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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 18/05/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“A esquerda acaba sendo usada pela direita...”

Ministro Gilberto Carvalho culpando terceiros pelos atos de vandalismo de aliados

 

Governo se omite e violência nos estádios cresce

A omissão do governo federal fez ressurgir com força a violência nos estádios, após a extinção em 2011 da Câmara Técnica criada um ano antes para combater a intolerância esportiva. A Câmara definiu um Procedimento Operacional Padrão (POP), que reduziu a violência nos estádios já em 2010. Dois policiais da Força Nacional controlavam a Câmara, monitorando o movimento de torcidas. O trabalho ia bem, mas o Ministério da Justiça a extinguiu no início do governo Dilma.

 

Na gaveta

O POP era para ser implantado no campeonato brasileiro de 2011, já como teste para a Copa, mas foi engavetado. E a violência voltou.

 

Esforço conjunto

A Câmara Técnica promoveu dois encontros nacionais de especialistas em segurança com torcidas organizadas, CBF, clubes, policiais etc.

 

Vítimas a lamentar

A Câmara acabou, a violência voltou. Foram 17 casos graves em 2013. No Brasileirão, as torcidas de 17 dos 20 clubes entraram em conflitos.

 

Para inglês ver

Após o conflito no jogo Atlético-PR x Vasco, em Joinville, o governo criou às pressas um tal “Consegue”, organismo que não sai do papel.

 

Focado na Copa, Aldo tem futuro político incerto

Ao término do atual mandato de deputado federal pelo PCdoB-SP, este ano, o ministro Aldo Rebelo (Esportes) terá dificuldades de definir seu futuro político, porque não lhe sobra tempo para tratar do tema, nem para conversar com aliados. Ele abriu mão de disputar a eleição, este ano, para permanecer à frente do Ministério do Esporte, a pedido da presidenta Dilma, e cuidar dos preparativos da Copa do Mundo.

 

Avis rara

Político sem ambição, Aldo Rebelo só se candidatou ao sexto mandato de deputado federal, em 2010, após a insistência de aliados e amigos.

 

Homem da roça

Após sair do ministério, Aldo Rebelo vai adorar colocar a leitura em dia e cavalgar nas cercanias do seu sítio de Viçosa (AL), onde nasceu.

 

Bolsa no bolso

Se cada brasileiro recebesse uma parte do bolo (R$6,3 bi) do Bolsa Família em 2014, todos os cidadãos embolsariam mais de R$ 30.

 

Buuuuu

Se a ideia do PT é meter medo no eleitor, a campanha de Dilma na TV deveria incluir imagens em “close” da presidente da Petrobras, Graça Foster, e do feioso Nestor Cerveró, ex-diretor da mesma estatal.

 

Máfia do carvão

Impressionam as acusações que levaram o Supremo Tribunal Federal a abriu ação penal contra Bernardo Santana (MG), líder do PR na Câmara: receptação, falsificação, lavagem e formação de quadrilha. Sem contar os 910 crimes tributários atribuídos a ele. Chave de cadeia.

 

Quem te viu...

Em 18 de maio de 1980, ainda no exílio, Leonel Brizola decidia criar o Partido Democrático Trabalhista, o PDT. Hoje o partido, desfigurado, virou um instrumento cartorial a serviço de um Carlos Lupi.

 

Tá difícil

A má vontade da mídia internacional em relação ao Brasil, alimentada pelos protestos, levou a inglesa BBC, maior canal de televisão do mundo, alertar para o risco de dengue durante a Copa do Mundo. 

 

Sem limites

O deputado Fernando Francischini (PR), líder do Solidariedade, está revoltado com a descoberta das relações promíscuas do correligionário Luiz Argôlo com o doleiro Youssef: “Ele ultrapassou todos os limites”.

 

Mão amiga

Na reunião da cúpula do PMDB na suíte presidencial do hotel Golden Tulip, de Brasília, Lula jurou que o PT não deixará na mão, em seus estados, os líderes do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), e do PMDB, Eunício Oliveira (CE), ambos candidatos a governador.

 

Conflito

O governador do Piauí, Zé Moraes Filho, e o deputado Marcelo Castro, ambos do PMDB, estão à beira do rompimento, porque ambos querem disputar o governo. Só a cúpula do PMDB pode resolver o impasse.

 

No mundo da Rede

Provável vice na chapa de Eduardo Campos (PSB), Marina Silva ainda não entendeu que seu “partido” Rede teve o registro negado pela Justiça e organizou um “congresso do partido Rede” em Brasília.    

Pensando bem...

...se as manifestações voltarem com o vigor do ano passado, o índice de rejeição da presidenta vai se aproximar do nível da Cantareira.

 

PODER SEM PUDOR

Manda quem pode

Adhemar de Barros era um jovem médico e frequentava o gabinete do governador de São Paulo. Dava palpites, tentando ajudar o chefe de governo a não cometer erros, mas não era levados muito a sério. Certo dia ele sumiu, para reaparecer semanas depois, pedindo para falar com o governador. Deram-lhe um chá de cadeira e depois o chefe de gabinete se desculpou:

- O senhor governador manda dizer que, infelizmente, não vai poder atende-lo.

- Pois volte lá e diga ao governador que o governador sou eu!

Trazia no bolso o ato de Getúlio Vargas nomeando-o interventor federal.