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Chic&Choc

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Fabiana Silbor 01/05/2016
Fabiana Silbor
fabianasilbor@gmail.com
Chic&Choc por Fabiana Silbor

Bem vindo!
Bem vinda!
Maio chegou e com o novo mês essa força que é a de gerar a vida!
Foi pensando nesse poder, que a coluna de hoje traz uma sugestão para pensarmos sobre o que temos nos tornado.

Nesse tempo de tantos desencontros, sabemos que o existir é feito de começo, meio e fim.

Esse é o ciclo natural.

Mas como temos feito para iniciar, permanecer ou desistir?

Não é a decisão que muda tudo.

É o jeito que fazemos para apresentar o nosso decidir!

Desejo que seus dias estejam bonitos.

Daqueles feitos de doçuras e intensidades que nos conduzem...

Obrigada pela sua coragem. Sua entrega.  Sua força feita de tantas fragilidades em mosaicos.

Chic e Choc inaugura maio com uma homenagem às belíssimas mães.
Mulheres determinadas e verdadeiras que constroem um mundo melhor.
Elas fazem uma sociedade mais justa e demonstram como a maternidade é uma maravilha para a evolução.
Belas e batalhadoras são referências!


Evacira Coraspe

Luciana Vitali de Vito Vitor
Cristina Oliveira  
Luciana Faria
Maria Heliodora do Vale Romeiro Collaço Debora Vieira

Nada posso conceber de ti. Apenas, que é alguém que traduz em tentativas.

Percebo que suas atitudes ora são avalanches, ora trampolins.

Mas é, também, assim com a maioria.

Mas há tempos me ponho a refletir: que saudade de você, daquela que você nasceu para ser!

E me atrevi a pensar que essa decisão de resistir e vencer a si mesmo  é tão forte, mas tão rara.

A vida é lotada de intervenções. Os manejos para justificar vão reinventando possibilidades.

Algumas pessoas vão te magoar profundamente.

Será uma dor tão inacreditável, mas não durará para sempre.

Você sentirá orgulho de si quando a dor passar e você constatar que deixou o melhor.

É feio quem sai da vida do outro pela porta do fundo, deixando mentiras de herança, apenas, para satisfazer as próprias inseguranças.

É tão fácil gerar encantamento para quem chega. Difícil é manter em alta a admiração depois que percorrem nossas fraquezas e conhecem nossos porões.

Andam confundindo amor com promiscuidade e egoísmo.

É que esse caminho raso foi feito para os fracos.

Só os raros vão aprofundar.

Na era dos sentimentos descartáveis o comum ser feito de ilusões corruptíveis.

Procurar a felicidade é um dever.

Mas como fazer isso é uma escolha que ecoa para sempre na consciência.

Sabe, penso que o descuidar dos valores, o egoísmo, a falta de amor próprio são elementos para essa receita que leva à falta de chance.


Amanda Paiva

Beatriz Pinheiro
Fhernanda Fernandes Sinarinha Rocha
Viviane Fernandes Beatriz Brigida Sousa

Poderíamos intervir antes da fatalidade. E muito, e sempre, e seria bem melhor, assim...

O abandono disfarçado de desapego me vem tão intenso como sinônimo de fracasso.

Esse tempo ‘miojo’ faz as esperanças pararem de borbulhar.

A troca das intensidades pela leveza fútil cria uma densa bruma feita de um olhar que se perde no horizonte, nesses dias cinza, que não temos lápis de cor para mudar o tom.

E feita de uma enorme ignorância decidi lhe escrever.

Não desista! 

Nem de você, nem da humanidade.

Essa imensidão de gente feita de tantas riquezas e pequenezes que encontra nas tentativas um trilhar.

Tenho medo desse caminho feito de uma chance só!

Penso que nossa maior celebração está no tentar de novo.

Acreditar.

Compreender que somos tantos, por vezes, somos nossos próprios inimigos e precisamos tanto de encontrar companhias para esse ato de existir...

Reconheço que tudo tem um tempo. A natureza ensina os ciclos e o universo que o ato de continuar vem de um eterno depois do fim.

Mas, por favor, passe um GPS no seu coração e encontre uma rota que a conduza e que, por carona, nos leve, também, ao esperançar.

Precisamos de apego.

Há tempos escrevi um texto que queixava assim:

“Precisamos muito de amar pessoas que querem ser intensas e profundas. Pessoas decididas a experimentar uma gravidade onde o tempo não é vago. Gente assim, até pode ser danosa, mas são fortalezas sensíveis. E esse castelo é bom lugar para morar.

É sempre bom encontrar pessoas capazes de aliviar seus dias. Elas darão um tom vago, subtil, ágil. Entretanto, aqueles que querem uma história densa precisarão compreender: os sonhos são lotados de ornamentos, e isso, impossivelmente, será leve. Penso, às vezes, mesmo, como despir um tardo, um serôdio companheiro? Entretanto revejo sobreviventes, gênios e loucos, pesados, pesadíssimos, que tiveram a doçura dissecada de seus direitos naturais e percebo que aqueles que se reconstruíram densos de humores, se salvaram de um mundo raso”.

Temos que nos tornar a missão que recebemos para ser e fazer feliz!

Um abraço mineiro, feito de encontros verdadeiros, daqueles abusivos e invasivos que esperam oferecer algo.

Fabiana Silbor