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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 31/08/2014
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“Vai ser como massa de pão: quanto mais baterem, mais ela sobe”

Deputado Júlio Delgado (PSB-MG) otimista com os números de Marina nas pesquisas

 

Apresentar preso ao juiz em 24h prejudica o réu

O projeto de lei do Senado que obriga a apresentação de presos em flagrante a um juiz, no prazo máximo de 24h, é no mínimo impraticável, por atentar contra o direito de defesa do réu, além do “incomensurável custo de deslocamento”, segundo entendimento de pelos menos duas entidades que representam os profissionais envolvidos no assunto: as associações de Magistrados do Brasil (AMB) e de Delegados (Adepol).

 

Chovendo no molhado

Relator, o senador Humberto Costa (PT-PE) nem percebe que o projeto é inócuo: prisões já são notificadas imediatamente ao juiz e à família.

 

Impraticável

Em julho, se essa lei existisse, só em São Paulo seriam necessárias mais de 350 audiências por dia com juízes, para apresentar presos.

 

Pernas curtas

Entidades de juízes e delegados negam que a Convenção de Direitos Humanos determine apresentação ao juiz em 24h, como diz o projeto.

 

Só um factoide

No Senado, o projeto é recebido com reservas pela estranha pressa da ministra Ideli Salvatti (Direitos Humanos), ansiosa por uma “bandeira”.

 

Marina ‘bomba’ em pesquisas e nas redes sociais

Nas pesquisas e nas redes sociais, os eleitores mal conseguem esconder o encantamento pela candidata do PSB a presidente, Marina Silva. Além da pesquisa Datafolha de sexta-feira, que aponta seu crescimento estonteante, ela lidera os números nas redes sociais. Sua página oficial no Facebook, de longe a mais acessada nos últimos dias, acumulou quase 700 mil “curtidas” desde a morte de Eduardo Campos.

 

Até no Twitter

Marina (PSB) e Dilma (PT) são mencionadas no Twitter entre 30 e 60 vezes por hora. Já Aécio (PSDB) não passa de dez menções.

 

Fenômeno

No Facebook, Marina rivaliza com grandes páginas da rede: acumulou 280 mil “likes” na última semana. A página oficial do Barcelona, 400 mil.

 

Decepção

O ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa prometeu barbarizar no Twitter, mas até agora tem só 30 mil seguidores.

 

Traições a galope

Perplexos com o crescimento da candidatura de Marina Silva, agora empatada em primeiro lugar nas pesquisas com Dilma Rousseff, petistas ilustres já começam a buscar “convergências” com ela.

 

Diferenças

Marina foi chamada de “Lula de saias” por José Dirceu, até porque sua trajetória é semelhante à do ex-presidente, mas só na origem humilde. Ela aprendeu a ler só aos 16 anos de idade, mas, além disso, e ao contrário de Lula, tomou gosto pelos estudos e pela leitura.

 

É Brasil, Marina

Quando lhe contaram, sexta-feira, que tinha 34% no Datafolha, empatando com Dilma, Marina Silva achou que os números se referiam somente a São Paulo. “É Brasil?”, exultou. Mal acreditava.

 

Projetos de presidente

O votenaweb.com.br, que avalia o trabalho de políticos, classifica Aécio (PSDB) como o de melhores projetos entre os presidenciáveis, 88% de aprovação. Dilma, 82%. Marina teve só dois projetos no Senado.

 

Esforço desconcentrado

Apesar do número de sequestros-relâmpago disparar em todo o País, está parado na Câmara o projeto 6.726, que autoriza as operadoras a informar a localização de celulares às polícias, mediante requisição.

 

Faz sentido

O site da Secretaria Geral da Presidência foi infectado por um vírus. Ao ser acessado, o domínio www.secretariageral.gov.br é congelado, com o aviso: “invasores podem estar roubando suas informações”.

 

Obstrução à vista

Na pauta do “esforço concentrado” da primeira semana de setembro está prevista a votação, na Câmara dos Deputados, do projeto que anula a criação dos “conselhos populares”. O PT promete obstruir.

 

Promessa é dívida

De 2007 a 2013, o governo federal diz ter investido R$ 9 bilhões em creches, mas das 6.427 prometidas pela então candidata Dilma (PT), na campanha de 2010, ela só entregou cerca de 500. 

 

Pensando bem...

...em vez da frustração porque não lhe faziam perguntas, no debate da Band, Luciana Genro (PSOL) deveria se sentir frustrada por sua carência de votos.

PODER SEM PUDOR

Cruel recepção

Duas dezenas de jornalistas aguardavam no aeroporto Santos Dumont, no Rio, a chegada de Ulysses Guimarães, candidato do PMDB à presidência da República, naquele ano de 1989. Mas, no desembarque, eles se depararam com outro candidato, Aureliano Chaves (PFL), que chegara antes. As chances dos dois eram mínimas, mas Ulysses sempre gerava boas notícias, ao contrário de Aureliano. Ninguém se mexeu e a saia já era demasiado justa quando o pefelista pediu:

- Sei que vocês esperam o Ulysses, mas podem perguntar que eu falo.

Como jornalista é bicho muito mal educado, ninguém perguntou nada e Aureliano foi embora, cabisbaixo e constrangido.