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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 10/10/2014
Claúdio Humberto
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“Sr. João Vaccari – a ligação era diretamente com ele”

Paulo Roberto Costa sobre o operador da corrupção na Petrobras: o tesoureiro do PT

 

Cresce pressão para demitir presidente da Transpetro

As denúncias do ex-diretor Paulo Roberto Costa de que teria recebido, pessoalmente, uma propina de R$ 500 mil do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, aumentou a pressão por sua demissão do cargo para evitar mais desgastes ao governo. A presidenta Dilma já tentou demitir Machado, mas acabou recuando para não gerar crise com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que o indicou para o cargo.

 

Onze anos no cargo

Ex-senador, Sérgio Machado está na presidência da Transpetro desde o início do governo Lula. Foi nomeado em junho de 2003.

 

‘Repasses’ de propina

No depoimento à Justiça, o ex-diretor Paulo Roberto Costa foi taxativo: “Na Transpetro houve alguns casos de repasses para políticos, sim”.

 

Estarrecimento

Antônio Figueiredo Basto, advogado de Youssef, relata o clima no depoimento de Paulo Costa: “Não se ouvia uma mosca na sala...”

 

Déjà vu

Senadores do PMDB temem que, em chamas, Sérgio Machado incinere a reeleição de Renan Calheiros na presidência do Senado.

 

‘Fogo amigo’ na denúncia contra avião de petista

A cúpula do PT-Minas e da campanha do governador eleito Fernando Pimentel suspeitam que foi produto de “fogo amigo” a denúncia que levou a Polícia Federal a realizar abordagem no avião que resultou na prisão de três pessoas, inclusive o empresário Benedito Rodrigues, o “Bené”, e a apreensão de R$ 112 mil. Afinal, adversários do PT em Minas não se beneficiariam de um escândalo posterior à eleição.

 

Vai que é tua

Pessoas ligadas ao PT sabiam a hora que “Bené” viajaria para Brasília. Fizeram imagens do seu embarque e avisaram a Polícia Federal.

 

Não monitorava

Se a PF monitorasse Bené, que usava com frequência jato privado em BH, uma abordagem durante a campanha teria sido mais reveladora.

 

Restos

Os R$ 112 mil apreendidos com Bené são “troco”, considerando que sua gráfica produziu toneladas de impressos para o PT-MG.

 

Falta gente na cadeia

A contundência dos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef à Justiça, sobre o esquema de corrupção que destinava dinheiro roubado ao PT, PMDB e PP, mostra que ainda falta meter muita gente graúda na cadeia.

 

Partilha do afano

Segundo os depoimentos de ontem à Justiça, a quadrilha instalada na Petrobras entregou ao PT toda corrupção gerada pelas três principais diretorias da estatal: Exploração e Produção, Gás e Energia e Serviços.

 

Furando poço

Ao PMDB coube os negócios sujos prospectados na área Internacional da Petrobras. O PP ficou com a diretoria de Abastecimento, a que “fura poço”, na definição malandra do ex-deputado Severino Cavalcante.

 

Tutti buona gente

A diretoria de Gás e Energia da Petrobras era chefiada por um amigo do senador Delcídio Amaral (PT-MS), Nestor Cerveró, aquele que fez o Brasil pagar US$ 1,3 bilhão pela refinaria que valia US$ 42,5 milhões.

 

Conta, conta

A gravação dos depoimentos dos delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef deixa os brasileiros ainda mais ansiosos pelos nomes dos políticos picaretas que receberam o dinheiro roubado.

 

Felizes da vida

Foi barulhento o café da manhã, ontem, em Brasília, que reuniu o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, o senador eleito Fernando Bezerra Coelho, ambos do PSB. Eles gargalham à toa.

 

#ForaAmaral

O PSB-PE negocia com o deputado Beto Albuquerque (RS) para lançar candidato pernambucano a presidente nacional da sigla contra Roberto Amaral, que ficou isolado na defesa de apoio a Dilma no 2º turno.

 

Magoou

Dirigentes do PSB acreditam que Marina Silva adiou apoio a Aécio Neves no 2º turno porque esperava ter sido consultada pelo partido antes da decisão. Ela queria ser a estrela.

 

Prisioneiro político

Com o detalhamento do assalto à Petrobras, Lula dirá agora que não só "não sabia de nada", como também foi coagido.

PODER SEM PUDOR

Troféus políticos

Ex-senador, o pernambucano Ney Maranhão sempre guardou como autênticos troféus os jornais que publicaram sua foto, em 1969, ao ser preso pela ditadura militar, após ter cassado o seu mandato de deputado federal. Não o constrangia nem o detalhe de aparecer na foto vestido de presidiário:

- De jornal, eu admito tudo. Só não podem me chamar de corno, ladrão e frango. Senão vão ter que engolir a página...