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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 18/09/2014
Claúdio Humberto
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“Isto aqui não é teatro”

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) fingindo acreditar na seriedade da CPMI da Petrobras

 

Homem-bomba vira homem-traque e alivia CPMI

Foi tudo uma encenação patética: apresentado como “homem-bomba”, o potencial “explosivo” do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa mais se assemelhou a um “traque”, trouxinha inofensiva utilizada por crianças nos festejos juninos do Nordeste. O ex-diretor entrou mudo e saiu calado da CPMI, proporcionando alívio em boa parte do plenário, onde estavam alguns suspeitos do Petrolão dos governos Lula e Dilma.

 

Blindagem

Tropa de choque do Planalto estava pronta para “blindar” o governo, caso o delator jogasse a roubalheira da Petrobras no ventilador.

 

Operação abafa

Envolvidos até o pescoço, parlamentares do PT e PMDB atuaram para impedir tentativa da oposição de ouvir o ex-diretor em reunião secreta.

 

Olho do furacão

Com vários dirigentes citados na delação premiada de Paulo Roberto Costa, o PP não deu as caras ontem na CPMI da Petrobras.

 

Juntos contra um

Deputado do PDT, aliado de Dilma, Ênio Bacci (RS) seguiu exemplo do senador Gim Argello (PTB-DF) e votou com a oposição na CPMI.

 

Espectro de Valério assombra sucessão mineira

Conexões de Marcos Valério, do mensalão do PT, assombram o PSDB na sucessão estadual, em Minas. Indiciado pela PF por ter recebido R$ 300 mil, o candidato Pimenta da Veiga (PSDB) mudou a versão que apresentou dois anos depois, ao retificar o imposto de renda de pessoa física: a grana seria pagamento de consultoria, por meio de “pareceres verbais”. Agora, ele atribui a consultoria a sua “pessoa jurídica”.

 

Sigilo quebrado

Pimenta da Veiga somente faria retificação do seu imposto de renda quando foi quebrado o sigilo bancário de Marcos Valério.

 

Pessoa jurídica

Esta semana, Pimenta disse que não fez a declaração no prazo porque não havia constituído pessoa jurídica: “Precisava fazer por ela”.

 

‘Empréstimo’

Faltou Pimenta da Veiga combinar com Marcos Valério: o tesoureiro do mensalão justificou o dinheiro como “empréstimo pessoal” ao amigo.

 

Já era

O PT dá como certa a derrota de Armando Monteiro (PTB), na disputa pelo governo de Pernambuco. Vai tentar “salvar” o petista João Paulo, empatado com Fernando Bezerra (PSB) na briga pelo Senado.

 

Efeito trator

O Planalto mobilizou ontem parlamentares do PDT, PR e PCdoB, que nem sequer integram a CPMI, para lotar o plenário e ajudar o PT e o PMDB a “melar” o depoimento do ex-diretor corrupto da Petrobras.

 

A viúva sumiu

Viúva do ex-deputado José Janene (PP-PR), estrela do mensalão, Stael Janene chegou a ensaiar denúncia, mas submergiu após ganhar proporções o escândalo envolvendo Alberto Youssef e Petrobras.

 

A vida como ela é

A declaração de votos para Dilma dos reitores que ela nomeou, nas universidades, só foi superada pelo apoio de supostos “líderes” dos protestos de 2013 que chefiam ONGs bancadas com dinheiro público.

 

Gastos secretos

O Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento deixou de ser atualizado. Ninguém sabe ao certo quanto foi gasto com salários de servidores nos últimos meses. Dados mais recentes são de junho.

 

Apagão no Pará

Belém se viu mergulhada nas trevas desde terça-feira, sem internet, sem celular, sem acesso a pagar contas com cartão de crédito ou débito, nem fazer saques nos caixas. Caos total. E sem explicações.

 

Mulheres vetadas

Na negociação para definir o substituto de Arruda na disputa pelo governo do DF, o escaldado Joaquim Roriz fez apenas uma imposição: manter as respectivas mulheres, e até filhas, fora da cabeça de chapa.

 

Pode isso, TRE?

Passeata do PT no início da noite, ontem, em Brasília, parecia desfile de servidores do governo do DF. Sempre ausente onde é necessário, o Detran-DF se fez representar por cinco viaturas e mais cinco motos.

 

Pensando bem...

...depois de jogarem um deputado numa lixeira, na Ucrânia, não será surpresa se começarem a sumir latas de lixo em Brasília, Rio, São Paulo...

PODER SEM PUDOR

O fogo da juventude

Representando o regime militar, Eliseu Resende foi candidato ao governo de Minas, em 1982, contra Tancredo Neves (PMDB). Pouco conhecido e sem experiência, ele cometeu um erro: centrou sua campanha na crítica à idade do adversário:

- Não podemos entregar o Estado a quem, numa idade provecta, não pode sustentar o peso da administração – declarou na TV.

Tancredo ficou ofendido, mas não passou recibo. Dois dias depois, foi à televisão, elogiou o adversário para depois acabar com ele:

- Konrad Adenauer deixou o governo da Alemanha aos 80 anos, após reconstruir o país. Já o jovem Nero, aos 31, tocou fogo em Roma...