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Chic&Choc

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Fabiana Silbor 07/08/2016
Fabiana Silbor
fabianasilbor@gmail.com
Chic&Choc por Fabiana Silbor

Bem vindo!
Bem vinda.
O primeiro domingo de agosto é uma super oportunidade.
Estamos vendo o tempo passar ou realizando os projetos que prometemos que aconteceriam em 2016?
É importante perceber o quanto temos cuidado de nossas ideias e sonhos! Ou se, ainda, permanecemos conectados ao passado e cuidando mais da vida alheia.
Vamos viver momentos intensos nesses meses antes da eleição.
Mais do que prósperos devemos repensar atitudes e reconhecer nosso papel cidadão na organização pessoal e social.

A culpa é sempre do outro?
Nem todos os pais e mães conseguem ser equilibrados para assumir o ato de cuidar de outra pessoa. Nesse enredo magnífico e complexo chamado vida a maturidade nos ensina a entender isso. Mas precisamos reconhecer o perigo de repetir algumas coisas que pareceram verdades definitivas na infância. Os atos impensados dos adultos criaram, no passado, determinadas percepções equivocadas e desconfiamos da nossa capacidade, acreditando que o mundo é, somente, um lugar perigoso e ameaçador.

Reprises perigosas
Repetimos violências, ignorâncias, abandonos, crueldades que fizeram parte do nosso repertório, de maneira, até salvadora. Mas que hoje, apenas, nos fazem sofrer e nos afastam das pessoas que, realmente, podem ser nossas companheiras.

Decidir evoluir
Quando paramos de tentar ser salvos por algo que já aconteceu e, portanto é impossível corrigir aceitamos mudar dentro nós o que é preciso. Nesse momento, paramos de contar com a culpa como companhia e deixamos de aceitar vivências rasas por causa do medo de uma entrega intensa que possa mexer na ferida, ainda exposta, mas, até então, bem escondida.

Reviver e curar machucados emocionais
Nesse momento, ganhamos coragem para estabelecer relacionamentos amorosos satisfatórios. Paramos de tentar preencher lacunas afetivas deixadas pelos pais e reconhecemos o outro como um parceiro novo, efetivamente capaz de ser diferente e contribuir com nossa felicidade. Sem resgates contaminados encontramos um caminho para estabelecer uma vivência profunda e paramos com as fugas de todos os tipos: traições, drogas, trabalho excessivo, depressão, arrogâncias... Todas perdem o sentido. E, aquele vazio e aquela sensação de que nada o poderia preencher, também, desaparecem.

Respeito e compreensão salvam vidas
Nesse incrível estado de disposição conseguimos evitar as repetições. Passamos a perceber que mesmo diante do absurdo de compreender, como perdoar pessoas que amamos mais que tudo, e que mesmo assim roubaram um pouco da nossa infância e da nossa inocência, isso é possível. Então, paramos de fazer, mesmo sem querer, com quem amamos as mesmas coisas que nossos pais, querendo ou não, fizeram conosco.

A felicidade é uma escolha
Aprendemos a respeitar nossos sentimentos, valorizar as pessoas que nos amam e assumir as responsabilidades pelas mudanças que precisamos fazer para vivenciar o momento presente, agradecendo quem nos ajuda a evoluir, por meio das relações e nos tornando tudo o que sonhamos ser. Acreditar é bom começo. Pedir desculpas e perdoar, também!

Pare de viver embebedado nas ilusões. Evite as drogas, evite, inclusive, ser uma. Desinteresse pelo convencional hipócrita, crie sua própria moda, aceite suas limitações, seja inteligente, seja decente, aprecie os excessos de bondade, admire os que constroem uma vida pacífica, acredite que a beleza é particular, viva sem ter inveja.  Tem gente que opta por roubar. Uns levam o dinheiro, outros, a dignidade, a tranquilidade alheia. Seja honesto em tudo, prefira acrescentar. Outros mentem, tenha liberdade para falar o que pensa, construa um caminho sem dívidas promíscuas. 
Bom domingo. Viva!
Fabiana Silbor

 

Na edição de hoje vamos celebrar lindos recantos, do nosso lado, para conhecer e reconhecer.
Banhar-se nas cachoeiras do Distrito de Santa Maria. Passar horas de meditação na Gruta dos Palhares. Contemplar o horizonte perdido com toda a perfeição da natureza ou encontrar os mesmos traços de encantamentos nas obras humanas como nos vitrais do Mosteiro de Nossa Senhora da Glória. Conhecer os museus como o de Sacramento que conta a história da colonização do Triângulo ou aprender sobre a arte sacra na Igreja de Santa Rita. Entender as igrejas além dos dogmas, descobrindo a história, as raízes, as criações arquitetônicas. Presentear-se com água no Rio Grande, em Araxá, conhecendo novas paisagens. Entender as velhas construções, visitar pontes e aproveitar para atravessar fases na vida, repensar o planeta pelas preservações de Peirópolis. Enfim, ideias sobram diante da beleza de toda a região. Às vezes vamos longe à procura do que está, quase, no nosso quintal. Valorizar nossa terra é reconhecer nossa grandeza.