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Bastidores 11/02/2014
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JORNALISTAS SÃO VÍTIMAS DE VÁRIOS TIPOS DE “ROJÕES”

Lamento profundamente o atentado sofrido pelo cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da TV Bandeirantes, atingido na cabeça por um rojão na quinta-feira, dia 6 de fevereiro, quando registrava o confronto entre manifestantes e policiais durante protesto contra o aumento da passagem de ônibus, no centro do Rio de Janeiro. E lamento ainda, o fato de que não se trata de um fato isolado.

Pior: a violência contra os jornalistas tem crescido – segundo estatísticas de organismos especializados nacionais e internacionais, e nas suas mais variadas formas. Engana-se quem pensa que violência contra jornalistas é restrita a agressões físicas – tentativas de morte e morte, atentados, ataque a carros e equipamentos de veículos de comunicação...

Violência é tudo aquilo que ameaça a liberdade de imprensa. Ela acontece através de patrulhamentos por parte dos que se julgam politicamente corretos, mas não respeitam quem não lhes diz “amém”.  A violência acontece através de patrulhamentos de partidos e políticos – de esquerda, de centro e de direita -, que não se conformam em terem suas ações questionadas.

As ameaças contra a liberdade de imprensa se traduzem, inclusive, por ataques nas redes sociais contra o trabalho dos jornalistas; por perseguição aos assessores de imprensa; por tentativas de prejudicar os jornalistas em seus respectivos veículos de trabalho; por comentários agressivos divulgados contra os jornalistas que não dão respaldo às tentativas de promoção pessoal...

Que me desculpem os sofredores mentais, mas estamos convivendo, nestes tempos atuais, com uma nova categoria de agressores: os malucos de plantão que correm atrás dos seus cinco minutos de fama.

Sem espaços na imprensa para desfiarem suas maluquices contra os “inimigos imaginários” – geralmente autoridades dos mais diferentes segmentos, estas pessoas caem matando nos jornalistas que, na sua visão deturpada, deveriam estar divulgando suas opiniões.

Como veem, há várias formas de se atirar um “rojão” na cabeça de um jornalista. Quem perde com isso é a sociedade séria, ética, racional e defensora da democracia.

 

SEGUE A COLUNA NORMAL

 

Pânico

Leitores de Bastidores mandam e-mails e telefonam para a redação preocupados com o que – segundo eles, anda acontecendo na avenida Santos Dumont. São duas queixas. Uma delas é de que, “aos pouquinhos, estão matando as árvores que enfeitam as calçadas”. E a segunda é de que, numa só tacada nas últimas horas, três plantas antigas foram radicalmente cortadas. Neste último caso, de acordo com os reclamantes, objetivo seria a construção de uma empresa nas proximidades.

 

Cancelamentos

Nada menos do que 131 aprovados no último concurso público para o magistério da Prefeitura de Uberaba tiveram suas nomeações canceladas. Deste total, 91 foram aprovados para educação infantil e 14 para P1 – as séries iniciais. Também foram cancelas as nomeações de seis aprovados para ministrarem aulas de matemática; quatro de ciências, quatro de história, quatro de valores humanos, três de geografia, dois de inglês, dois de português/espanhol e um especialista em supervisão escolar.

 

Motivos

Os motivos são variados, inclusive porque muitos simplesmente não aparecem para tomar posse. Por outro lado, em entrevista esta semana, a diretora de Recursos Humanos da Prefeitura de Uberaba, Adrianne Inês, explicou que muitos candidatos que concorrem em processos seletivos têm seus currículos reprovados por não apresentarem a documentação exigida para o preenchimento da vaga.

 

Comprovantes

“É comum recebermos currículos nos quais o perfil apresentado não se enquadra com a vaga disponibilizada. Cerca de 70% dos candidatos a vagas ofertadas não leem o edital por completo, o que gera uma falsa expectativa de um novo emprego” – afirmou. Adrianne lembra que é de fundamental importância que o candidato tenha em mente que o currículo é o espelho das atividades desempenhadas e que serão comprovadas com a documentação exigida no edital.

 

Nosso tempo

Em publicação nos seus murais no Facebook, o prefeito Paulo Piau (PMDB) comemora as boas notícias que fecharam a semana passada: o investimento da Vale Logística na instalação de um terminal ferroviário, e o anúncio da Construtora Triunfo - que ganhou o leilão das rodovias BR-060, BR-153 e BR-262, e vai instalar uma filial em Uberaba. “É o nosso tempo. É a nossa hora. Uberaba merece” – festeja o prefeito, seguido por centenas de curtidas e comentários de frequentadores da rede.

 

Preparativos

E por falar em Vale e Triunfo – e ainda acrescentando gasoduto e fábrica de amônia, e por aí afora, a Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL, de Uberaba, começa a oferecer cursos de aperfeiçoamento. Eles vão acontecer gratuitamente ao longo de 2014, mas três já estão engatilhados. As inscrições devem ser feitas pelo site da CDL. Os cursos serão realizados no Centro de Educação Tecnológica do Comércio de Uberaba - Ceteco, em anexo à sede da CDL, na rua Luiz Soares, 520, no Barro Vila Olímpica.

 

Temas

Os primeiros: “Entenda a mudança de comportamento do seu cliente” (de 17 a 21 de fevereiro, das 19h às 22h, com o consultor Fúlvio Ferreira); “Elaborando um plano de Marketing para pequenas empresas” (de 24 a 27 de fevereiro, das 19h às 22h, com o consultor Dimas Rodrigues); “Desenvolvimento administrativo” (de 24 a 27 de fevereiro, das 19h às 22h, com o consultor Fábio Marquez).

 

Plataforma

Uberaba vai sediar um dos sete encontros regionais previstos pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, “com o objetivo de construir uma agenda estratégica, que irá nortear as políticas públicas do setor até 2030” – segundo o secretário José Silva, deputado federal licenciado e eventual candidato em 2014. Diz ele no site da Agência Minas – portal de notícias do governo do Estado, “que os encontros são fundamentais porque servirão de plataforma para o debate sobre o desenvolvimento da agricultura e pecuária em Minas Gerais e no país”.

 

Acirramento

Na medida em que as eleições de outubro de aproximam, vão endurecendo as relações políticas. Alguns já andam extrapolando, enquanto outros estão a um fio de atravessar a linha do bom senso para o lado da falta de juízo – literalmente falando.