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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 29/06/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Já fui tudo que podia ser. Agora quero cuidar da minha vida”

Roseana Sarney, governadora do Maranhão, sobre o fim da sua carreira política

 

Cortes deixaram Itamaraty vulnerável a invasões

A vulnerabilidade do Ministério das Relações Exteriores, que permitiu recente invasão de hackers, destruiu a confiança nas comunicações da Casa. O problema decorre da falta de investimentos e dos constantes cortes de recursos ordenados pela presidenta Dilma. Embaixadas e consulados agora preferem trocar informações de Estado, reservadas, por meio de Gmail, Hotmail ou Yahoo, que acham mais confiáveis.

 

Torniquete

Dilma materializa seu pouco-caso por diplomatas cortando-lhes as verbas, como se pretendesse matar o Itamaraty de inanição.

 

Antiga covardia

Diplomatas morrem de medo de retaliações, e tratam os números da pindaíba, na área de tecnologia, como “segredo de Estado”.

 

Nem a pau, Juvenal

O Itamaraty avisou que só forçado pela Lei de Acesso à Informação dirá os valores destinados ou retirados da sua área de tecnologia.

 

Amor com amor se paga

O desprezo de Dilma pelos diplomatas é correspondido. Referem-se a ela, no serpentário, até por e-mail, com apelidos impublicáveis.

 

Bolsa Família custou R$ 2,1 bilhões só em Maio

Em pleno ano eleitoral, o governo Dilma havia distribuído até abril R$ 8,45 bilhões a famílias “em condição de pobreza e extrema pobreza”, segundo dados do Portal Transparência. Somados os gastos de Maio à conta da Bolsa Família, o total dispara para R$ 10,54 bilhões. A Bahia, do correligionário petista Jacques Wagner, não é o maior Estado, mas foi o que mais recebeu verbas do programa em 2014: R$ 1,36 bilhão.

 

Ano de gastos

Se continuar no mesmo ritmo, Dilma deve gastar com o Bolsa Família, no seu último ano de governo, quase o dobro do governo Lula.

 

Lavanderia Brasil

Habituados ao sistema self-service, comum no exterior, gringos relutam em confiar as roupas a lavanderias convencionais para pegar depois.

 

Cuco! Coca!

Até o relógio vira à esquerda na Bolívia. O presidente cocalero Evo Morales mandou trocar os polos Sul-Norte. Já poupa folha de coca.

 

Fica pra depois

O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), sentou em cima da indicação de Bruno Dantas para ministro do Tribunal de Contas da União. A votação na Câmara deve ficar para o segundo semestre. Dantas é uma indicação do presidente do Senado, Renan Calheiros.

 

Cara feia

Nem a animação da União da Juventude Socialista, durante a convenção nacional do PCdoB, conseguiu desfazer a cara amarrada do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil).

 

Dislexia

Dilma confundiu o nome do deputado constituinte Haroldo Lima (BA), um dos históricos do PCdoB, e o chamou de “Haroldo Silva”. Foi corrigida pela plateia. Lima presidiu a Agência Nacional de Petróleo.

 

Hasta la vista

Alívio em Cuba, Fidel tem substituto: o jornal oficial do partido comunista, o Granma, anunciou a descoberta de restos fósseis do período cretáceo, de 100 milhões de anos, na província Ciego de Ávila.

 

Jogo duplo

Aliados de José Serra, que deseja sair para o Senado, veem o dedo do governador Geraldo Alckmin na candidatura avulsa do PTB. Alckmin trabalharia nos bastidores para manter comando do tucanato paulista.

 

Vendendo partido

O presidente do PRB-AL, Galba Novais, será denunciado por traição. O ex-deputado Euclides Mello o acusa de se vender ao governo tucano de Alagoas, em troca de um cargo na Secretaria Estadual de Pesca.

 

Projeto verde

O PV sonha eleger ao menos quinze deputados, a mesma bancada que tinha antes da crise aberta com a saída da ex-senadora Marina Silva, que deixou o partido para a tentativa frustrada de fundar a Rede.

 

Comilança

O Alvorada e o Planalto reservaram R$172,1 mil para renovar a cristaleira: além de panelas, pratos e utensílios diversos para a cozinha moderna, terá 10 kits-lavabo, “elegantes, de geometria em movimento”.

 

À moda da casa

Morder ela ainda não mordeu. Mas assessores vítimas dos esculachos sussurram nos corredores do Planalto o nome de “Dilma Suárez”.

PODER SEM PUDOR

O papel de Polidoro

Essa história de ser carregado nos braços do povo dá boas fotos, mas em geral não agrada aos políticos. É incômodo e quase sempre provoca quedas ou machucões, digamos, nas partes ilustres.

Juscelino Kubitscheck resolveu o problema. Contratou um crioulo enorme, Polidoro, a quem deu instruções claras de como proceder.

Assim, nas campanhas para governador de Minas ou para presidente, quando JK desembarcava em qualquer lugar, e antes que qualquer eleitor mais entusiasmado o fizesse, Polidoro metia a cabeça entre as suas pernas, levantava-o com jeito e sem dificuldades e gritava:

- Viva o dr. Juscelino!

Polidoro é o auxiliar que mais aparece nas fotos de campanha de JK.