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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 17/09/2014
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“Sei o que é passar fome”

Marina Silva (PSB), desmentindo fofoca petista de que acabaria com o Bolsa-Família

 

Petrolão: aliados suspeitam que PT vazou nomes

As cúpulas do PMDB, do PP e do PROS desconfiam que o PT estaria na origem do último vazamento de nomes revelados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato. O objetivo do PT seria retirar o foco do governo Dilma, maior atingido pela delação premiada, e pressionar os aliados a participarem da “operação abafa” durante o depoimento do ex-diretor na CPMI da Petrobras.

 

Novos nomes

Além de Delcídio Amaral (PT), vazaram os nomes de Eduardo Cunha (PMDB), Cid Gomes (PROS) e Francisco Dornelles (PP).

 

Bom motivo

O PMDB vê ainda outro motivo para o PT incentivar o vazamento: minar candidatura de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara.

 

Confidencial

A expectativa na CPMI da Petrobras é que Costa alegue compromisso de sigilo com o Ministério Público Federal e se mantenha em silêncio.

 

Panfleto censurado

Funcionários da Petrobras foram impedidos de jogar das janelas papéis com a imagem de algemas, durante ato petista “em defesa” da estatal.

 

Congresso ‘trabalha’ menos da metade do ano

A Câmara e o Senado custarão mais de R$ 8,7 bilhões, em 2014, mas trabalham tão pouco que deveriam indenizar os contribuintes que os sustentam: os dias de fato trabalhados nas duas casas não chegarão à metade dos 365 dias do ano – em razão dos recessos, oficiais ou “brancos”, Copa e eleições. Os políticos não aparecem para trabalhar, mas recebem os salários de R$ 26.723,13 rigorosamente em dia.

 

Letra morta

A Constituição de 1988 prevê perda do mandato quem faltar a um terço das sessões. Mas, no Congresso, os presidentes fecham os olhos.

 

Para inglês ver

Os parlamentares definem quando há sessão, mas eles adequam o calendário institucional à conveniência pessoal, sem cerimônia.

 

Vadiagem

Após o recesso do meio do ano, os parlamentares “trabalharam” dois dias em agosto, outros dois em setembro. Agora, só em outubro.

 

Ato de violência

Não surpreende que o governador cearense Cid Gomes, aprendiz de tiranete, tente censurar a revista IstoÉ por denunciar seus malfeitos, mas espanta que a Justiça o ajude a fazer da democracia uma piada.

 

Black ops

Não é só o delegado e deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) que suspeita de atentado na morte de Eduardo Campos. Wayne Madsen, do Strategic Culture Foundation, acredita em atentado da CIA. Pela sua teoria conspiratória, o objetivo seria prejudicar a reeleição de Dilma.

 

Prestígio adquirido

Com doações de R$ 2,39 milhões a candidatos só entre julho e agosto, a banqueira socialista Neca Setúbal, herdeira do Itaú, adquire baratinho o posto de uma das pessoas mais influentes no futuro Congresso.

 

Aldo é Graciliano

O ministro Aldo Rebelo (Esporte), alagoano como Graciliano Ramos, é o brasileiro com o tom de voz mais parecido com o genial autor de “Vidas Secas”, segundo revelaram seus familiares à produção de um programa da Globonews que vai ao ar na próxima sexta-feira (19).

 

Fora do ar

O falecimento do presidente do Santander deve ter afetado seu pessoal no Brasil. Ontem, suas operações online não funcionaram, tampouco o banco informou se vai arcar com os prejuízos causados à clientela.

 

Bomba? Arma? Um livro

Ministro de Dilma, que pediu para não ser identificado, fez encomenda numa livraria de Buenos Aires, e no dia seguinte o livro lhe foi enviado. Mas ficou retido na burocracia dos Correios e da Receita brasileira por 40 dias. Certamente tentavam decifrar que objeto estranho era aquele.

 

Vexame a caminho

No PSDB, o temor é que a contínua lipoaspiração de votos, decorrente da polarização entre Dilma e Marina, conduza o candidato Aécio Neves a um vexame histórico. Tipo Alemanha 7 x 1 Time do Felipão.

 

Rombo bilionário

Vinte entidades, lideradas pelo Instituto de Ética Concorrencial e Fórum Contra Pirataria, esperam dos presidenciáveis o combate à pirataria e ao contrabando, que geram prejuízo de R$ 30 bilhões ao País.

 

Olhando bem...

...algumas figuras no “ato em defesa da Petrobras”, estes dias, fizeram lembrar a piada do suspeito em fuga gritando “pega ladrão!” para despistar.

PODER SEM PUDOR

Emprego de índio

Antônio Anastasia era secretário-executivo do Ministério da Justiça, no governo FHC, quando foi designado presidente interino da Funai. Ele quis assumir logo na manhã seguinte. Mal seu carro entrou na garagem da Funai, reparou num grupo de índios xavantes. O motorista gelou:

- Acho que eles esperam alguém...

- Vamos embora, rápido! – ordenou Anastasia, ao notar que os índios usavam pinturas de guerra e tinham bordunas nas mãos.

De volta ao civilizado prédio do Ministério da Justiça, Anastasia implorou ao chefe, minisro José Gregori, muy amigo, que o substituísse.