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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 12/03/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“A crise viajou para o Chile”

Deputado Danilo Forte (PMDB-CE), ironizando a viagem da presidenta Dilma

 

Abin gasta com inteligência só 10% do orçamento

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) gastou em 2013 só R$ 48 milhões em sua atividade fim: ações de inteligência. Merreca, perto do seu orçamento de R$ 493 milhões. Gastos com pessoal e encargos sociais consumiram no ano passado R$ 442 milhões, quase 90% do total. Não admira que a Abin não consiga blindar a presidenta Dilma da bisbilhotice da NSA, a agência de segurança nacional norte-americana.

 

Incomparável

É preciso fazer justiça, a Abin jamais poderia enfrentar a arapongagem da NSA: os EUA gastam US$ 52,6 bilhões por ano com inteligência.

 

Desprestígio

Arapongas da Abin reclamam da falta de investimentos, e a verbinha que recebem só serve para dar sobrevida ao desprestigiado órgão.

 

Pobre orgulhosa

Apesar da verba curta, a Abin não consegue gastar o previsto na Lei Orçamentária com ações inteligência. Ainda sobrou R$ 66 mil.

 

A-B-C neles

A coisa anda tão ruim que no Boletim Estatístico de Pessoal, do governo, a Abin é descrita como Agência Brasileira de “Intelegência”.

 

PROS pode trocar Integração por apoio eleitoral

O PROS avalia abrir mão de indicar nome ao Ministério da Integração em troca do apoio da presidenta Dilma aos candidatos da sigla ao governo de Tocantins, Amazonas, Ceará, Paraíba e Rio de Janeiro. Em almoço ontem com ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), a cúpula do PROS avisou que a prioridade do partido é ter bom desempenho eleitoral, determinante para definir sua força na próxima legislatura.

 

Xadrez

O Planalto pode oferecer ministério menor ao PROS, como Turismo ou Ciência e Tecnologia, e apoiar um ou outro candidato ao governo. 

 

Mamãe mandou...

Além do Ceará, disputam governos estaduais pelo PROS José Melo (AM), Major Fábio (PB), Miro Teixeira (RJ) e Ataídes Oliveira (TO).

 

Cadeira capenga

Nicolás Maduro deveria ter justificado a ausência na posse de Michelle Bachelet, no Chile, explicando que é presidente da Venezuela “ainda”.

 

Estranho movimento

Dilma vetou os senadores Renan Calheiros (AL) e Valdir Raupp (RO) no início das tratativas com o PMDB, domingo. Michel Temer ponderou e ela recuou, mas incluiu o líder no Senado, Eunício Oliveira (CE).

 

Pior não fica

O presidente do Solidariedade, Paulo Pereira (SP), provocou risadas ao pedir apoio do “blocão” à oposição, na disputa pelo Planalto: “É melhor arriscar do que continuar levando porrada da dona Dilma”.

 

Lição de lealdade

Há 16 meses, Lula e Dilma ajudavam a eleger o candidato de Eduardo Campos (PSB) à prefeitura do Recife, derrotando Humberto Costa (PT) por omissão e inanição. Ontem, Humberto Costa foi o único petista a defender Dilma das ácidas críticas de Eduardo Campos à presidenta.

 

Beco sem saída

Apesar da moção de apoio da bancada da Câmara ao líder Eduardo Cunha (RJ), com quem a presidenta Dilma comprou guerra, o PMDB do Senado está confiante de que a ele só resta uma alternativa: recuar.

 

No balcão

Com missão de conter a rebelião da base na Câmara, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) tem feito maratona de reuniões com líderes e presidentes de partidos aliados. Já foram PROS, PR, PP...

 

Missão arriscada

Além do salário atrasado, funcionários da embaixada do Brasil em Caracas enfrentam 8 horas diárias de invasão de fumaça de bombas de gás lacrimogêneo da turma de Nicolás Maduro. Muitos passam mal.

 

Gol de misericórdia

A embaixadora do Brasil em Gana, Irene Gala, alertou o governo local sobre viagens de jovens torcedores à Copa, segundo a imprensa: “O Brasil é muito caro, o custo de vida triplicou no ano passado”.

 

Bye, bye Brazil

Dona e operadora de 400 shoppings, a DDR Corp está se livrando de ativos no Brasil para investir em shoppings de primeira linha... nos Estados Unidos. A fome dos investidores passou.

 

Pensando bem...

...fãs dos discursos de Dilma já estão lamentando que ela abra em silêncio a cerimônia da Copa, com medo de vaias. Fala, Dilma!

 

PODER SEM PUDOR

Dívida de campanha

Drayton Nejaim era candidato a prefeito de Caruaru quando adentrou o gabinete do então candidato a governador de Pernambuco, João Cleofas de Oliveira, dando gritos nos assessores.

- Vim receber o meu dinheiro. E quero ele agora!

Cleofas, extremamente educado, dirigiu-se a Nejaim:

- Devo-lhe quanto, amigo?

- Seis mil contos de réis!

Cleofas pega o talão e faz o cheque. Duas horas depois, Nejaim descobre o erro fatal com o gerente do banco.

- Doutor Drayton, esse cheque não tem valor. A nossa moeda é cruzeiros e não contos de réis.

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Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros

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