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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 22/04/2014
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Cláudio Humberto

“Dilma quer fazer palanque eleitoral com isso”

Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), sobre a aprovação do Marco Civil da Internet

 

Governo gasta R$ 117 mil por dia com cartões

É ano de eleição e os gastos do governo federal seguem no mesmo ritmo acelerado de sempre: R$ 117,4 mil por dia desde janeiro. De acordo com o Portal da Transparência, a gastança já superou a cifra de R$ 6,9 milhões. Campeã de sempre, a Presidência é responsável por um terço da farra (R$ 2,14 milhões), mas o detalhamento dos gastos é protegido por sigilo sob a velha justificativa de “segurança e do Estado”.

 

Muito justo

O Ministério da Justiça ficou em 2º lugar entre os gastos com R$ 1,7 milhão, quase tudo na conta da Polícia Federal e no maior sigilo.

 

Detalhes inúteis

Sete dos dez cartões com a fatura mais cara são do IBGE e, apesar de detalhados, os gastos se referem a saques em espécie de até R$ 1 mil.

 

Tudo em segredo

Dos R$ 2,14 milhões em cartões corporativos torrados pela Presidência da República, 96% são sigilosos, sem detalhamento de gastos.

 

Dinheiro sem rastro

O governo torrou R$ 942 mil apenas com saques em espécie nos cartões corporativos. Tem até retirada de R$ 2.

 

PE: cobrança indevida já gerou R$ 154 milhões

A cobrança de ICMS feita pelo governo de Eduardo Campos (PSB-PE) sobre o subsídio dado pelo governo federal desde o ano passado nas contas de luz já rendeu, irregularmente, R$ 154 milhões aos cofres estaduais. A redução nas tarifas residenciais seria de 18%, mas com a cobrança indevida do ICMS desde fevereiro de 2013, o desconto para a população foi menor e a diferença fica com o governo pernambucano.

 

Receita garantida

A arrecadação da fazenda estadual aumenta em R$ 11 milhões ao mês com a edição do decreto regularizando a taxação do subsídio federal.

 

Olho nas urnas

Para a oposição de Campos, a cobrança seria uma estratégia para que o povo não sinta o desconto dado por Dilma e ela perca eleitorado.

 

Não está só

Outros estados governados pela oposição, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul também cobram ICMS sobre desconto na luz.

 

Em cima do muro

A executiva PMDB-RS fez apelo ao senador Pedro Simon para manter seu nome ao Senado até o partido encontrar uma saída. Chateado com desistência pública de Germano Rigotto, Simon queria deixar a disputa.

 

#BeijinhoNoOmbro

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) comemorou o início do funcionamento da ampliação do aeroporto de Brasília. Postou uma foto em suas redes sociais e disparou: “Para os urubus de plantão”.

 

Sob pressão

Tentando conter debandada de prefeitos pró-Paulo Hartung (PMDB), o  governador Renato Casagrande (PSB) almoçou com sete prefeitos da Região Metropolitana e com a Associação de Municípios do ES.

 

Lorota

Presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PSD-SP) descarta que o relator do caso André Vargas, Júlio Delgado, esteja sob suspeição: “Ele falou do relatório preliminar, não prejudicou em nada o processo”.

 

Folga ‘forçada’

Apesar de ser ponto facultativo na quinta, os gabinetes que tentaram manter seus funcionários trabalhando se deram mal. Foram todos barrados pelo Departamento de Segurança Legislativa da Câmara.

 

Impede manobras 

O deputado Marcos Rogério (PDT-RO) apresentou projeto para acabar com o relatório preliminar no Conselho de Ética, obrigando a Câmara a investigar toda e qualquer denúncia, sem depender de admissibilidade. 

 

 

Dentista de Páscoa

O deputado Amauri Teixeira (PT-BA) contou no Twitter que vai aproveitar o feriadão para adiantar seu tratamento dentário. “Tô sem poder falar”, escreveu. Só não disse se a conta será do contribuinte.

 

Inflação de Barroso

Após nomear o fluminense Luis Roberto Barroso para o Suremo, a presidenta Dilma nomeou outro Barroso, José Filho, este paulista, para o Superior Tribunal Militar. O novo ministro é juiz-auditor, tomou posse e já ocupa a cadeira destinada aos magistrados da Justiça Militar.

 

Pensando bem...

...o deputado petista sai-não-sai André Vargas tem algo em comum com Tiradentes: ambos acabaram com a corda no pescoço.

PODER SEM PUDOR

Mr. Quadros, o tio

Jânio Quadros, governador de São Paulo, viajou à Europa, deixando no seu lugar o vice, general Porfírio da Paz. O interino recebeu a visita de um antigo professor de direito:

- Mestre, mas que honra recebê-lo aqui!

- Vim fazer-lhe uma visita, meu general. Muito trabalho?

- Nossa! Jânio me deixou uma papelada que Deus me livre. Mas faço questão de entregar o gabinete do jeito que ele deixou. Não mexo em nada: livros, cinzeiros, o retrato do tio na parede... deixo tudo no lugar.

- Mas que quadro, Porfírio? - interessou-se o antigo professor.

O governador em exercício apontou o retrato de Abraham Lincoln.

- Porfírio, aquele é o retrato de Lincoln, o grande presidente americano!

- Ah... é mesmo? Que coisa! Pois me haviam dito que esse homem aí se chamava Lincoln, um tio do governador que mora no Mato Grosso...