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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 06/10/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Às vezes você compra um carro novo e não sabe onde abre o tanque”

Presidente do TSE, Dias Toffoli, ao explicar os problemas com as urnas biométricas

 

CPI enrola e não convoca homem-bomba Youssef

A Operação Lava Jato, há seis meses, revelou Alberto Youssef como o megadoleiro que subornou o vice-presidente da Câmara, André Vargas (ex-PT), e grande parte do poder político, e ainda fez a Polícia Federal meter na cadeia Paulo Roberto Costa, ex-diretor corrupto da Petrobras. Apesar disso, um acordo tácito na CPI e CPMI da Petrobras não força a convocação de Youssef para depor. É que todos temem a sua língua.

 

Assombração

Alberto Youssef é o verdadeiro “homem-bomba”, temido por 9 em cada 10 políticos. Alguns deles frequentadores da CPI e da CPMI.

 

Atacado e varejo

Enquanto Paulo Roberto Costa, que Lula chama de “Paulinho”, atuava nos altos escalões, Alberto Youssef cuidava do “varejo” da corrupção.

 

Expertise

Youssef é suspeito subornar políticos que “abriam portas” para seus negócios nada republicanos, na Esplanada dos Ministérios.

 

Guru da ‘zelite’

Paulo Roberto Costa era um “resolvedor-geral” de problemas ou demandas financeiras dos políticos realmente poderosos, em Brasília.

 

Com Aécio, 2º turno será de tirar o fôlego

Política é para profissionais, e essa regra pode explicar o desempenho final arrebatador de Aécio Neves (PSDB), a quase cinco pontos percentuais da presidenta Dilma (PT). Explica também a perplexidade do PT. Aécio fez Marina (PSB) derreter como alternativa de oposição, e chega ao segundo turno oferecendo a empolgação como pedra de toque da sua campanha. Será um 2º turno de tirar o fôlego.

 

 

Aécio no Recife

Num primeiro gesto político relevante, Aécio pretende visitar Renata Campos, viúva do falecido Eduardo Campos (PSB). 

 

Pesquisas derrotadas

Os institutos de pesquisas deveriam explicar por que erraram tanto em vários estados e nas previsões da votação de Aécio Neves.

 

De longe

Na última pesquisa de intenção de votos, Aécio Neves aparecia com, no máximo, 27%; quase dez pontos a menos do que obteve.

 

Aliança PSDB-PSB

O candidato tucano Aécio Neves planeja visitar a família e a viúva do falecido governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). Ele sabe que o apoio do PSB e de Marina Silva será fundamental no 2º turno.

 

Segundo turno

O líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA), pretende reunir a bancada federal na terça (17), em Brasília, para discutir o quadro do partido após o resultado das eleições e as estratégias no 2º turno presidencial.

 

Para bom entendedor...

O vice-presidente Michel Temer acompanhou o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) em sua votação no Colégio Santa Cruz, mas não colocou os pés na votação de Paulo Skaf, candidato ao governo de SP.

 

Espelho meu

A revista Época confirma em sua edição desta semana uma informação publicada nesta coluna em 16 de junho: além de contas na Suíça, Paulo Roberto Costa tem contas no paraíso fiscal de Hong Kong.

 

Mais do mesmo

Em lugar de Alberto Youssef, a CPMI da Petrobras convocou para esta quarta (8) depoimento da ex-contadora do doleiro, Meire Poza, que confirmou à Justiça que empreiteiras pagaram o advogado do doleiro.

 

O beneficiado

O desempenho eleitoral de Aécio Neves (PSDB) com 34% foi a surpresa da eleição presidencial: antes da morte de Eduardo Campos (PSB), o senador nunca havia passado de 23% em pesquisas.

 

Distintos eleitores

Autoridades devidamente identificadas por distintivos foram vistas furando as longas filas em seções eleitorais de Brasília, sob escolta policial. É a “carteirada de urna”.

 

Provocação

Foi vista como uma provocação, para cutucar Aécio Neves, a afirmação de Walter Feldman de que o PSDB morreria, caso Marina fosse eleita. O tucanato acredita que Marina necessitaria do PSDB para governar.

 

Ninguém merece

Quando se viu na iminência da derrota, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ameaçou o eleitorado: confirmada a derrota, ele seguiria a carreira de cantor.

PODER SEM PUDOR

Sentença de morte

Papel em branco aceita tudo. Em Vajota (CE), o candidato a prefeito Gentil Pires (PSB) convenceu um adversário a ser seu vice prometendo renunciar dois anos depois da posse. Como garantia, entregou ao companheiro de chapa um papel em branco, com a sua assinatura.

Mas, eleito, o prefeito Gentil não cumpriu a promessa.

A Câmara Municipal de Vajota depois recebeu uma carta-renúncia, onde o prefeito confessa bater na mulher, beber muito e não se sentir mais “em condições morais” para exercer o cargo. Ex-prefeito e desolado, Gentil reconhecia a sua assinatura, mas não a carta.

Moral da história: assinar em branco é sentença de morte amanhã.