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Chic&Choc

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Fabiana Silbor 05/06/2016
Fabiana Silbor
fabianasilbor@gmail.com
Chic&Choc por Fabiana Silbor

Bem vindo! Bem vinda!
Vivências são como lápis de cor guardados nas paletas do coração.
Não há vencedor em batalhas. Principalmente nas travadas dentro de você.
Persista!
Se for por amor a si mesmo. Busque nas memórias que o passado ergueu tudo o que fez você chegar aqui.
Um dia as respostas chegarão.
Parece que nada há de evoluído em perceber o que se precisa aprender na hora certa. Talvez esse saber impeça a existência de entregas que nunca aconteceriam para os sábios demais.
Já dito: “Viver ultrapassa todo o conhecimento”.

QUERER: O mundo é movido por essa especialidade.

A significação de expectativa, no dicionário, é igual à esperança. Essa disposição de espírito que nos faz esperar que algo considerado importante venha a se tornar real é o ingrediente com mais propriedades que nutre os sonhos.

Nenhum ser em propensão de se tornar humano é desprovido desse prometer. O mundo é movido por essa especialidade. Se você pretende desenvolver uma relação com outro indivíduo saiba que as expectativas surgirão naturalmente. Algumas serão só suas, outras serão compartilhadas. É um investimento fruto de um querer que deve ser exercitado.

E como em todo processo de excelência, o sucesso dessa relação dependerá do nível de satisfação desse empreender. Se você acredita que uma vida feliz pede o compartilhar, cuide, com requinte, daqueles que você escolheu para oferecer seu melhor presente: o que você é e tudo de bonito que pode vir a ser, graças, inclusive, a essa entrega.

MUDE: Dedique-se a quem, realmente, faz valer a sua felicidade!

Quem ama inventa jeitinhos, manda mensagens. Faz com carinho, encontra caminhos. Quem ama, tem tempo. Repete elogios. Diminui a saudade, descobre motivos, vive de vontade.

Quem te ama respeita, defende, se perde em pensamentos que explicam tudo. Te faz a prioridade. Quem te ama te eleva, constrói, permanece. Transforma palavras em declarações. Te busca, te move, cria rotinas de doces paixões.

É inútil investir em quem descuida do essencial! Coragem! Afaste-se de tudo e de todos que lhe tiram o especial direito de ser prioridade. Deixe ir quem faz pouco do seu valor! Dedique-se a quem, realmente, faz valer a sua felicidade!

ACEITE: Somos sempre equilibristas.

Lembre-se: se você tem tramas e traumas em seus bastidores, pode ser que eles tenham sido forrados de desorganizações e dessas imperfeições, construídas suas categorias. Aos filhos dos dias de alvoroço, herdeiros dos reinos de inquietações, sobreviventes de bandeiras opositoras, uma dialética da resistência: resiliência. Seja um abalo, em mim pouco há de formas regulares, e tenho conseguido, todavia aprendi com lágrimas uma lição: aceite o cuidar, mas cuide, também, e bem!

Você pode encontrar pessoas capazes de aliviar seus dias. Elas darão um tom vago, subtil, ágil. Entretanto, aqueles que querem uma história densa precisarão compreender: os sonhos são lotados de ornamentos, e isso, impossivelmente, será leve. Penso, às vezes, mesmo, como despir um tardo, um serôdio companheiro? Entretanto revejo sobreviventes, gênios e loucos, pesados, pesadíssimos, que tiveram a doçura dissecada de seus direitos naturais e percebo que aqueles que se reconstruíram densos de humores, se salvaram de um mundo raso. Glorifique em sopesar!

            Com tudo contra, há uma força de sobrevivência, realmente, sobrenatural, que nos impede de parar. Como se fossemos uma forte escavadeira retiramos partes mais densas, contaminadas, rasgamos todos os danos e fazemos uma limpeza emocional. Quando esse organizar assume as responsabilidades abrimos vagas para outras experiências.

            Não é tão simples como parece, afinal nada num viver sem manuais de instrução é desprovido de intensidades, mas é possível repensar os temores e assumir a incontrolável posição de estar à deriva em busca de um porto seguro. Mas, sempre quando essa viagem termina imediatamente já começa a outra. Somos sempre equilibristas.

