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Chic&Choc

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Fabiana Silbor 27/03/2016
Fabiana Silbor
fabianasilbor@gmail.com
Chic&Choc por Fabiana Silbor

Por menos gente que se economiza

Fabiana Silbor

 

Levanta essa cabeça. Respira fundo e sinta um imenso carinho por si mesmo. Pare de se lamentar, de se culpar, de se menosprezar. Abra os olhos e veja o tamanho da sua decisão. Não faça por ninguém, faça por você.

Viva e tenha uma história para contar. Invista em quem, realmente, se interessa em ouvir. Aprenda a abandonar o que lhe impede de ser o que você sonha. Cuidado com a rotina e as repetições: é muito mais fácil ser triste do que ser feliz.

Ficar bem é uma conquista de cada escolha, a cada minuto, nos momentos mais simples. As pessoas que estão na nossa vida podem nos oferecer muito ou pouco, mas nós mesmos precisamos nos garantir dias verdadeiros para sermos melhores.  

Lembre-se: todos nós estamos vivenciando uma série de situações, por isso, evite dar ao outro tanto poder ao ponto de que alguém fora de você seja responsável pela sua condição. A evolução é um ato pessoal, pode ser estimulado, mas nunca terceirizado.

Seja qual for a sua experiência na infância saiba que você pode escolher se tornar adulto a qualquer momento. E acredite: isso pode ser bom. Crescer significa que você passa a ser responsável por atender as suas necessidades.

Mas é nesse estado que, também, apresenta-se um universo de entendimentos. Entre eles, o de que o seu bem estar é uma escolha muito pessoal. É importante ter alguém para partilhar, mas antes é preciso que você confie em si mesmo.

Estamos todos em busca. Nessa jornada nos ligamos à outras pessoas. Às vezes, somos nós quem entramos, às vezes, a pessoa, é que passa a fazer parte, da nossa história. As duas pessoas continuam a experimentar o destino e permanecem juntas pelo tempo que construírem.

Pode ser o tempo suficiente para vivenciar o máximo e o bom da relação. Podemos separar cedo demais ou, ainda, deixar passar do ponto: apodrecemos insistindo em manter as ilusões.

É sempre difícil, enquanto se vive ter certezas. Elas só vêm depois. E quando já é esse o tempo, nem sempre nos orgulhamos de nós mesmos. E isso é o tem que mudar. O melhor que podemos dar a alguém é o que somos.

Pare de se economizar nas relações. Poderia ter escrito poemas, textos, mensagens... Mas deixou cada letra guardada, desbotando, enquanto compartilhava o pensar alheio, apenas para não se expor diante de uma possível desilusão.

Seja você e tudo o que há em ti, mesmo diante do desprezo. Não é entre você e o outro. É entre você e suas próprias razões. É ruim ser feito de intenções sem atitudes. Os sorrisos, os prantos, os medos, os sonhos não merecem ficar embutidos.

Esteja atento a profundidade das suas relações. É perigoso mergulhar em gente rasa. É que nem gente objeto de leilão. A pessoa fica ali, passivamente, nutrindo os desejos alheios e esperando os lances. Quem paga mais, até leva. Mas nem sempre ganha.

Não nascemos para ficar empoeirados como se fossemos louça nova do casamento: linda, mas guardada na caixa, para um dia especial. Data que nunca chega e com o passar do tempo perde o encantamento de ter sido um presente.

Deixe o amor próprio bagunçar tudo. E saiba: poucos suportam essa desorganização. Todavia, seja por si ou pelo outro é preciso tomar uma decisão: ou o sentimento cheio de novidades e incertezas. Ou a convicta, prática e organizada solidão. Afinal, cada um sabe o que cabe no próprio coração.

Aqueles que preferirem sair, deixe ir... Ninguém fica para sempre em desilusão. Corações partidos, também, regeneram. Mas podemos morrer privados de um sentir não correspondido se contentarmos com mesquinhas relações.

Faça o que acredita. Mas, por favor, pare de se economizar. Perca esse medo de gastar suas ideias, de desgastar seus favoritismos, de reservar o seu melhor para um depois que pode nunca chegar.

Você tem o agora e isso pode ser tudo!

 


Fabiana Silbor é Professora Universitária, palestrante e comunicóloga.