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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 19/08/2014
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“Não desistiremos do Brasil”

Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, dando o mote da campanha do PSB

 

Contribuinte banca maior parte das campanhas

Enquanto brasileiros reagiam indignados ao “financiamento público de campanha”, discretamente os políticos engordaram o “fundo partidário”, abastecido com recursos do Tesouro. Em 2004, ao ser instituído, o fundo tirou R$124,8 milhões do bolso do contribuinte. Isso foi aumentando até saltar de R$197 milhões, em 2010, para R$ 307,3 milhões em 2011. Em 2014, a previsão é que vai a R$ 364,3 milhões.

 

Rateio do butim

Do total, 5% do fundo é rateado entre todos os partidos registrados na Justiça Eleitoral, e 95% conforme a votação para deputado federal.

 

Partidos cartoriais

Vários partidos nanicos, sem qualquer expressão eleitoral, são mantidos pelos seus “donos”, interessados apenas no fundo partidário.

 

Parte do leão

Até julho, os grandes partidos embolsaram a “parte do leão” do fundo: PT (R$ 29,4 milhões), PMDB (R$ 21 milhões) e PSDB (R$ 19,9 milhões).

 

Sem voto, com grana

Nanicos não têm votos, mas fazem festa com o fundo: PTC (R$ 1,3 milhão), PRTB (R$ 773 mil), PSDC (R$ 618 mil) e PEN (R$ 531 mil).

 

Fecomércio-MG adquiriu imóveis superfaturados

Investigação de desvios e superfaturamento levaram a juíza Lucimeire Rocha, da Vara de Inquéritos Criminais de BH, a afastar o presidente do sistema Fecomércio-MG, Lázaro Gonzaga, e os diretores do Sesc, Rodrigo Duarte, e do Senac, Luciano Fagundes, aliados do presidente da Confederação Nacional do Comércio, Antônio de Oliveira Santos. Também tiveram os bens bloqueados até o valor de R$ 50 milhões.

 

Tal qual

O Sesc Nacional, de Antônio de Oliveira Santos, é acusado de pagar dez vezes mais por uma fazenda no Mato Grosso.

 

MP investigou

A investigação na Fecomércio-MG foi iniciada em 2013 pelo promotor Eduardo Nepomuceno, de Defesa do Patrimônio Público de BH.

 

Tudo errado

Além de comprar imóveis sem avaliação oficial, a Fecomércio-MG pagou R$30 milhões antecipadamente, antes do registro em cartório.

 

Não é Marina

O novo presidente do PSB, Roberto Amaral, continua dando pistas do seu desconforto com a candidatura de Marina Silva. Disse ontem que Renata Campos, viúva de Eduardo, “é a maior liderança do PSB”.

 

Eleição nas redes sociais

O perfil de Marina Silva (PSB) no Facebook cresceu 300 mil curtidas, desde quinta passada; tem agora 1,1 milhão de “likes”. Aécio Neves (PSDB) tem 1,13 milhão de curtidas e Dilma Rousseff (PT), 920 mil.

 

Virada

Experientes políticos acham que Paulo Câmara (PSB) tem tudo para virar a campanha vencer a disputa pelo governo, até como homenagem dos pernambucanos a Eduardo Campos, que o escolheu candidato.

 

Informe a favor

Informe de analistas do banco Credit Susse aponta Dilma como a favorita na disputa. Se escrevessem o contrário, seus patrões seriam pressionados a demiti-los, como aconteceu no banco Santander?

 

Ninguém merece

Quem reclamava do assembleísmo do PT antes da chegada ao poder, não viu nada. Os chamados “marineiros”, que agem no Rede e no PSB  como tutores de Marina Silva, são um pé no saco da objetividade.

 

Antipetistas

Estrelas do PMDB, o vice de Dilma, Michel Temer, e Paulo Skaf, que disputa o governo paulista, foram a ato antipetista em Mauá (SP). Era o lançamento da candidatura à reeleição da deputada estadual Vanessa Damo (PMDB), arquirrival de Donizete Braga, prefeito petista de Mauá.

 

Petista ‘humilhado’

Alexandre Padilha (PT) sentiu-se “humilhado” com o critério da Globo de fazer cobertura diária de candidatos acima de 6% nas pesquisas. Padilha deveria se sentir diminuído com o próprio desempenho: ele não passa dos 5%. Mas foi à Justiça para obrigar a Globo a abrir espaço.

 

Embate no debate

Líder nas pesquisas para o governo do DF, José Roberto Arruda (PR) enfrenta hoje os adversários no debate da Band, inclusive Toninho do Psol, autor da representação que fez o TRE impugnar sua candidatura.

 

Pergunta diante da TV

Já que permite que políticos mintam à vontade no guia eleitoral a partir de hoje, o TSE não deveria julgá-los depois por propaganda enganosa?

PODER SEM PUDOR

Confusão

O falecido ex-governador paulista Franco Montoro trocava nomes e pessoas, mas tentava acertar. Até fazia associações. Por isso, sempre chamava o então deputado Flávio Bierrenbach de “Bierrenbrahms”. Associava o sobrenome do ministro aposentado do Superior Tribunal Militar com um certo compositor de Hamburgo (Alemanha), mas novamente trocava Johann Sebastian Bach, nascido em 1685, por Johannes Brahms, de 1833.