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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 23/08/2014
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“Não vou aos palanques onde já não estava indo”

Marina Silva (PSB) ignorando os acordos fechados por Eduardo Campos nos estados

 

Impacto de Marina leva pânico ao PT e ao PSDB

Dilma (PT) e Aécio Neves (PSDB) receberam em dias diferentes, esta semana, notícias igualmente inquietantes sobre pesquisas internas mostrando que apenas um deles estará no segundo turno, porque a outra vaga já estaria assegurada a Marina Silva (PSB), a substituta de Eduardo Campos na disputa presidencial. O impacto maior é percebido na campanha tucana, mas Marina deixou o comando do PT atônito.

 

Tomando pulso

Campanhas realizam pesquisas diárias que chamam de tracking, não registradas no TSE, por telefone, entrevistando ao menos 500 eleitores.

 

Fogo de palha

Os tucanos ficaram tão nervosos que o candidato Aécio Neves teve de reunir aliados para pedir calma, apostando que Marina é fogo de palha.

 

Onda Marina

No PT, coube a Lula e ao marqueteiro João Santana assegurar a Dilma e aos aliados que essa “onda Marina” não irá se sustentar.

 

Ibope na terça

O estado de ânimo nas campanhas do PT e do PSDB somente vai se estabilizar após a divulgação de nova pesquisa Ibope, terça (26).

 

‘Lava Jato’ pode fazer o País refundar a República

Muitos políticos graúdos tomam desde ontem doses industriais de tranquilizantes, após a decisão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa de fazer acordo de delação premiada, e contar tudo. Ao lado do mega-doleiro Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa seria um dos chefes do “banco central” de caixa dois, pagamento de propinas e financiamento eleitoral. Se a dupla abrir a boca, a República cai inteira.

 

Rede de lavanderias

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em onze empresas usadas por Paulo Roberto Costa para “lavar” dinheiro da corrupção.

 

Lavando bilhões

O esquema de corrupção tocado pela dupla Youssef-Costa “lavou” mais de R$ 10 bilhões, segundo estimativas da Polícia Federal.

 

Reais importados

O doleiro Youssef abastecia o esquema de corrupção comprando no Paraguai cédulas de reais gastos por brasileiros naquele país.

 

Esqueceu rápido

Marina Silva esqueceu rápido o compromisso de preservar o legado de Eduardo Campos. Quase não há referências a ele no site oficial dela. Substituíram até as cores do PSB. Nem mesmo atribuem a Campos sua frase “Não vamos desistir do Brasil”, destacada no site.

 

Só uma hóspede

Carlos Siqueira, ex-coordenador da campanha de Eduardo Campos, usou mal a expressão “hospedeira” para definir o papel de Marina Silva no PSB. Hospedeira é quem hospeda. Marina é “hóspede”.

 

Vaga de Joaquim

Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) haviam concordado, numa conversa, que em caso de vitória de um deles, pediriam a Dilma para não indicar o substituto de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Após a eleição, restarão dois meses para o fim do governo.

 

Assim é, se lhe parece

Números do próprio governo mostraram que o Brasil teve o pior mês de julho dos últimos 15 anos, em termos de geração de empregos, mas a presidenta Dilma atribui a má notícia ao “uso eleitoral” do fato.

 

Caso de polícia

Porraloucas ligados ao sindicato dos funcionários invadiram ontem a sala de trabalho do presidente da estatal de águas Caesb, em Brasília, e o mantiveram em cárcere privado por 40min., até a PM resgatá-lo.

 

Transparência opaca

Apenas na penúltima semana de agosto o Portal da Transparência, que estava parado desde maio, atualizou os dados de 2014. Agora estão discriminados os gastos para os meses de janeiro a julho.

 

Disputa paraense

Uma das eleições mais disputadas ocorre no Estado do Pará, onde o governador tucano Simão Jatene tenta manter a família Barbalho bem distante dos cofres públicos. Seu rival é Helder Barbalho (PMDB).

 

Veto ilegal

A propaganda da ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT) não tem aparecido na TV. Seria uma represália de Ciro Gomes, que comanda a campanha de Camilo Santana. Luizianne não pede votos para Camilo.

 

Debandada

Após o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa aceitar “delação premiada”, políticos graúdos embarcando para o exterior em plena campanha eleitoral pode ser fuga mesmo.

PODER SEM PUDOR

Traição no Congresso

O saudoso embaixador José Aparecido de Oliveira, testemunha de tantas lutas políticas – dos presidentes Jânio Quadros, de quem foi secretário particular, a Itamar Franco, em quem mandava – nunca teve a menor dúvida: “Na cabine indevassável, o homem trai!” O falecido presidente Tancredo Neves, por exemplo, detestava votações secretas no Congresso. Por quê?

- Dá uma vontade de trair... – dizia ele, com jeito moleque.