma encrenquinha, ninguém mais pronunciou sobre o entrevero. Aliás, o próprio Dutra estava mais pra tucano no muro, não querendo ficar de fora do assunto, mas sem virar ele próprio mais uma personagem do embate.

Haja coração!

Mas, encrenca mesmo foi na sessão anterior, de quarta-feira! O plenário por pouco não foi abaixo quando os vereadores votavam parecer da Comissão de Justiça, Legislação e Redação, presidida por Luiz Dutra. O grupo técnico/jurídico deu parecer contra o projeto de autoria do vereador Edmilson Ferreira (PRTB), que implanta o “teste do coraçãozinho” na rede municipal de saúde, alegando inconstitucionalidade. O próprio Dutra depois mudou de ideia e decidiu alterar o voto em favor do projeto.

Sacudindo o balaio

Eu quero mesmo é sacudir o balaio, balançar o pé da roseira pra ver rosa caindo. Temos que mudar isso aqui. Vereador nunca pode legislar. Quem manda é o Executivo. Passei muita humilhação quando era presidente da Câmara. Numa solenidade, por exemplo, o cerimonial chama o prefeito, depois o vice, depois mais um punhado de gente antes de chamar o presidente da Câmara, que é pra ele bater palmas para o prefeito!”

_ Declaração de Luiz Dutra, quando o circo, digo, o plenário pegava fogo por causa do parecer – ora contra, ora a favor do projeto do “coraçãozinho”

O povo?!!!!!

O povo quer saber se a Câmara está trabalhando em seu benefício. O povo não está nem aí, pra esta história de inconstitucionalidade!”

_ Declaração do vereador Kaká Carneiro (PSL), exagerando em frente aos holofotes da TV Câmara

Xô, advogados!

Temos que ser coerentes. A Comissão de Justiça, Legislação e Redação opina com base em pareceres jurídicos. E quando dá um parecer de inconstitucionalidade, nós temos que acatar. Do contrário, vamos dispensar os advogados, os procuradores! Vamos mandar eles caçarem um rumo! Pra quê advogado se os pareceres não são respeitados?!”

_ Declaração do vereador Marcelo Machado Borges (DEM), indignado com as declarações em defesa da “inconstitucionalidade”

Pois é...

Os procuradores também erram. E erram muito. Erram os procuradores da Câmara, da prefeitura...”

_Declaração do vereador Cléber Humberto Ramos (PROS)

Filhinho de papai?

Este projeto beneficia a população carente que não tem dinheiro pra pagar testes. O vereador Marcelo Borges nasceu em berço de ouro.”

_Declaração de Edmilson Ferreira, autor do projeto

Late e morde

Nasci em berço de ouro sim, com muita honra. E trabalho muito pra ter o que tenho hoje. E vou falar uma coisa pro senhor, vereador: eu lato e mordo!”

_ Marcelo Borges, reagindo

Premonições

Vou votar pela derrubada do parecer de inconstitucionalidade, vereador Edmilson. Mas já antecipo: se o projeto for vetado pelo prefeito, eu vou apoiar o veto!”

_Declaração do vereador Samuel Pereira, líder do prefeito Paulo Piau na Câmara

Moral da História

Parecer de inconstitucionalidade foi derrubado e o projeto do “coraçãozinho” foi aprovado com 11 votos a favor e dois contra: de Ripposati e Marcelo Borges.

Êta feriado!

Deputado estadual Tony Carlos (PMDB) manda e-mail pra coluna contestando informação de ontem, de que a lei que instituiu o feriado do Dia da Consciência Negra – 20 de novembro, seja de autoria do ex-vereador Carlos Godoy (PTB). Diz que Godoy apenas revisou o calendário popular do município, e que a lei é de sua autoria e da ex-vereadora Marilda Ribeiro (PMDB).

Há controvérsias

É bom destacar que a própria Câmara, na legislatura passada, num lance até hoje inexplicável, revogou a lei original, sendo necessário que se votasse uma nova matéria para reativar o polêmico feriado – que vira e mexe, está dando pano pra manga. A revogação foi atribuída pela própria Câmara a um “deslize”. Ao promover mudanças no calendário de feriados, a Câmara teria retirado o Dia da Consciência Negra da lista – de forma involuntária. Descoberto o erro e instalada a polêmica, a própria Câmara votou nova lei criando novamente o feriado em que se comemora a Consciência Negra.