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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 28/11/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

A pátria está surrupiada
Senador Mário Couto (PSDB-PA), após pedir o impeachment da presidente Dilma

 

Odebrecht vive expectativa de prisão de diretores

A Odebrecht vive a expectativa da iminente prisão de seus principais dirigentes, no âmbito da Operação Lava Jato, diante da suspeita de que a empreiteira seria a mais beneficiada pelo esquema de contratos obtidos mediante cartel, fraude em licitações e pagamento de propinas a autoridades e funcionários. A favorita dos governos Lula e Dilma, inclusive na Petrobras, concentra quase 53% de todos os contratos.

 

Clima desolador

Fontes da Odebrecht afirmaram que o “clima” na cúpula da empresa é desolador, com os preparativos para enfrentar a decretação de prisões.

 

Estrela maior

No despacho em que mandou prender poderosos empreiteiros, o juiz federal Sérgio Moro cita a Odebrecht pelo menos 14 vezes.

 

Suspense

Moro explica, na decisão, que não prenderia os diretores da Odebrecht “por hora”, sugerindo que a providência não estava descartada.

 

Videntes

Deputados e senadores armam aumento de 26% para eles mesmos. Deve ser o cálculo do índice da inflação pós-superávit fiscal negativo.

 

Defensoria Pública triplica aluguel sem licitação

A Defensoria Pública da União (DPU) está de malas prontas para mudar de endereço. A nova casa, de 18 andares, no bloco “C” da sede da Confederação Nacional do Comércio, em Brasília, vai custar aos contribuintes mais de R$ 2 milhões por mês, sem licitação. Atualmente o órgão paga R$ 700 mil pelo aluguel de outros quatro prédios na Capital. A justificativa da DPU é “unir os funcionários sob um só teto”.

 

Sem licitação

A dispensa da licitação de R$ 26,3 milhões por 12 meses de aluguel foi autorizado pelo Defensor Geral substituto, Fabiano Caetano Prestes.

 

Na nossa conta

A Defensoria Pública preferiu não se pronunciar sobre a multiplicação dos custos de aluguel e tampouco explicou a dispensa de licitação.

 

Há opções

A DPU tem dois terrenos, cedidos pela União em fevereiro de 2013, para construir sua nova sede. Até hoje não existe nem projetos.

 

Na boca do caixa

A prestação de contas de Dilma ao TSE mostra que além da Odebrecht, que deu R$ 1 milhão, outras empresas também doaram após a eleição. Para “quitar despesas contraídas”. Humm...

 

Dia da banca

Enquanto a nova equipe econômica (Joaquim Levy na Fazenda e Nelson Barbosa no Planejamento) dava entrevista em Brasília, Dilma recebia Ana Patrícia Botín, herdeira e presidente do Santander.

 

Mordomia de comuna

Dois senadores e três deputados do PCdoB, aliado do governo Dilma, se livraram do rolo da votação da meta fiscal com “missão oficial” ao Vietnã, num rombo no nosso bolso de R$ 150 mil, só em passagens.

 

Relatório paralelo

O PSDB se prepara para apresentar voto em separado ao relatório do deputado pizzaiolo Marco Maia (PT) na CPMI da Petrobras. Os tucanos apostam que o parecer dele não fará sequer um indiciamento.

 

Tô fora

A bancada do PDT avisou ao Planalto que prefere abrir mão de indicar cargo na Esplanada a se manter no controle do Ministério do Trabalho. A pasta perdeu relevância na gestão do lamentável Carlos Lupi.

 

Me errem

Líder do PSC na Câmara, André Moura (SE) trombeteou reunião com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em sua casa, segunda, mas agora foge de contar o que foi acertado durante o conchavo, como o diabo da cruz.

 

Tudo em casa

Cabide de petistas, o fundo dos Correios Postal Saúde contratou sem licitação a gráfica companheira Bangraf, para imprimir 174 mil revistas enaltecendo a própria lambança, que poderia ser publicada on-line.

 

Câmara x Senado

Os deputados do PMDB reclamam porque, até agora, não foram chamados por Dilma para o balcão de negociações de cargos e ministérios. Dizem que a preferência é sempre do Senado.

 

Pensando bem...

...o novo governo Dilma não terá um ministério da Fazenda, mas um “aparelho” clandestino para enfrentar a ditadura anti-banqueiro do PT.

 


PODER SEM PUDOR

Pior que na ditadura

O período de Tarso Genro como ministro da Justiça do governo Lula não foi muito festejado pelos advogados. Técio Lins e Silva, que defendeu presos políticos por mais de vinte anos, denunciou certa vez que o tratamento da Polícia Federal era “muito pior” que na ditadura. Lembrou que não havia cerceamento nem no temido Regimento Sampaio, do Rio de Janeiro, nos tempos de chumbo:

- Certa vez, no fundo da sala, havia um coronel orelhudo e, diante daquelas orelhas enormes, pedi ao general para retirá-lo, no que fui atendido.

Para Lins e Silva, a PF na época de Tarso Genro não reconhecia o direito dos presos e nem as prerrogativas dos advogados.