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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 13/03/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“É um governo que paga o preço de sua arrogância”

Aécio Neves, presidencial do PSDB, ao criticar também a ineficiência da era Dilma

 

Aécio aproveita crise e sonda o PP para vice

Beneficiário da crise da base aliada com o governo Dilma, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu a interlocutores para sondarem apoio do PP nas eleições presidenciais, a quem seria oferecida a vaga de vice na disputa pela Presidência. Muito atuante, a senadora Ana Amélia seria a preferida, mas, forte candidata a governadora do Rio Grande do Sul, dificilmente ela se encantaria com o aceno de Aécio Neves.

 

Vice nordestino

A cúpula do PSDB lembra a Aécio que o maior desafio de sua candidatura é o Nordeste, por isso deve procurar seu vice na região.

 

Opção piauiense

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que rejeitou o Ministério das Cidades, é uma das opções para vice de Aécio.

 

Na pista

Lideranças do PP sinalizaram ao tucano que o partido está aberto a negociações, apesar de compor a base aliada da presidenta Dilma.

 

Em casa

Além do tempo de TV, Aécio tem no PP um grande aliado: seu tio, ex-presidente do partido e atual senador Francisco Dornelles (RJ).

 

Caso Fontenelle: 50 tons de justiça no Itamaraty

O embaixador Américo Fontenelle ficará três meses sem salário, e só. Foi tudo o que recebeu de punição nas acusações de assédio moral e sexual no consulado-geral do Brasil em Sidney (Austrália). Apenas foi suspenso por 90 dias, “punição” já cumprida. É a segunda vez que o corporativismo o protege, apesar de falar mal dele. Quando foi cônsul em Toronto (Canadá), também saiu impune de alegações idênticas.

 

Especialidade da casa

Celso Amorim garantiu a pizza de Fontenelle em Toronto. No caso de  Sidney, os pizzaiolos foram Antonio Patriota e Luiz Alberto Figueiredo.

 

O que fica

Apesar de o Itamaraty haver aliviado sua barra, Américo Fontenelle perdeu o bem mais preciso para um diplomata de carreira: o respeito.

 

Bela punição

Considerado culpado por favorecimentos em sentenças, o juiz Sérgio de Carvalho, da Paraíba, foi “punido” com aposentadoria compulsória.

 

Todo ouvidos

O ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) acompanhou do gabinete do vice Michel Temer a derrota do governo na Câmara, que aprovou uma comissão externa para investigar a Petrobras. Depois, teve de ouvir (calado, claro) uma bronca monumental da presidenta Dilma.

 

Revezamento

PT garantiu retorno à presidência da Câmara dos Deputados, no início de 2015, por um acordo de revezamento com o PMDB a cada 2 anos. Henrique Alves será substituído por um petista, em fevereiro de 2015.

 

Bedelho

Aloizio Mercadante resolveu meter o bedelho no PROS: para ele, com o número de candidatos da base aliada no Rio, o melhor caminho para o deputado Miro Teixeira (RJ) seria disputar o Senado.

 

Negociação

Na tentativa de arrefecer os ânimos, o presidente do PT, Rui Falcão, se reunirá na próxima semana com a cúpula do PROS para costurar possível apoio do PT a candidatos do partido a governos estaduais.

 

Catenga, não

O líder do PROS na Câmara, deputado Givaldo Carimbão (AL), reclamou do tratamento do governo ao Congresso. “Sendo da base, não quero ser ‘catenga’ do Planalto”. É como chama a lagartixa, que movimenta a cabeça como se concordasse com tudo.

 

Em cima do muro

O deputado Antônio Reguffe (PDT-DF) adora o papel de donzela galanteada: “Tenho 40% de chance de disputar o governo, 40% de tentar o Senado e 20% de não sair candidato a nada”.

 

Lição de matemática

Alvo de terrorismo, cidadãos americanos e europeus renovam passaporte de dez em dez anos, com identificação biométrica. No Brasil, o prazo é de cinco anos, com R$ 156,07 de taxa de renovação.

 

Copa para quem?

A “Copa das Copas” parece não andar muito bem. A Fifa devolveu a metade dos 27 mil quartos de hotel que reservou. Motivo: reduzida demanda. Em abril, prazo contratual, avaliará se entrega mais.

 

Pergunta na Câmara

Será que a comissão que investigará a Petrobras terá autossuficiência de vontade para concluir a missão?

PODER SEM PUDOR

Irmãos, sim, mas eleitores

O lendário José Maria de Alkimim não relaxava na arte de fazer política a cada instante. Certa vez estava com dois deputados quando encontrou um sobrinho de nome Alberto, que se fazia acompanhar dos pais. Apresentou primeiro o sobrinho. Quando ia apresentar os pais do rapaz, foi interrompido por um dos  deputados:

- Qual dos dois é seu irmão, ministro?

Alkimim respondeu na maior cara de pau do mundo:

- Alberto é meu sobrinho duas vezes. Sou irmão do seu pai e de sua mãe. Um é irmão biológico, o outro é irmão por afinidade...

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Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros

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