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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 20/05/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

 

“Vai ter Copa!”

Jerôme Valcke, secretário-geral da Fifa, para quem a Copa do Mundo já começou

 

Nova jogada com MP favorece as seguradoras

Está na pauta da Câmara, nesta terça, a medida provisória nº 633, com penduricalhos como o que livra as seguradoras de pagar indenizações milionárias a mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Os lobistas a chamam de “MP dos R$ 17 bi” ou “MP da Sul América Seguros”. As seguradoras têm perdido na Justiça, mas, com a MP 633, a Caixa passa a intervir, deslocando as ações para a Justiça Federal, garantindo novo julgamento para tentar reverter o que hoje é perdido.

 

Está no contrato

Mutuários do SFH ajuízam ações por falhas de construção (rachaduras, infiltrações etc), gerando indenizações bilionárias das seguradoras.

 

MP dos R$ 17 bilhões

Somadas, todas as ações indenizatórias podem obrigar as seguradoras a pagar mais de R$ 17 bilhões aos mutuários do SFH.

 

Baixo investimento

Somente a Sul América, “mãe” da MP 633, investe na sua aprovação para não ter de pagar indenizações que somam mais de R$ 7 bilhões.

 

MP inconstitucional

A MP 633 trata de matéria processual civil, vedada pela Constituição. E a maioria dos deputados nem sequer desconfia do que está por trás.

 

Submundo da corrupção faz festa com soltura

O submundo da corrupção, ferido de morte com a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, está em festas desde a decisão de soltar os 12 presos, e suspender a tramitação de inquéritos e ações penais. Inclusive pelo crime de obstrução da Justiça. Familiares e amigos dos meliantes presos deixaram seus afazeres, incluindo trabalho e escola, para começar a festejar antes mesmo da libertação deles.

 

Incômodo

A prisão de Paulo Roberto Costa era considerada a mais “incômoda”. Não por acaso, até como autor do recurso, foi o primeiro a ser solto.

 

Ele faz mágica

Advogado de Paulo Roberto Costa, Fernando Fernandes, jacta-se em seu site, de obter decisões que “inauguram linhas jurisprudenciais”.

 

Velocidade da luz

O ministro Teori Zavascki, do STF, liberou os presos na Operação Lava-Jato. Ok. Agora é esperar que não sumam a jato também.  

 

Ministro da Vale

Apesar de nem sempre constar da agenda oficial, o CEO e presidente da Vale, Murilo Ferreira, é quem mais despacha com Dilma: esteve com ela mais do que qualquer ministro da Esplanada, este ano.

 

Impacto zero

Estudo do banco suíço UBS relata que a Copa quase não tem impacto nas economias locais. Em 1998, na França, e 2006, na Alemanha, “nem sequer houve impacto positivo em turismo, emprego ou renda”.

 

Barriga cheia

Lula e o PT reclamam da imprensa, mas ninguém explorou a imagem de Dilma discursando, no evento do PT, enquanto um petista exibia à frente um cartaz dizendo que meliantes presos estavam “presentes”.

 

Sequelados

A Petrobras divulgou que a refinaria superfaturada em mais de R$ 1,4 bilhão, de Pasadena, ganhou “prêmio” por um ano sem acidentes de trabalho. Mas com sequelas nos contribuintes surrupiados.

 

Capacete

Servidores da Rádio Senado podem ter que usar capacete. Pedaços de reboco caem do teto na entrada de um dos estúdios. Nesta segunda-feira, um deles quase foi atingido por um pedaço de tijolo com cimento.

 

Prevaricação

Deveria existir um Procon para os Procons. No DF, empresas que rotineiramente desrespeitam o consumidor estão livres para atormentá-los ainda mais por três semanas. É o prazo fixado pelo Procon-DF de “suspensão do atendimento ao público” para realizar um “treinamento”.

Top Secret

Até pintores e pedreiros são assunto de segurança nacional, para os arapongas da Agência Brasileira de Inteligência: atos no Diário Oficial omitem seus nomes, só exibem as matrículas.

 

Padim Ciço

Eduardo Campos quer crescer no Nordeste. Marcou para 31 de maio e 1º de junho visita a Juazeiro do Norte (CE), onde visitará a estátua de Padre Cícero. Dirá que se sente cearense, como o avô Miguel Arraes.

 

Pensando bem...

...foi uma verdadeira ideia de jerico de Lula mandar os torcedores irem  até de jegue aos estádios por falta de metrô.

PODER SEM PUDOR

Mangueira de índio

Nas vésperas da Semana do Índio, em abril de 1999, a Funai montou  malocas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, tudo combinado com o ministro dos Esportes e Turismo, Rafael Greca. Na inauguração, índios do Xingu dançavam despidos a caráter. O ministro Greca exultava com o show de cultura indígena. Gritou:

- Olha a mangueira do índio!

Na platéia, houve a imediata troca de olhares maldosos. Até o sisudo cacique Aritana, ao lado de Greca, sorriu discretamente, com malícia.

- Olha a mangueira do índio! – repetia o alegre ministro, aos pulos.

Uma assessora o cutucou, cochichando-lhe alguma coisa.

- Estou me referindo à escola de samba Mangueira! – reagiu, indignado.

“Ah, bom”, suspiraram os mais próximos.