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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 07/11/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Essa história de cortar ministério é lorota”
Dilma Rousseff, tranquilizando os aliados adoradores de “boquinhas”, no governo

 

Dilma está ‘ainda mais Dilma’, áspera e intolerante
Ministros e ex-ministros de Dilma estão impressionados com os efeitos da reeleição: nas conversas reservadas, nada lembra na presidenta o tom “conciliador” do discurso público. Ela parece ainda mais intolerante. “Está com sangue na boca”, diz um amigo vitorioso nas urnas, aliviado por agora ser ex-ministro. E a montanha de votos subiu-lhe à cabeça: ao contrário de 2010, ela não se sente devedora do ex-presidente Lula.

 

Fora de moda

Interlocutores percebem uma recaída tardia: a irritadiça Dilma recorre agora a expressões esquerdopatas, radicais, em desuso há anos.

 

Resistência

Ainda com certa ascendência, Lula insiste com Dilma em soluções políticas na formação do ministério, mas ela resiste.

 

Sem exceção

Para agradar Lula, Dilma faz acenos públicos a aliados do PMDB, PSD e PP, mas em particular capricha no xingamento a todos eles.

 

Líder errante

Inconstante, Dilma anunciou o bolivariano “plebiscito”, para mudar de ideia 24 horas depois, adotando o “referendo” proposto pelo PMDB.

 

Lobista do PMDB pode fazer acordo de delação

Os depoimentos explosivos do empresário Julio Camargo, e ainda não tornados públicos, podem desencadear enxurrada de novas propostas de delação premiada à Justiça Federal. Camargo é considerado pelos investigadores o “coração” do Petrolão. Entre as delações mais aguardadas está a de Fernando Soares, o Fernando Baiano, que teria operado o esquema para o PMDB na Petrobras, e ameaça abrir o bico.

 

Sob pressão

Segundo fontes ligadas ao processo, Fernando Baiano se movimenta para negociar delação premiada em troca de redução de pena.

 

Virou alvo

Baiano está na mira da PF desde que foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o megadoleiro Alberto Youssef.

 

A Casa vai cair

O lobista Fernando Baiano, que atuava em nome do PMDB, pode incriminar senadores e deputados, além de empreiteiras.

 

CPMI do rabo preso

Só o “rabo preso” explica o desavergonhado “acordo” governista, na CPMI, de não convocar para depor políticos apontados como destinatários de dinheiro roubado da Petrobras.

 

Cadafalso no caminho

No Brasil, o PT sempre dá um jeito, mas o que apavora mesmo o “alto cumpanherato” é investigação da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, a SEC. Lá, dá cadeia. A Petrobras está sujeita a investigação desde a venda de bilhões de ações na bolsa de Nova York, em 2010.

 

Garrote vil

Dilma mata o Itamaraty na unha, e sobrou para os servidores de 226 representações diplomáticas no exterior, há três meses sem auxílio moradia e sob risco de despejo. Haverá protesto na semana que vem.

 

Bola de cristal

Provoca furor nas redes sociais o documento do Foro de São Paulo, na Guatemala, saudando a vitória Dilma e do PT “com mais de 3 milhões de votos”. É datado de 22 de outubro, quatro dias antes da eleição.

 

Polo cresce 5,7%

O Polo de Manaus ignorou o persistente PIBinho de Mantega e faturou R$ 62,7 bilhões até setembro deste ano. Cresceu 5,7% em relação a 2013, quando faturou R$ 59,3 bilhões. Os números são da Suframa. 

 

Corrida malandra

Houve correria de servidores, ontem, na Câmara dos Deputados, para bater o ponto tão logo se encerrou a sessão, às 19h01. É que a partir das 19h eles ganham o “direito” a registrar a hora-extra “trabalhada”.

 

Seis por meia dúzia

O Itamaraty pediu tímidas explicações a Nicolás Maduro sobre “aulas” clandestinas do seu ministro Elias Jaua a porraloucas do MST, aqui no País. Para “compensar” a nova intromissão em assuntos internos do Brasil, o tiranete substituiu o embaixador. Agora será María Urbaneja.

 

Batendo em retirada

Está difícil para o Ministério da Defesa conter a evasão nas Forças Armadas. Nem quem fez voto de pobreza aguenta a pindaíba. Nesta quinta, o capelão do Exército Vinícius Gonçalves pediu demissão. 

 

Margem de erro

Deve estar na margem de erro o risco-limite de 5% de apagão que o secretário-executivo de energia, Márcio Zimmermann, desdenhou.

 


 

PODER SEM PUDOR

Beijando o chão amado

José Maria Alkmin conseguia revelar bom humor e genialidade mesmo nos momentos mais adversos. Certa vez, derrotado na tentativa de se reeleger deputado, ele pegou um velho teco-teco e voou para Bocaiúva (MG). Quando tentava descer do avião, tropeçou e caiu, metendo o rosto no chão de barro do campo de pouso. Os amigos se apressaram em ajudá-lo a levantar-se, mas ele dispensou o auxílio:

- Deixem-me onde estou. Cumpro a promessa, a de aqui chegando, beijar o solo desta amada terra!