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Chic&Choc

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Fabiana Silbor 26/06/2016
Fabiana Silbor
fabianasilbor@gmail.com
Chic&Choc por Fabiana Silbor

Bem vindos!
Bem vindas!
Nesse domingo, nós, apenas, precisamos vencer

 

Onde estão os náufragos rebeldes da época em que o idealismo norteava as ações? Os que se libertaram das performances e da massificação? Os que correm o risco de tentar porque sabem que os limites foram feitos para serem ultrapassados?Intensificamos nossa luta contra aqueles que atropelam os sonhos, cedendo espaço para o comum, contra a passividade que se sobrepõem à crítica trazendo, a cada dia mais, segurança a quem precisa destruir sem ser incomodado, resistindo ao vazio e a solidão que teimam em ocupar o espaço destinado aos ideais.
 

Que horror são os doentes do mundo moderno que, estupidamente, pagam para transformar-nos em criaturas fragilizadas, cobaias humanas programadas para reprisar vantagens. Ao ler esse texto lembre-se do momento mais importante da sua vida. Somente tomado por esse estado de espírito, pode-se entender a importância do agora e da indignação contra essa manipulação.

 

É preciso caminhar entre uma população perdida dentro de uma utopia desconcentrada gerada pelo discurso onírico e pela morbidez de atos agressivos e constrangedores que todos os dias saltam diante dos olhos sem que ninguém expresse a menor reação.

Zumbis anestesiados, sem porquês...

Seres que dançam com a morte, com a vida, a miséria e o glamour, mas sempre acabam sozinhos seguidos por um questionamento eterno, que os aflige.

 

É preciso de um tempo com melhor opção e mais vocação. Feito de seres incansáveis na busca dos valores. Anônimos em plantão para rascunhar a história da humanidade com vigor. Salve os que estão em constante obra para evocar a boa reação.

 

Essa passividade está enferrujando nossas almas, empobrecendo nossos valores, desculpando uma falta de vontade absurda e pedante que humilha os que esperam muito mais do que somente estabilidade ou reconhecimento.

 

Palavras nunca foram conceituadas para ocultar o medo, jamais servem para apoderar-se do que não se pode ter. Palavras são sagradas.

 

É bom descobrir e aceitar que todos os fatos têm lados opostos e similares. Isso nos permite viver com mais intensidade, menos limites e alimentar a esperança de continuar eticamente.

 

As dificuldades não podem nos fazer parar. Não basta desistir, mais do que sobreviver é preciso viver. E nada nesse esse artigo prima por discursos filosóficos e vazios que buscam admiração com a entrega de suas concepções. É preciso celebrar as realizações cotidianas que elevam sorrisos sinceros e acalentam sonhos com atitudes.

 

Ninguém pode nos impedir de sermos o que queremos. São nossas próprias escolhas que nos conduzem a qualquer situação. Ouvimos o tempo todo que está difícil, que tem piorado. Será? É perigoso trilhar esse radicalismo. Pode-ser esse um equívoco absurdo. Quem tem o direito de delimitar o potencial alheio? Cercar a capacidade de realizações? Todos temos o dever de participar, o direito de sugerir e diante da falta de argumento procure o silêncio: ele é compensador.

Todos nós estamos suscetíveis ao erro. Ninguém é dono da verdade integral, somos narradores de percepções. Por isso é sempre bom providenciar todos os lados das questões. Nem sempre estamos desprovidos de emoções e preferências e no confronto com o inusitado, tudo pode acontecer, mas que sejamos guerreiros na construção do bem.

 

A vida real tem muitas pressões, ainda assim, é melhor lapidar do que viver na ficção. Em tempos de globalização, tecnologia e informação excessiva, onde está em voga ser igual, clone andrógeno de eficiência duvidosa, precisamos voltar a sermos mais apaixonados pela liberdade de imprensa, de expressão, justas. Essa depressão modal e coletiva só vai acabar quando aceitarmos que o emaranhado da vida contemporânea não substituiu o amor, a amizade a lealdade, a integridade e o caráter.

 

A vida é muito mais e somos os únicos capazes de pensar em algo bom. Fazer o melhor e seguir com a obra de amor em cada gesto, e na solidão do nosso repouso dar-se o reencontro com a própria consciência e dormir em paz. Os ideais precisam vencer.

 

Viva o domingo! Viva! Beijos. Fabiana Silbor...