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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 21/09/2014
Claúdio Humberto
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“Se a campanha cometeu equívoco, vai prestar conta”

Dilma (PT) sobre o uso da estrutura dos Correios para distribuir seus ‘santinhos’

 

Governo já sabe seus envolvidos no Petrolão

O governo federal dá como certo que personagens das gestões de Lula e Dilma foram citados na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ao pressionar pela obtenção de cópia dos depoimentos, o governo acabou por confirmar, pela via informal, o envolvimento de políticos aliados, inclusive do PT, outros ministros, além de Edison Lobão (Minas e Energia), e figurões da Presidência.

 

Íntimo do poder

O ex-diretor tinha relações próximas com o petismo: Lula o chamava de “Paulinho” e guarda um macacão da Petrobras autografado por ele.

 

Convidado especial

Além de também ter macacão autografado por Paulo Roberto, Dilma o teria incluído na seleta lista de convidados para o casamento da filha.

 

Resolvedor-geral

Paulo Roberto era “resolvedor geral” de problemas dos poderosos, da compra de imóveis ao pagamento de despesas pessoais.

 

Autonomia

Diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa tinha “carta branca” do Planalto para agir com autonomia nos negócios da Petrobras.

 

Campanhas gastam mais que STF e CNJ em 1 ano

A previsão de gastos dos candidatos a presidente, nos três meses de campanha, é maior que os orçamentos anuais do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça somados. Os R$ 916,3 milhões que os presidenciáveis disseram ao Tribunal Superior Eleitoral que vão gastar representam quase o dobro do orçamento do STF (R$ 564,1 milhões) e quatro vezes maior que o do CNJ (R$ 219,2 milhões.

 

Campeões

Só o gasto da candidata petista, Dilma Rousseff (RS 298 milhões), e do tucano Aécio Neves (R$ 290 milhões) já bancam um ano de Supremo.

 

Com ajudinha

Para bancar o CNJ por um ano, seriam suficientes os R$ 150 milhões de Marina (PSB) somados aos R$ 90 milhões de Eduardo Jorge (PV).

 

Nanicos?

Os R$ 50 milhões a serem gastos pelo Pastor Everaldo, R$ 12 milhões de Levy Fidelix e R$ 25 milhões de Eymael dão uma mega-acumulada.

 

Missão impossível

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), duvida de quórum, a 5 dias da eleição, para votar parecer do relator sobre a cassação de Luiz Argôlo: “Ninguém vai aparecer”.

 

Ei, você aí

Alvo de processo de cassação Conselho de Ética, Luiz Argôlo (SD-BA) – acusado de ser sócio do megadoleiro Alberto Youssef – segue na campanha pela reeleição, como se nada tivesse ocorrido.

 

Veneno na CPMI

Responsável pela compra superfaturada da refinaria de Pasadena, nos EUA, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró ganhou dois apelidos maldosos na CPMI da Petrobras: Corcunda de Notre Dame e Goonies.

 

Verborragia

Lula debochou do senador Pedro Simon (PMDB-RS), em visita ao Rio Grande do Sul, e pegou mal. Simon é respeitado no Estado. Dilma ficou irritada. “Isso mais atrapalha do que ajuda”, disse a assessores.

 

Briga na Bahia

A avaliação no DEM é que a vitória de Paulo Souto estaria consolidada. Na briga pelo Senado, Geddel Vieira Lima (PMDB) estabilizou e Oto Alencar, candidato do governador Jaques Wagner (PT), cresceu.

 

Vai dar rolo

A cúpula da Globo, no Rio, colocou sob observação a sua filiada no Ceará, acusada de ignorar uma ordem do TRE para não veicular comerciais do candidato do PT ao governo, Camilo Santana.

 

Siga o mestre

No Rio Grande do Norte, Henrique Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD) contam com Dilma no 2º turno, mas com PMDB e PT em lados opostos, é provável que ela não dê as caras, como fez Lula antes.

 

P de Petrobras

O edital do novo concurso da Petrobras trouxe nova definição do termo PPP. Em vez de Parceria Público-Privada, ideia que raramente dá certo em gestões petistas, PPP na estatal virou Pessoa Preta ou Parda.

 

Pergunta no tribunal

O que é mais suspeito: convidar o ex-diretor para o casamento da filha ou pressionar a Justiça para saber o que ele contou, na delação premiada?

PODER SEM PUDOR

Deputado plural

O falecido deputado Luiz Eduardo Magalhães (PFL-BA) presidia as sessões da Câmara com instantes de bom humor. Certa vez, ele se dirigiu assim ao deputado Fernando Gabeira (RJ), na época o único representante do PV:

- Deputado, use a palavra para orientar sua bancada!

- Presidente – respondeu Gabeira – minha bancada sou apenas eu, uma pessoa muito dividida. Nem sempre posso me orientar bem...