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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 02/09/2014
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“São míseros 100 mil reais por mês...”

Levy Fidelix sobre a parte do seu PRTB no Fundo Partidário pago pelo contribuinte

 

Com medo da derrota, PT altera sua campanha

O comando da campanha do PT concluiu que fracassou o núcleo do ex-ministro Franklin Martins para cuidar das chamadas “mídias sociais” e digitais. A avaliação foi feita após as pesquisas Ibope e Datafolha apontando para o risco real de derrota da presidenta Dilma em outubro. Por isso, o PT decidiu fazer mudanças no esquema, reforçando a equipe com novos profissionais e demitindo aqueles que falharam.

 

Ataque a Marina

Uma das principais decisões da campanha do PT foi de “abrir fogo” contra Marina Silva, sua pregação e seu marido, nas redes sociais.

 

Trair e coçar...

A ideia do PT é explorar os R$ 1,6 milhão das palestras de Marina, e acusá-la de “trair” diversas causas e da possibilidade trair o voto.

 

Favoritismo

Marina venceria o 2º turno por 50% contra 40% da candidata do PT, segundo o Datafolha. O Ibope prevê Marina com 45% e Dilma 36%.

  

No we can’t

Oficialmente, a campanha petista nega demissões e afirma que, apesar das pesquisas adversas, “a campanha continua a mesma”.

 

Figurões tentam continuar no poder, no Itamaraty

Além do aposentado José Viegas, outros diplomatas lulistas disputam a cotoveladas espaço junto a Marina Silva (PSB). Embaixador em Roma, Viegas hospedava com pompas de primeira-dama Rosemary Noronha, a “Rose”, demitida da Presidência sob suspeita de tráfico de influência. O megalonanico Celso Amorim, atual ministro da Defesa, segundo ex-colaboradores, sonha em voltar a ser chanceler, assim como o “neomarineiro” Antônio Patriota, que ocupou o cargo no governo Dilma.

 

Manjados

Alguns candidatos a chanceler são acusados de apequenar e destruir o Itamaraty, subjugando-o ao aspone Marco Aurélio Garcia, o “Top-Top”.

 

Repeteco

Como fama de “ambientalista” desde Rio+20, Luiz Alberto Figueiredo adoraria continuar como ministro das Relações Exteriores de Marina.

 

Tamos aí

Embaixador de Lula e Dilma em Washington, Mauro Vieira é amigão de Celso Amorim, mas também quer ser chanceler. De Dilma, certamente.

 

De volta a Minas

A expectativa dos tucanos mineiros é que Aécio Neves aguarde mais duas rodadas de pesquisas presidenciais. Confirmada que são remotas suas chances de vitória, ele passaria a priorizar a disputa pelo governo do Estado, por enquanto liderada pelo petista Fernando Pimentel.

 

A preferida

Crescem entre os partidos aliados os defensores da candidatura de Flávia Arruda em substituição ao marido José Roberto Arruda (PR), cuja candidatura ao governo do DF foi impugnada pela Justiça Eleitoral.

 

Ficha suja

O Tribunal Regional Eleitoral paulista barrou a candidatura do deputado Paulo Maluf (PP), enquadrando-o na Lei da Ficha Limpa. Insistente, a exemplo de José Roberto Arruda no DF, Maluf disse que vai recorrer.

 

Outro processo

A campanha eleitoral está cada vez mais chata. Agora, Roberto e Erasmo Carlos resolveram reagir à divertida paródia de sua música “O Portão”, que fez sucesso no YouTube, processando o palhaço Tiririca.

 

Ela é o cara

A revista The Economist reconheceu a força de Marina Silva: apesar de ter se beneficiado com superexposição na mídia após a morte de Eduardo Campos, “a onda deve ser difícil de ser parada”, concluiu.

  

Fraca e instável

Já a agência Reuters avalia que Marina Silva está a frente nas pesquisas, mas sua vitória não é garantida: a “imprevisibilidade” de decisões e até sua “frágil aparência física” são motivos da incerteza.

 

Dindim por dindim

Generosamente aquinhoado pela Lei de Incentivo à Cultura em Minas, governado pelo PSDB, o marqueteiro tucano Pedro Guadalupe nega os repasses milionários. Está tudo listado no site da Secretaria de Cultura.

 

Recessão prática

A Secretaria de Comércio Exterior identificou que as exportações de minério de ferro caíram 24,3% em agosto, em relação a 2013. A exportação de alumínio caiu 6,4%, mas o preço aumentou 15,6%.

 

Pergunta na boca de urna

Após recuar da defesa do casamento gay para atender os evangélicos, Marina vai ceder à pressão das ONGs estrangeiras e suspender as obras da hidrelétrica de Belo Monte?

PODER SEM PUDOR

Defunto eleitor

Pudor, em política, é artigo sempre em falta.

Quando fez campanha para deputado estadual no Rio Grande do Sul, em 1974, Elias Bainy adotou como estratégia percorrer velórios, em Pelotas. Ia chegando de mansinho, com ar consternado, e cumprimentava os familiares do falecido, confortava viúva e órfãos etc.

Um dia chegou atrasado a um velório, mas a tempo de segurar a alça do caixão. Reconheceu, ao lado, na outra alça, o irmão de um adversário, que, de tão triste, parecia conhecer o morto. Bainy perguntou baixinho:

- Quem é o finado ilustre?

O homem foi de uma sinceridade desconcertante:

- Não sei, mas a família é numerosa e quase todos têm idade de votar.