Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Cláudio Humberto

ACESSIBILIDADE: A A A A
Claúdio Humberto 25/04/2017
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“O que joga a população contra o Congresso é a corrupção”

Senador Álvaro Dias (PV-PR), pré-candidato a presidente da República em 2018

 

Submarinos adquiridos por Lula eram de segunda

A negociata na compra de cinco submarinos franceses ainda provoca indignação na Marinha. O objetivo do governo Lula, suspeitam oficiais submarinistas, não era equipar a Marinha, mas fazer a Odebrecht faturar. O Brasil teve de adotar uma “família” diferente de submarinos, a classe Scorpène francesa, considerada inferior aos novos modelos alemães. O Brasil já utilizava submarinos de concepção germânica.

 

Tudo armado

A contratação da Odebrecht (sem licitação) pela estatal francesa DNSC foi “condição” do governo Lula para fechar a compra dos submarinos.

 

Política de vendas

A DNSC foi acusada de pagar propina a integrantes dos governos da Índia e da Malásia para vender os mesmo submarinos de segunda.

 

Nosso dinheiro

A compra dos submarinos franceses, inferiores aos alemães, custará ao Brasil R$ 31 bilhões. E garantiu R$ 3,3 bilhões à Odebrecht.

 

Propinoduto

O contrato bilionário dos submarinos fez a Odebrecht espargir propina. Só um ex-executivo confessou haver entregue R$17 milhões a petistas.

 

Na era digital, ‘papelzinho’ é o meio da corrupção

A Odebrecht teve de criar um sistema informatizado no departamento específico que fazia o controle das montanhas de propina pagas a membros do governo e, em especial, a políticos do PT. Mas, entre interlocutores, o principal meio de comunicação é o velho “papelzinho”. Segundo Marcelo Odebrecht, o primeiro acerto de pagamento que fez, ele recebeu o valor “num papelzinho” que Guido Mantega entregou.

 

R$ 50 milhões

De acordo com Marcelo em sua delação, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, em 2008, anotou a cifra num papel: “R$ 50 milhões”.

 

Números de contas

Outro delator, Henrique Valladares diz que o interlocutor de Aécio entregava números de contas a ele em pessoa e em pedaços de papel.

 

Pouco mais moderno

E-mails da Odebrecht também foram apresentados para comprovar denúncias contra políticos como José Serra, por exemplo.

 

Era tudo ilícito

Marcelo revela que toda a relação da Odebrecht com o PT era ilícita: “eu tinha uma agenda ampla... em função dessa agenda ampla, eles podiam criar uma expectativa grande. Esse valor de R$ 114 milhões, que nasceu de modo totalmente ilícito, acabou indo a R$ 300 milhões”.

 

Propina preventiva

O ex-ministro Guido Mantega não participou da campanha de 2010 de Dilma “como imaginava”, segundo definiu Marcelo Odebrecht. Acertou pagamento de R$ 50 milhões em 2008, mas só foi gastar em 2011.

 

R$ 100 milhões para 2014

Para 2014, Marcelo Odebrecht revela ter reservado R$ 100 milhões para o PT de Lula e Dilma. Ele diz não saber se foram integralmente consumidos “porque aí já tinha Lava Jato, teve 2014 etc.”.

 

Doença de bandido

A juíza Denise Frossard, aposentada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, notou que vários investigados pela Polícia Federal alegam que estão doentes. Uma “epidemia”. Quando há mais de vinte anos ela prendeu os “banqueiros do bicho”, quase todos alegaram doenças.

 

Arrastão na Lava Jato

As investigações contra o ex-governador do DF Agnelo Queiroz (PT), suspeito de receber propina em obras como o estádio Mané Garrincha, podem arrastar secretários e o ex-vice Tadeu Filippelli (PMDB).

 

Resposta adiante

Marcelo Odebrecht diz, em seu primeiro depoimento, não saber como Lula era informado, mas ele mesmo explica, doze depoimentos mais tarde: era o pai Emílio quem deixava Lula a par de tudo.

 

Grupo seleto do PT

Marcelo revelou que quando um executivo da Odebrecht recebia pedido de candidato do PT que “não interessava apoiar”, diretores eram instruídos a dizer “fala lá com o Palocci ou o Guido porque o Marcelo tem um valor acertado. Se você conseguir arrancar... sai”.

 

Nomenclatura de obra

Odebrecht não explica, mas apesar de o nome adotado na imprensa e nos depoimentos ser de “planilha italiano” ou “conta Amigo”, na tabela da Odebrecht a Conta do PT é “Programa Especial”, como uma obra.

 

Pensando bem...

... ao dizer que o sítio de Atibaia era de um amigo, Lula não mentiu, apenas omitiu que o “Amigo” era ele próprio.

PODER SEM PUDOR

Empate deu nocaute

Os então deputados Íris de Araújo (GO) e Cezar Schirmer (RS) disputavam no PMDB a última vaga de suplente na bancada brasileira do Parlamento do Mercosul, e a votação deu empate. Pelo regimento, o desempate se dá pelo critério de idade: vence o mais velho. Schirmer foi logo declarando a idade: 55 anos. A deputada olhou para um lado, para outro, e jogou a toalha:

- Abro mão da disputa em favor do deputado Cezar Schirmer. Não revelo a minha idade por nada neste mundo!