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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 28/09/2014
Claúdio Humberto
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“O solo está rachado, com sede”

Augusto José Pereira Filho, professor da USP, sobre o reservatório da Cantareira 

 

Dinheiro farto na campanha do presidente de CPIs

Presidente das CPIs da Petrobras no Senado e no Congresso, Vital do Rêgo tem remotíssimas chance de conquistar o governo da Paraíba: agarrado ao 4º lugar, é de longe o que tem o pior desempenho nas pesquisas, entre os 18 candidatos do PMDB a governador no País. Apesar disso, é também de longe um dos que mais recebem doações em dinheiro: oficialmente, até agora, foram quase R$ 3 milhões.

 

Comparação

A campanha à reeleição do governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB), que lidera as pesquisas, atraiu doações de apenas R$282 mil.

 

Fartura

Mesmo sem chances, Vital do Rêgo na Paraíba arrecadou quase o triplo da soma de 8 candidatos nanicos a presidente da República.

 

Costas largas

O PMDB também investe em Vital do Rêgo, que recebeu mais recursos do partido que Iris Rezende (Goiás) e Roberto Requião (Paraná).

 

Suplente solidário

Entre os doadores de Vital do Rêgo destaca-se, claro, seu primeiro suplente, o ex-senador e empresário Raimundo Lira.

 

Campanha eleitoral faz a alegria da área jurídica

As campanhas fazem a alegria de advogados que atuam na Justiça Eleitoral que, como jabuticaba, só existe no Brasil. E tanta alegria se justifica: de acordo com a segunda parcial da prestação de contas divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral, as bancas de advocacia já faturaram mais de R$ 4,6 milhões só com os principais candidatos à Presidência, Dilma (PT), Aécio (PSDB) e Marina (PSB).

 

Os gastos do PT

Dos R$ 56 milhões gastos por Dilma para se reeleger, mais de R$ 2 milhões foram utilizados para pagar sua estrutura de advogados.

 

Despesa tucana

O candidato do PSDB, Aécio Neves, gastou mais de R$ 40 milhões na campanha, mas reservou até agora, R$ 1,7 milhão para a área jurídica.

 

PSB gasta menos

Marina (PSB) ainda não prestou contas, mas dos R$ 17 milhões gastos até Eduardo Campos, os advogados já haviam custado R$ 750 mil.

 

Controle da tevê

Um dos planos de Dilma, se reeleita, é impor a regionalização da produção da televisão aberta, com o objetivo de acabar com a grade nacional. Seria o fim das telenovelas nacionais, por exemplo. Daí a determinar o que pode ou não ser divulgado será um passo.

 

Tiro ao alvo

Ex-secretário nacional de Justiça no governo Lula, Romeu Tuma Jr diz que duvidaria da seriedade da delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto Costa, se ele não tivesse mencionado a presidenta Dilma.

 

Tá feia a coisa

O ministro Gilberto Carvalho jogou a toalha. Admitiu em uma roda que restam ao PT duas esperanças de eleição em governos estaduais: Tião Viana, no Acre, e Wellington Dias, no Piauí. O olhe lá.

 

Dupla de anões

Na ONU, enquanto o Brasil se envergonhava com o discurso de Dilma criticando os países que combatem os cruéis terroristas do “Estado Islâmico”, seu aspone Marco Aurélio Top-Top Garcia a tudo assistia na plateia, sem dar palpites, ao lado do anão diplomático Antonio Patriota.

 

Tucanos, 24

Caso confirme a vitória no primeiro turno em São Paulo, Geraldo Alckmin garantirá mais quatro anos do PSDB no governo paulista e baterá recorde: os tucanos vencem o governo do Estado desde 1994.

 

Deu errado

Na intimidade, Dilma responsabiliza o ex-presidente Lula pelo seu desempenho baixo em São Paulo. Ela adora seu ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, mas avalia que não era mesmo o melhor candidato.

 

Vai entender

Preso em agosto por porte de drogas, Marcelo Valente, candidato do PSOL a deputado no DF, divulgou vídeo em defesa da legalização e, vá entender, criticando a “impunidade” da família Perrella, em Minas.

 

A dupla do Quinto

A OAB vai comemorar o Quinto Constitucional em 16 de julho, data da Constituição de 1934, que fixou 20% das vagas dos tribunais a advogados e membros do Ministério Público. Não fosse isso, Ricardo Lewandowski não presidiria o STF, nem Francisco Falcão o STJ.

 

Pensando bem...

...problemas na voz só aparecem quando Dilma tem comícios marcados com petistas que ela detesta, como Tarso Genro (RS).

PODER SEM PUDOR

Profissão, genro

O governador Plácido Castelo perfilou o secretariado no aeroporto, para saudar o marechal Castello Branco na primeira visita a Fortaleza após o golpe de 64. Castello se impressionou com o jovem chefe da Casa Civil:

- Tenho 21 anos, presidente – disse-lhe o rapaz.

- Você é muito jovem. E a sua profissão? – interessou-se o marechal.

- Jornalista...

- ...muito jovem, muito jovem... – balbuciou o presidente.

- ...e genro, presidente – finalizou o secretário.

Castelo Branco deu uma sonora gargalhada. Estava diante de Dário Macedo, jornalista que depois faria carreira de sucesso em Brasília.