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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 22/03/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Esse negócio da mamar e chorar é que não pode acontecer”

Ex-ministro Antônio Andrade (MG) criticando o líder do seu partido, Eduardo Cunha

 

Diretor suspeito é mesmo ligado a Delcídio Amaral

O operador da compra superfaturada da refinaria americana, Nestor Ceveró, é mesmo ligado ao senador Delcídio Amaral (PT-MS). São amigos e trabalharam juntos. Ceveró era diretor Internacional quando a Petrobras pagou US$ 1,180 bilhão pela refinaria, avaliada US$ 42,5 milhões (28 vezes menos). Em março de 2008, foi substituído por Jorge Zelada, indicação coletiva de deputados federais do PMDB mineiro.

 

Petrobras no currículo

Além da ligação a Ceveró, Delcídio tem intimidade com a própria Petrobras, onde foi diretor de Gás e Energia durante o governo FHC.

 

Prejuízo bilionário

A área de Delcídio na Petrobrás foi acusada de elaborar contratos com termelétricas que causaram prejuízo de R$ 2 bilhões à estatal.

 

Favorecimento

Os contratos da era Delcídio teriam favorecido termelétrica Eletrobolt e Macaé Merchant, controladas pelas americanas Enron e El Paso.

 

Governo Lula

Pelas mãos do senador Delcídio, Ceveró virou diretor da Petrobras no início do governo Lula, quando José Eduardo Dutra presidia a estatal.

 

Carvalho recebe ‘boquinha’ do Sesc Nacional

Agarrado há 33 anos à presidência da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos mantém-se no poder atraindo figurões para compor colegiados da entidade, mediante generosos jetons. Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria Geral da Presidência, por exemplo, recebe jeton de R$ 20 mil mensais para integrar o conselho fiscal do Sesc Nacional, considerado o braço operacional da CNC.

 

 

Quadros de ouro

Célebre no mundo todo, o artista plástico pernambucano Romero Britto vai levar seus personagens ao cinema, TV e aos quadrinhos infantis.

 

Batendo em retirada

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), não disputará o governo do Amazonas para “não incorrer erro de José Serra em São Paulo”.

 

Trio da pesada

Jair Bolsonaro (PP-RJ) acertou com o pastor Everardo (PSC) e Marco Feliciano apoio para eleger o filho Eduardo deputado federal em SP. 

 

Novo vexame

O Itamaraty poderia ter-se poupado: votou pela “sessão secreta” na OEA com deputada da oposição venezuelana relatando horrores, e o embaixador Breno da Costa ainda explicou que era “para evitar circo”.

 

Panela de pressão

O tiranete da Venezuela, Nicolás Maduro, nasceu em Bogotá, Colômbia, diz o resultado da longa investigação divulgada ontem pelo Nuevo Herald, dos EUA. Colombianos protestaram no site do jornal.

 

Em pauta

O PMDB fará nova reunião da executiva nacional na próxima semana para discutir sobre alianças estaduais e sobre o ex-governador Marcelo Miranda, que até agora não conseguiu assumir mandato no Senado.  

 

Pelo ralo

A Petrobras segue jogando dinheiro no ralo das ONGs. Assinou sete novos contratos no DF, sem divulgar quanto será subtraído do bolso do acionista majoritário: o contribuinte. Empresa lucrativa é isso aí.

 

Vida dura

Adjunta da Secretaria Nacional da Juventude, Angela Cristina Guimarães tem um trabalhão pela frente: viaja para 12 dias em Berlim para discutir organização de torcidas num convênio com a Alemanha.

 

Coisa de amigo

O município de Cabedelo (PB) recusou um shopping na cidade, empreendimento de R$ 200 milhões que geraria seis mil empregos diretos. Adversários acusam o prefeito de ser amigo do dono de um shopping concorrente. A população protestou contra a decisão.

 

Caos generalizado

Delegacias paulistas enfrentam superlotação de presos, em razão da greve de carcereiros. Eles exigem reajuste de 20% e o direito ao “bico”. E ainda ameaçam bloquear visitas a 158 presídios, neste domingo.

 

Saiu ganhando

Senadores do PMDB não admitem publicamente, mas agradecem ao líder na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), por ter peitado o governo Dilma e conseguido que o partido tivesse pleitos atendidos pelo Planalto.

 

Pensando bem...

...além de lavar dinheiro, alguns vão também lavar as mãos no escândalo da refinaria da Petrobras nos Estados Unidos.

PODER SEM PUDOR

Chimarrão tricolor

Fernando Henrique Cardoso era presidente e se reunia com ministros e governadores, num sábado de setembro de 1995, quando viu uma cuia de chimarrão compartilhada pelo então governador gaúcho Antônio Britto com o ministro Nelson Jobim.

- Que negócio mais antidemocrático é esse? O chimarrão só chega até o Jobim e nunca vem até aqui!... – reclamou FHC ao governador.

- Não basta ser gaúcho, presidente – explicou Britto, passando-lhe a cuia – tem que ser torcedor do Grêmio...

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Com Ana Paula Leitão e Tiago de Vasconcelos

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