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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 17/05/2014
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“Não percebi qualquer melhoria no funcionamento da Casa”

Senador Benedito de Lira (PP-AL) criticando os cortes de Renan Calheiros em 2013

Nervoso, Renan ameaçou renunciar à presidência

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem demonstrado incomum nervosismo, chegou a ameaçar renúncia à presidência do Senado, durante reunião da Mesa Diretora, nesta quinta-feira (15). Discutiam-se temas como os cortes de funcionários terceirizados, mas a maioria dos integrantes da reunião se colocou contrária à sua posição e ele os pressionou ameaçando renunciar ao cargo na mesa.

Motivos não faltam

Governo em declínio, Petrobras sob investigação e a difícil decisão de não disputar o governo de Alagoas alteraram o humor de Renan.

Cortes da discórdia

Solidários aos ameaçados de demissão, senadores ficaram contra os cortes na TV Senado. Foi isso que tanto irritou o presidente da Casa.

O antiRenan

Grupo de senadores articula para Pedro Simon (PMDB-RS) assumir a tarefa de um discurso do tipo “chega-pra-lá”, contra Renan Calheiros.

Valentia

Como a irritação de Renan cresce na proporção dos cabelos, produto de implante, os senadores já o chamam, no cafezinho, de “Sansão”.

Chanceler terá de explicar ‘portas abertas’ ao Islã

A oposição quer convocar o ministro Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores) para explicar a recomendação de facilitar vistos de entrada no Brasil de pessoas de países islâmicos, alguns acusados de tolerar grupos terroristas. O requerimento é dos deputados do DEM Onyx Lorenzoni (RS), Pauderney Avelino (AM), e Mendonça Filho (PE). A ordem do governo chegou às embaixadas e consulados num momento de grande preocupação com segurança, às vésperas da Copa.

Indignação

Revelada nesta coluna, a circular telegráfica n° 94443/375, sobre vistos para pessoas de países islâmicos, indignou os próprios destinatários.

Porteira escancarada

O governo quer facilitar a entrada no Brasil de nacionais do Irã, Iraque, Afeganistão, Jordânia, Líbano, Líbia, Palestina, Paquistão e Síria.

Incongruente

A decisão pré-Copa ocorre a despeito desses países encontrarem-se em áreas conflagradas e tomadas pela ação de grupos terroristas.

Bota-fora

Evento no Facebook convida internautas a participarem de uma “festa de despedida”... da presidenta Dilma. Curiosamente, quase 180 mil confirmaram presença no “bota-fora”, marcado para 5 de outubro.

Bico seco

O ex-presidente Lula avisou que não vai a jogos da Copa em estádios, na sua maioria bancados por dinheiro público. Ele acha que futebol e cerveja são inseparáveis, e bebida alcoólica será proibida nas arenas.

Fidel, o Cruel

Alina Fernandez, filha do ex-ditador cubano Fidel Castro, disse que o pai é pessoa com alto grau de “crueldade”. Ela revelou à agência de notícias espanhola Efe que nunca teve hábito de chamá-lo de “papai”.   

Inocência

O governo faz pouco caso dos protestos contra a Copa. A presidenta Dilma Rousseff afirmou, e com razão, que o legado é dos brasileiros. Só não disse que a fatura também é.

Adiando o inevitável

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com a manobra de utilizar o volume morto para subir o nível do Cantareira, evita tratar de um detalhe: a água vai continuar escassa nas casas paulistanas.

Cada uma

Ato do MST em São Paulo apoia o governo da Venezuela e critica a imprensa que denuncia desmandos de Nicolás Maduro, a anta que substituiu Hugo Chávez. Mas a crise no país é tão grave que falta papel higiênico para a população e papel-jornal para a imprensa.

Catar na pressão

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse que a escolha do Catar para sede da Copa de 22 foi por pressão da França e da Alemanha. Teve até lobby de Nicolas Sarkozy, então presidente francês.

Besteirol

Zico e o “capitão” Carlos Alberto Torres disseram ao jornal inglês The Guardian que os protestos deixaram os brasileiros com o “pé atrás”, por isso as ruas ainda não foram enfeitadas. Calados, são uns poetas.    

Pensando bem…

…o dinheiro a ser empregado para reparar danos causados pelos black blocs contra a Copa bem que poderia ser investido em Educação.

PODER SEM PUDOR

Peru de Natal

Osmundo Faria, primo e suplente do senador Dinarte Mariz, estava na agulha para ser nomeado pelo general Ernesto Geisel governador do Rio Grande do Norte. Mas, imprudentemente, foi comemorar com Aluizio Alves e outros adversários de Dinarte no apartamento do também senador Jessé Pinto Freire, no Rio de janeiro.

Quando soube disso, na manhã seguinte, Dinarte tomou o rumo dos quartéis e, antes do anoitecer, uma carta do poderosíssimo general Orlando Geisel defenestrava o escolhido pelo irmão.

O apressado comeu cru.