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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 12/10/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Foi uma enorme fraude intelectual”

Candidato do PSBD a presidente, Aécio Neves, sobre o programa eleitoral do PT

 

Petrolão: paraísos fiscais mudaram de endereço

O propinoduto da Petrobras mostrou os novos destinos do dinheiro da corrupção. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, por exemplo, tem contas em Hong Kong, distante paraíso fiscal, como revelou esta coluna em junho. O submundo da corrupção agora prefere países que não se submetem a regras internacionais de combate à lavagem de dinheiro: além da China, Rússia e Coréia do Norte.

 

Quase democrático

Fora do circuito Suíça e Cayman, paraísos “tradicionais”, ditaduras são os destinos mais procurados por quem deseja esconder dinheiro.

 

Melou o esquema

Órgãos fiscalizadores e de controle do Brasil já têm acordos de cooperação com a Suíça, Belize, Ilhas Cayman, Jersey, Seychelles etc.

 

Esconder é difícil

Paraísos menos famosos como a Ilha de Man e a Ilha Jersey também já são conhecidos pelas autoridades e, portanto, menos procurados.

 

Quem avisa...

Despreparado, com um único hospital especializado, o governo Dilma deveria impedir voos da África, após o ebola arrombar a porta.

 

Condenado, Agaciel mandava muito no Senado

Condenado na Justiça Federal pelo escândalo dos Atos Secretos, usados para nomear apadrinhados sem concurso e sem publicação no Diário Oficial, o deputado distrital reeleito Agaciel Maia (PTC) mandava tanto no Senado que distribuía “bondades” sem consultar a mesa diretora. Até emprestou apartamento do Senado ao ministro Joaquim Barbosa, após sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal.

 

O resolvedor

Ocuparam apartamentos funcionais do Senado, cedidos por Agaciel Maia, ministros como Joaquim Barbosa (STF) e Massami Ueda (STJ).

 

Registre-se

O empréstimo dos imóveis não implicou em qualquer comprometimento de Joaquim Barbosa ou Massami Ueda, reconhecidos pela seriedade.

 

A punição

Agaciel teve os direitos políticos suspensos por 8 anos e está proibido de receber benefícios fiscais por 5 anos e a pagar multa milionária.

 

Calmantes na veia

Até deputados aliados de Dilma ironizam: a grande ganhadora com as denúncias do doleiro Alberto Youssef foi a indústria farmacêutica, que deve ter multiplicado a venda de calmantes e remédios para dormir.

 

Consideração

A equipe de Michel Temer anotou: o candidato potiguar a governador Henrique Alves (PMDB) não o convidou para o seu palanque. Mas Alves reclama do apoio de Lula ao adversário Robinson Faria (PSD).

 

Duas frentes

Em agenda separada, o vice Michel Temer irá ao Rio Grande do Sul para pedir votos a Ivo Sartori (PMDB), enquanto Dilma participará do palanque do governador Tarso Genro (PT), candidato à reeleição.

 

Calma lá

Vaiado em uma roda de amigos em São Paulo após declarar voto a Dilma, o marqueteiro nacional do PMDB, Elsinho Mouco, amenizou discurso: “Sou Dilma, mas não necessariamente contra o Aécio...”.

 

Adiamento

O senador João Capiberibe pediu a Roberto Amaral o adiamento da escolha do presidente do PSB, para depois do 2º turno. “É para não prejudicar companheiros em campanha eleitoral”, justificou em carta.

 

Números do pólo

O polo de Manaus faturou R$ 54,6 bilhões nos oito primeiros meses do ano. Números da Suframa apontam crescimento de 5,6% em reais e queda de 2,9% em dólar, comparando com igual período de 2013.

 

Pior que tá, fica

Com a renovação de mais de 40% da Câmara e dos altos índices de abstenção, o líder do PRB, George Hilton (MG), defende a urgência na reforma política: “É recado nas urnas da crise de representatividade”.

 

Muitos votos

Para a revista inglesa The Economist: Aécio (PSDB), 2º colocado no 1º turno, precisa conquistar mais de 18 milhões de votos, além dos 34 milhões que teve, para ameaçar a liderança de Dilma Rousseff (PT).

 

Pergunta no açougue

Esse ovo mais barato que a carne é Friboi?

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável. Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

- Dr. Milton, por que o sr. perdeu?”

- Perdi porque ele teve mais votos – disse, encerrando a conversa mole.