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Bastidores

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Bastidores 18/01/2014
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O QUE ROLA NA REDE – Mansão acima está agitando o Facebook – principalmente entre os uberabenses, mas já extrapolando fronteiras. Trata-se da casa do ex-prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PRB), em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. Exposta, em verso e prosa – e muitas fotos, na página especializada Projeto News, a casa é uma criação do arquiteto Paulo Trajano, com projeto estrutural do engenheiro Vicente Marino. (Link no Facebook: http://projetonews.com/casa-nova-lima-o-moderno-e-o-rustico-em-harmonia-nova-lima-house-the-modern-and-the-rustic-in-harmony/Foto: Gustavo Xavier)

Dubiedade

(Versão 1)
“Foi dada a largada rumo a 2016...Que vença o mais viável!”
- Comentário é do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do governo de Anderson Adauto, e vigilante de tudo o que diz respeito aos projetos do gasoduto e da fábrica de amônia, Carlos Assis. 2016 é ano de eleições municipais e data prevista para a fábrica de amônia e o gasoduto entrarem em funcionamento.

Dubiedade
(Versão 2)

“...Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar. Tô me guardando pra quando o caranaval chegar...”
_ Publicação é da presidente da Fundação Cultural e do PCdoB/Uberaba, Sumayra Oliveira, lançando mão de uma das músicas mais conhecidas de Chico Buarque: Quando o Carnaval Chegar. 

Sem perder de vista
“Parabéns, prefeito Paulo Piau! Isto é resultado de seu dinamismo e compromisso político com o município...”
_ Aplauso é da presidente do PMDB/Mulher de Minas Gerais e secretária-geral do PMDB/Mulher nacional, Maria Aparecida Moura, se referindo à revelação do nome da empresa que vai construir a fábrica de amônia da Petrobras em Uberaba. É o partido do prefeito de Uberaba muito atento.

Expectativas
“O assunto do gasoduto despertou otimismo e vivemos expectativa da implantação da planta de amônia. Acredito que nossa terra passará a ser referência nacional e mundial, com esse empreendimento pronto. Mas, em opinião pessoal, entendo que existe um descompasso entre a Petrobras e a Gasmig, no que tange ao calendário dos projetos e obras. Diante da novidade do gás a partir de Betim, gostaria de ouvir a manifestação da Petrobras e da Gasmig, ao mesmo tempo, quanto ao cronograma de todas as fases da planta, trabalhada com suor por muitas lideranças empenhadas na efetiva concretização desse sonho”.
_Vicente Flávio Macedo, presidente da 14ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil/OAB-Uberaba, ansioso para saber logo os detalhes do gasoduto Betim/Uberaba, agora em fase de contratação de projeto técnico.

Janela mortal
Crítica da colunista contra a localização do Hospital Regional de Uberaba – em frente ao cemitério, recebeu muitos apoios de qualidade no mural do Facebook. Entre as mensagens, uma foi encaminhada pelo engenheiro, perito judicial, escritor, membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, João Eurípedes Sabino. Segue o texto...
Curiosidade histórica
Amiga Giselda Campos, eis um pouco de recordação extraída do livro A História da Medicina no Brasil, a mim enviado pelo historiador, escritor e advogado Guido Bilharinho:
_“O Imperador Dom Pedro II havia sido convidado para lançar a pedra fundamental de um hospital no Rio de Janeiro. O lugar era descampado e longe da movimentação da cidade. Numa manhã de sol, a solenidade estava para ser iniciada e eis que chega sua majestade numa suntuosa carruagem puxada por alguns belos cavalos. O monarca desce do veículo, recebe as continências de praxe e ouve o hino do império executado por militares. Em seguida, vem o ajudante de ordens e indica a S. Alteza o local exato para que ele se postasse a fim de realizar o ato oficial na presença de todos. Não faltavam os papagaios de piratas que queriam aparecer. Diante de uma caixa de alvenaria feita no terreno e circundado por centenas de pessoas Dom Pedro teve a dignidade de levantar as vistas do alto dos seus quase dois metros de altura, olhar no horizonte e perguntar ao encarregado dos negócios da saúde:
_O que é aquele conglomerado branco que eu não consigo distinguir, mas vejo acolá? 
O possivelmente médico responde:
_Majestade; aquilo lá adiante é o cemitério ........... (e citou o nome do campo santo).
Sabe o que fez Dom Pedro? 
Sem a menor cerimônia, suspendeu a solenidade ao argumento de que, quem está num hospital não pode ter a visão de um cemitério. A decepção foi geral. Resultado: o hospital foi construído noutro setor da cidade.”

Reflexões
Revelada a curiosidade histórica, João Eurípedes refletiu:
_“Naquele tempo, não tínhamos satélites, sondas para prospecção, GPS, computador e não conhecíamos antibióticos, vírus etc. E mesmo assim, Dom Pedro não admitiu o disparate que iriam perpetrar contra a sensibilidade das pessoas. Passados quase 200 anos, em Uberaba, constrói-se um hospital a 20 metros de um cemitério.”

Absurdo, não?
“OBS: O nosso Cemitério São João Batista foi locado a 3km (tomados em linha reta) em relação ao centro da cidade para atender a sugestão de Frei Eugênio, que acatou pedido dos médicos de Uberaba no século XIX. Frei Eugênio morreu antes de ver inaugurado o cemitério. Eu também me decepcionei com tanto silêncio em torno do nosso ‘Hospitério’ (neologismo uberabense), mas um consolo tenho: no meu encontro com a história, me envergonharei.
Outra: Acionei o programa CQC várias vezes, mas Marcelo Tass sequer deu resposta.
Abraço. João Sabino”.