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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 23/02/2014
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Cláudio Humberto

“Não há perigo de fuga”

Lorenzo Bergami, advogado do fugitivo Pizzolato, sobre o pedido de prisão domiciliar

Temer é escalado para tentar desativar ‘blocão’

Temendo a dor de cabeça que o ‘blocão’ pode causar ao governo, nas votações na Câmara, a presidenta Dilma escalou o vice Michel Temer para enquadrar o PMDB, que encabeça a rebelião, e colocar panos quentes na insatisfação da base aliada. O vice, que alega ter sido pego de surpresa pela articulação, convocou os líderes governistas para reunião de emergência nesta segunda-feira (24), no Palácio do Jaburu.

Em pânico

O clima no Planalto com a ameaça do “blocão” é dos piores. A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) admite que não sabe o que fazer.

Fogo cruzado

O ‘blocão’ foi articulado em jantar com presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), na quarta. Só PT e PCdoB não foram convidados.

Tropa de choque

Tomada por insatisfação generalizada, sobretudo com cargos, a base ameaça montar uma pauta de projetos e peitar Dilma nas votações.

Pergunta em Kiev

Onde está o bravo Lula que se ofereceu para mediar a paz no Oriente Médio e ainda não propôs conversar com os revoltosos da Ucrânia?

Itamaraty ignora segurança em embaixadas

Diplomatas e contratados locais da embaixada brasileira em Caracas estão em pânico com a escalada de violência na capital da Venezuela: o Itamaraty não tem plano de contingência ou esquema de segurança diante do caos nas ruas, e ainda os obriga à jornada de oito horas. Servidores se “viram” para chegar e sair a salvo da embaixada, muito embora saibam que a natureza do serviço impõe esse tipo de risco.

як справи (Tudo bem?)

Na embaixada brasileira em Kiev, Ucrânia, um funcionário que não fala inglês ou português atende o telefone. Ignora-se o que acontece lá.

Incerteza

Servidora diz que chegou à embaixada do Brasil em Caracas “em meio a corpos na rua” e aguarda declaração de “conflito social” do Itamaraty.

Sem alianças

Para a cúpula do PMDB, o senador Ricardo Ferraço (ES) “não conseguiu musculatura suficiente” para sair candidato ao governo.

Rompimento

Apesar da pressão de Eduardo Campos (PSB), o PSDB decidiu romper com o governador Ricardo Coutinho na Paraíba. Na sexta, senadores Aécio Neves (MG) e Cássio Cunha Lima (PB), do PSDB, avisaram ao governador de Pernambuco que será “muito difícil” manter a aliança.

Rombo histórico

O exuberante “pit-stop” de Dilma em Lisboa contribuiu para o rombo histórico de US$ 11,5 bilhões nas contas externas em janeiro. Gastos de brasileiros lá fora somaram US$ 2,1 bilhões no primeiro mês do ano.

Guerra de mentira

Com bancada reduzida e apequenado pela presidência de Carlos Lupi, o PDT tenta ameaçar o governo, para mostrar força, anunciando uma “guerra” na Câmara para aprovar o Plano Nacional de Educação (PNE) no primeiro semestre. O governo finge que se importa com a ameaça. 

Bola da vez

Partidos da base aliada de Dilma têm sido pressionados por dirigentes estaduais e candidatos a acelerar conversas pela filiação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, relator do mensalão.

O troco

Preterido para ministério no governo Dilma, o senador Vital do Rêgo (PMDB) ameaça apoiar a candidatura de Cassio Cunha Lima (PSDB) ao governo da Paraíba, reforçando palanque do tucano Aécio Neves.

Anvisa lá

Laudo da junta médica da Câmara dos Deputados provou que o mensaleiro condenado José Genoino não é inválido para ganhar aposentadoria. Agora ele vai tentar provar que tem validade vencida.

Lá longe

A Federação Nacional dos Jornalistas pediu ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) mais segurança para jornalistas em manifestações no Brasil. Mas, a julgar pelo seu silêncio, a entidade parece considerar que na Venezuela, bater em jornalistas está liberado.

Duas medidas

Do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), sobre manobra do governo que esvaziou o Plenário para adiar a votação do veto à criação de municípios: “Senado deixou de ser revisor para virar arrependedor”.

Pensando bem...

...cantou para subir o passarinho de Chávez que Maduro viu.

PODER SEM PUDOR

Benzetacil cura susto

Militante comunista, Geraldo Ribeiro ganhava a vida como propagandista de laboratório de medicamentos, nos anos 60. No dia seguinte ao golpe de 1964, ele andava cabisbaixo na rua do Príncipe, ao lado do comando do IV Exército, no Recife, quando de um jipe militar desceu um oficial, esbaforido:

- Geraldo, com quem você está?...

- Com as Forças Armadas, meu coronel – mentiu.

- Não é isso, Geraldo. Eu quero saber em que laboratório você trabalha. Ando louco por uma amostra-grátis de Benzetacil…