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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 22/05/2014
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“Jabuti em cima de árvore? Foi enchente ou mão de gente...”

Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) sobre as maracutaias penduradas na MP 633

Golpe: seguradoras emplacam MP bilionária

Numa operação subterrânea, sigilosa, que envolveu o Ministério da Fazenda, a Casa Civil da Presidência da República, lobistas e as cúpulas do Senado e da Câmara, poderosas empresas seguradoras conseguiram fazer aprovar a medida provisória nº 633, que as dispensa do pagamento de mais de R$ 17 bilhões em indenizações a mutuários do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), determinadas pela Justiça.

Está no contrato

Mutuários recorrem à Justiça para fazer valer o seguro da casa própria (20% do imóvel) para falhas de construção. A conta é de R$17 bilhões.

Jogada engenhosa

A MP 633 inclui a Caixa no rolo, por isso ações serão deslocadas para a Justiça Federal, criando nova chance de reverter as condenações.

Aprovação preciosa

Com a aprovação da MP 633, a Sul América Seguros fará sua dívida junto aos mutuários do SFH cair de R$ 7 bilhões para cerca de R$ 1 bi.

MP da Moita

Para não chamar atenção da mídia e nem dos próprios parlamentares, a MP 633 não foi divulgada entre as que estavam na pauta de votação.

Sete vezes menor, MA recebe mais verba que SP

O Maranhão abriga os três municípios com a pior renda per capita do Brasil, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas. Governado pela família Sarney durante 19 dos últimos 40 anos, o estado recebeu até abril R$ 1,62 bilhão, sendo o 4º maior receptor de verbas federais em 2014. No mesmo período, São Paulo, que tem 7 vezes a população do Maranhão, recebeu R$ 1,56 bilhão.

Aos amigos

O Rio de Janeiro, governado por aliados do PMDB, é o campeão em recursos federais em 2014: R$ 2,96 bilhões.

Os top 3

Bahia (R$ 2,3 bilhões) e Minas Gerais (R$ 1,9 bilhão) completam o “top 3” dos Estados que mais recebem verbas do governo Dilma, em 2014.

Os renegados

Mato Grosso do Sul (R$ 372 milhões) e Santa Catarina (R$ 485 milhões) são os que menos recebem recursos federais, este ano.

Ganância Air

A TAM deve ter bronca de Maceió, um dos mais procurados destinos turísticos do País: bilhete de ida, de Brasília para a capital de Alagoas, nesta sexta, custa R$ 2.295 – quase o mesmo valor que a própria TAM cobra por passagem para Miami, EUA. E ninguém é preso na empresa.

Comam brioches

Está garantido até dezembro o lanche da torcida da Copa no Planalto, com R$ 54,9 mil para dez mil tipos de pães, 200 pães árabes, 100 pacotes de petit fours, três mil minisalgados e, claro, 8 mil brioches.

God save

A antes famosa e desordeira torcida inglesa será vigiada por um time de policiais (“bobbies”) em todas as partidas, com policiais brasileiros, e ficar de olho não só em brigas, mas em ações de larápios locais.  

Lá vem ele

Já circulam em Brasília adesivos da candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do DF.  Mostra a frase “Ah, que saudade”, com a letra “A”, claro, customizado com sua marca, com um ramo de arruda.

Sem oportunismo

A chantagem disfarçada de greve geral que os sindicatos das polícias civil e federal tentaram ontem foi um fracasso. A adesão à paralisação foi zero ou contou só com os oportunistas em pelo menos sete estados.

BB de quem?

Funcionários e diplomatas estão revoltados: o Banco do Brasil substituiu uma agência do consulado em Madrid por duas máquinas, onde cada operação custa 2 euros.

Faltou o ‘gatonet’

A Anatel divulgou que já são 18,5 milhões os clientes de TV por assinatura, sendo 11,5 milhões via satélite e 7 milhões a cabo. Faltaram os números do “gatonet”, produto da omissão da agência.

Quem precisa dos EUA?

Se Vladimir Putin já desdenhava das sanções econômicas impostas por Barack Obama à Russia, ele deve estar dando gargalhadas agora que o país fechou acordo de fornecimento de gás à China por 30 anos.

Um sábio

Os paulistanos seguiram à risca a advertência de Lula: sem ônibus e talvez depois sem metrô, vão todos a pé para casa, à falta de jegue.

PODER SEM PUDOR

Presidente língua solta

O presidente Eurico Gaspar Dutra era um homem de poucas palavras e raramente se dirigia a auxiliares senão para falar o essencial. Certa vez seu ajudante de ordens, excitado, comentou com o chefe de gabinete:

- O senhor não vai acreditar! O presidente falou pelos cotovelos. No carro, me disse até “bom dia”.

- Nãããooo!... – o funcionário custava a acreditar

- E isso não é tudo! O presidente ainda comentou que estava muito calor.

Incrédulo, o chefe de gabinete completou:

- Nossa! Então foi um discurso!