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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 14/08/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Minha filha não consegue falar, é uma coisa muito dura, muito forte”

Gustavo Krause, ex-governador de Pernambuco, sobre a morte de Eduardo Campos

 

Temendo Marina, PT cogita ‘volta, Lula’ de novo

A morte de Eduardo Campos, que comove o País, e sua eventual  substituição por Marina Silva na disputa presidencial, provocaram uma reunião informal da cúpula do PT, mostrando temor pela candidatura da ex-ministra. A avaliação inicial do PT aponta Marina como a principal beneficiária do legado de Campos, o que levaria risco real de derrota para Dilma, por isso a substituição dela por Lula voltou a ser cogitada.

 

Comoção

Lulistas do PT avaliam que a comoção pela morte de Eduardo Campos colocaria Marina em condições até de vencer a eleição presidencial.

 

Reflexo

Além de favorecer eventual candidatura de Marina Silva, a morte de Eduardo Campos deve refletir nas campanhas do PSB a governador.

 

Dez dias

Segundo a Lei Eleitoral (art. 13, parágrafo 1º), o partido tem prazo de 10 dias para indicar o candidato substituto, no caso de falecimento.

 

Insegurança

Lula confia tão pouco no “taco” de Dilma que viajou a Brasília, nesta terça, para orientar sua entrevista no Jornal Nacional, afinal cancelada.

 

Roberto Freire (PPS) é cotado a vice de Marina

A morte do ex-governador Eduardo Campos cria um novo cenário para a eleição de 2014. Candidata a vice, Marina Silva tornou-se a principal herdeira e liderança do PSB e substituta natural de Campos na disputa pela Presidência. Membros da coligação já avaliam as opções para a nova chapa, e ganha força como candidato a vice o pernambucano Roberto Freire, deputado por São Paulo e presidente nacional do PPS.

 

Solução natural

O PPS foi o primeiro partido relevante a apoiar o projeto presidencial de Eduardo Campos, o que credencia Roberto Freire para ser o novo vice.

 

Quase petista

O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, ligado a Lula, também é cotado para vice, mas estreitaria a aliança com os demais partidos. 

 

Nomes do Congresso

O deputado Júlio Delgado (MG) e o senador Antônio Carlos Valadares (SE) também são opções para vice, no PSB.

 

A mão do destino

Tragédias em campanha favorecem substitutos. Em 1982, na Bahia, Clériston Andrade morreu em desastre aéreo dias antes da eleição. Escolhido por ACM, o desconhecido João Durval foi eleito governador.

 

Outros desastres

Desastres aéreos já vitimaram outros políticos brasileiros, como os paulistas Ulysses Guimarães e Severo Gomes, ambos em outubro de 1992, e o pernambucano Marcos Freire, em setembro de 1987.

 

Coincidência

O então ministro Marcos Freire morreu em acidente aéreo no Pará três dias após completar 56 anos, em 8 de setembro de 1987. Eduardo Campos morreu três dias após completar 49 anos, no último dia 10.

 

Herança

A eventual candidatura de Marina Silva (PSB) pode tornar irrelevante a pretendida criação do partido Rede. É mais provável que os “verdes”, com Marina à frente, herdem o comando da sigla de Eduardo Campos.

 

Fatos secundários

A tragédia de Eduardo Campos ofuscou a impugnação da candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do DF e o depoimento da ex-contadora do doleiro Alberto Youssef no Conselho de Ética da Câmara.

 

Tonho da Lua

No olho do furacão por sua ligação ao doleiro Alberto Youssef, Luiz Argôlo ganhou apelido de “Tonho da Lua”, na Bahia. O deputado virou autista e faz campanha à reeleição como se nada tivesse ocorrido.

 

Nepotismo de luxo

Sobre o calote do Brasil na ONU, o serpentário do Itamaraty acha que a prioridade da missão brasileira é pagar aluguéis dos apartamentos de luxo dos irmãos embaixadores Antonio e Guilherme Patriota, em Nova York. Um é subordinado do outro, mas o governo ignora o nepotismo.

 

Racha petista

Facções do PT do DF se articulam para concentrar esforços no candidato ao Senado, Geraldo Magela, na tentativa de fazê-lo mais votado que o governador Agnelo Queiroz, candidato petista à reeleição.

 

1965-2014

Eduardo Campos era idealista, agradável, grande contador de histórias, e até se divertia fazendo política, embora a levasse a sério. Fará falta.

PODER SEM PUDOR

O feito de José Américo

Antenor Navarro, interventor da Paraíba, morreu no ano de 1932, em um acidente aéreo na Baía de Todos os Santos, em Salvador. O ex-ministro e líder político paraibano José Américo – que ganharia a fama de “pé frio” – escapou do acidente, segundo se difundiu na época, segurando na asa do avião.

Certa vez, numa cantoria, um repentista começou a cantar os feitos de Alexandre, o Grande, e de outros vultos da história, quando o célebre poeta popular Zé Limeira rebateu:

“Mais maior foi Zé Américo 

Que escapou do avião!”