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Bastidores

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Bastidores 12/12/2013
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OLHARES – A foto aí, reúne a maioria dos pesos pesados “expulsos” do PMDB/Uberaba, acusados de infidelidade partidária por terem apoiado a intervenção no partido: Maurides Dutra, Fernando Hueb, Marcelo Palmério, Paulo Piau, Eduardo Palmério, João Caldas

Resquícios
Diário da Justiça de Minas Gerais publicou ontem, o arquivamento de uma pendência das eleições municipais de Uberaba de 2012 - relacionada a um assunto que rendeu poucas e boas ao longo do processo majoritário: a intervenção decretada no diretório local do PMDB. 

Expulsão
Em um dos incontáveis desdobramentos da intervenção, o comando local - que havia sido afastado pelo comando estadual, retomou o poder e tratou de expulsar todos os envolvidos com a intervenção, entre eles o então candidato a prefeito Paulo Piau, e o presidente do PMDB, Eduardo Palmério, aliados da turma interventora. 

Infidelidade
A Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais, no afã de agir rapidamente, instaurou procedimento para “apurar indícios” de que os “expulsos” teriam cometido infidelidade partidária quando apoiaram a intervenção no PMDB – conforme alegado pelos autores da expulsão.

Chuva de verão
Em mais um dos incontáveis desdobramentos, os interventores venceram a guerrilha, voltaram ao comando do PMDB/Uberaba, reafirmaram a candidatura de Paulo Piau, e a tal expulsão virou coisa de museu. Em novo desdobramento, Paulo Piau venceu as eleições e assumiu o cargo – enquanto a acusação de infidelidade tramitava lentamente em Belo Horizonte.

Desentendimentos
Ontem, o Diário Oficial de Minas enterrou a infidelidade que já tinha nascido mortinha da silva. A Procuradoria Regional Eleitoral concluiu “não haver indícios de que a expulsão dos filiados em questão tenha ocorrido por qualquer desvio grave e comprovado de conduta, senão por desentendimentos intrapartidários.” 

Moral da história
O pedido de arquivamento foi acatado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais – TRE/MG.

TV Câmara
A bomba caiu bem no meio da sessão plenária de ontem e alterou, de forma explícita, o clima e o semblante dos vereadores de Uberaba. Se não houver uma mudança de rumo, a Câmara terá que refazer tudo o que foi feito dia 1º de janeiro de 2013. Em outras palavras, terá que realizar novos procedimentos para escolher o comando da Casa. Acionada, a Justiça entendeu que os vereadores não poderiam ter escolhido as mesas diretoras das quatro gestões de uma só vez.

2013/2014
Recapitulando: a mesa eleita para o primeiro mandato da legislatura 2013/2016 e que já está por vencer, tem Elmar Goulart (SDD) de presidente; Samir Cecílio (SDD) na vice-presidência; Franco Cartafina (PRB) na 1ª secretaria, e Paulo César Soares (SDD) na 2ª secretaria. Para a gestão 2014 foram eleitos Samir Cecílio (presidente); Paulo César (vice); Afrânio Lara (PROS) para a 1ª secretaria, e João Gilberto Ripposati (PSDB) para a 2ª secretaria.

2015/2016
Cléber Ramos (PROS) foi eleito presidente da mesa diretora de 2015. Com ele foram escolhidos Franco Cartafina (vice-presidente); João Gilberto Ripposati (1º secretário) e Ismar Vicente dos Santos (PSB), na 2ª secretaria. E para encerrar a legislatura, Kaká Carneiro (PSL) ganhou a presidência. Também foram eleitos para a mesa do mandato 2016: Afrânio Lara (vice-presidente); Elmar Goular (2º secretário), e Edmilson Ferreira (PRTB), na 2ª secretaria.

Resumo
E quem melhor explicou o clima na sessão de ontem foi o vereador tucano Ripposati. Após fazer a mesma pergunta várias vezes, sem obter um retorno, ele concluiu: “Gente! A notícia sobre a mesa diretora deixou o plenário totalmente desarticulado!” 

Sem oposição
E por falar em plenário, na primeira votação aberta pelo painel eletrônico, o Congresso Nacional manteve todos os vetos da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), a um projeto de lei e a duas medidas provisórias. A votação aberta começou a valer a partir de 29 de novembro, quando foi publicada a Emenda Constitucional 76, que acabou com a votação secreta para vetos e processos de perda de mandato parlamentar. No caso dos vetos, já se sabe que não fez a menor diferença a votação aberta.