            Em tempos de insanidade onde os valores estão enganchados num relativismo vulgar temos que fortalecer nossas piedades. Esse martírio destilado em cada procissão, para conseguir o pão nosso de cada dia, deve ser mais corajoso, mais posicionado, mais abençoado por nossos próprios perdões.

 

ACORDE: Desrespeitamos o tempo. Síndrome da vida lotada.

Em plena “Era do Desassossego”, ocos se mudaram para o peito e as borboletas da emoção vivem de salpicar estômagos. Composições para corações que rebatem sobressaltos. E isso não é coisa de homem ou de mulher. É de gente. De Seres que nascem para ser humanos, mas estão perdendo a diretriz do natural.

Desrespeitamos o tempo. Síndrome da vida lotada e valorizamos, desesperadamente, alguém que nos atenda prontamente. A instantaneidade é oásis. Estamos um povo ‘miojo’.

Duvidamos das contrapartidas do Universo. Confiança parece uma ameaça à sobrevivência.  Apossamos de todas as responsabilidades e relatamos essa impossibilidade em traduções equivocadas, compulsivas e estressantes.

Acreditamos na desistência. E erguemos taças para brindar novas vivências que chegarão lotadas de velhos equívocos. Egoísmo virou sinônimo de salvação. Sensualidade, moeda para troco. Cansaços, motivos para a destruição. Dores, alternativas para se vingar.

Tomara que tudo esteja a mudar!

DECIDA: O mundo anda cheio de receitas, mas nenhuma é melhor que a sua escolha.

Pois nunca será entre você e o outro. Sempre será entre você e sua solidão.

Porque quando esse momento desfila, você compreende, realmente, o que é importante.

Nesse intervalo entre uma distração e outra é que humanizamos.

Sem desejos induzidos reconhecemos nossas verdadeiras necessidades.

E seria esse, o tempo de evolução, não fosse à ausência da coragem.

Coragem, por muitos, trocada vulgarmente pelas mazelas instruídas pelo medo em nossos corações.

A maioria segue sedenta por outros intervalos...  Pena!

E sente falta do sol só quando chove...

Entende a luz quando escurece...

Só descobre que ama depois que deixa a pessoa ir!

Os sonhos são lentos para chegar, mas passam rápido com tempo.

Sempre, é uma vida dura viver só de lembranças.

Ai se descobre que a estupidez é tão inútil.

E essa coisa de fazer jogo duro é tão cruel.

Afinal, ninguém quer olhar para a própria história e constatar: “eu podia ter tentado”!

Coisa de gente que vive na era do gelo.

Quantas regras bobas e doloridas a insegurança traz.

Celebramos estranhos tão prontamente, mas esquecemos de atender quem nos ama.

Ficamos mestres em colocar os especiais de castigo.

O mundo anda cheio de receitas de como fazer isso, aquilo, para se dar bem.

Mas o mundo, também, anda lotado de gente triste, doente, solitária, infeliz.

 Essa coisa de brincar de esconde-esconde corrói.

Limitamos o amor para sermos leves com pessoas rasas.

Enquanto o medo de decidir vence, o sentimento genuíno perde no placar.

E a vida sai derrotada na partida quando poderia ter sido construção.

Entre agora de dieta.

Emagreça de tudo que dilacera seu coração.

Perca o medo de ser feliz e assuma sua história.

Um dia... Chega a evolução. Nesse tempo se percebe a força do desapego. Deixar ir é o abono da superação. É quando assumimos nossa felicidade e nos perdemos na emoção de se recompor. Entre surtos se desfecham pelas membranas, lembranças, tristezas, inquietações e quase que de repente nasce um sorriso. Já bem de pé caímos em penitência. Safra de perdão. Às vezes, a segunda chance é dada. Pode ser a mais pura condição. Às vezes é desanimadora. É que o sabor do recomeço já parece pior. Às vezes, uma nova oportunidade nunca é concedida. É a vida segue assim, sem manutenções.

Domingo bonito!

Viva! Fabiana Silbor