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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 19/07/2014
Claúdio Humberto
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“Nunca vi tanto dinheiro na minha vida”

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre esquema revelado pela Operação LavaJato

 

CGU condena petista demitido na faxina de Dilma

Envolvido no escândalo bilionário da duplicação da BR-101 no sul do País, o ex-diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT Hideraldo Caron e seu ex-coordenador-geral Luiz Munhoz Prosel Junior foram finalmente condenados em processo disciplinar da Controladoria-Geral da União. A decisão foi publicada pelo ministro Jorge Hage no Diário Oficial de terça (15), três anos após a demissão do petista na faxina da presidenta Dilma.

 

Ficha suja

O ex-diretor Hideraldo Caron e Luiz Munhoz sofreram pena de destituição do cargo, o que os tornará impedidos de ocupar funções públicas. 

 

Falta de provas

Já o ex-diretor Miguel Dario Ardissone Nunes e os ex-superintendentes João Bosco Lobo e Raimundo Brito Façanha foram absolvidos pela CGU.

 

Convidado a sair

Único petista na cúpula dos Transportes, Hideraldo Caron permaneceu no DNIT por sete anos, até ser pressionado a pedir demissão em 2011.

 

Apadrinhado 

Apesar das denúncias, Hideraldo assumiu, a convite do governador Tarso Genro (PT), a Secretaria Extraordinária representação do RS em Brasília.

 

Em Brasília, roubam-se até flores em túmulos

Os brasilienses Marco e Glória, que pediram para ocultar os seus sobrenomes, denunciaram na Polícia Civil da Asa Sul uma quadrilha que rouba flores de túmulos do Cemitério Campo da Esperança no meio da madrugada para revendê-las em bancas próximas durante o dia. Eles enterraram sua mãe no Setor C, Quadra 311 do cemitério no dia 13 de julho de 2014, e as flores desapareceram no dia seguinte.

 

Provas

Após registrar o furto, a família já ouviu vários relatos que comprovam a recorrência do crime, inclusive de funcionários do cemitério de Brasília.

 

Descaso

As famílias reclamam também da falta de manutenção e identificação nos túmulos dos jazigos em quadras mais antigas, como as 600 e 900.

 

Sem resposta

A polícia confirmou o registro da denúncia de furto e revenda de flores no cemitério, mas diz que “não há previsão de atendimento à imprensa”.

 

O Messias

O procurador Jorge Rodrigo Araújo Messias é o novo subchefe para Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, em lugar de Luiz Alberto dos Santos, que ocupava o cargo há 10 anos. Conhecida pela sigla SAG, a subchefia é um posto chave na Casa Civil.

 

Apagando rastro

Desde que assumiu o lugar de Gleisi Hoffmann (PT) na Casa Civil, o ministro Aloizio Mercadante tem substituído os cargos de confiança, considerados ‘olheiros’ dos antecessores José Dirceu e Dilma Rousseff.

 

Baque amazônico

Independente da decisão do PT de ficar ou não no palanque de Eduardo Braga (PMDB-AM) ao governo, já há um perdedor na história: a reeleição da presidente Dilma. Confissão feita pelo vice Michel Temer no Planalto.

 

Inelegível

Absolvido no processo do mensalão, Paulo Rocha agora foi impugnado e não poderá disputar ao Senado pelo PT do Pará. A ex-governadora petista Ana Júlia quer a vaga na chapa de Helder Barbalho, do PMDB.

 

Fator confiança

O ministro Aldo Rebelo (Esportes) disse a correligionários do PCdoB que o principal ponto a favor das Olimpíadas de 2016 é a “confiança” do brasileiro depois de ter dado certo a realização da Copa do Mundo.

 

Resistência

O vice Michel Temer identificou certa resistência dos líderes do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), e na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), à sua decisão de substituir Valdir Raupp (RO) no comando nacional do partido.

 

Durona demais

Para marqueteiro do PMDB, Elsinho Mouco, a presidenta Dilma perdeu grande chance de mostrar bom humor e beijar a taça frente às câmeras no Mundial: “Ela foi muito Franklin, tinha de ser mais João Santana”.

 

Onde está Wally?

Políticos do PDT-DF têm reclamado do ‘chá de sumiço’ tomado pelo deputado Reguffe. Candidato ao Senado, ele não tem aparecido em eventos e não movimenta suas redes sociais há mais de um mês.

 

Pensando bem...

Foi difícil separar o pastor Everaldo (PSC) do candidato em culto para 10 mil ontem em Brasília. Oração terminava em promessa e vice-versa.

PODER SEM PUDOR

O jeitinho do prefeito

A maior virtude do prefeito de Amparo (SP), Raul Fagundes, era imitar com perfeição o governador Ademar de Barros, nas rodas amigas. Um dia resolveu tirar proveito disso, cansado de chás-de-cadeira.

Para acelerar a liberação de um convênio encalacrado na Secretaria Estadual de Educação, do hotel onde estava ele telefonou ao gabinete do secretário, imitando o governador:

- Me chame aí o prefeito de Amparo! – disse, com tom áspero.

É claro que o prefeito não foi encontrado.

- Se o prefeito Raul Fagundes aparecer por aí, mande ele vir aqui no palácio imediatamente! – gritou ao solícito chefe de gabinete.

Quando chegou à secretaria, Raul era procurado desesperadamente. Mas ele impôs uma condição para atender o “chamado do governador”

- Só saio daqui com o convênio assinado. O governador que espere.

Nunca um prefeito foi atendido tão rapidamente.