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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 29/11/2014
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“Não estamos em recessão técnica”
Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), “comemorando” crescimento de 0,1% do PIBinho

 

Suecos investigam propina paga na Petrobras

A gigante sueca Skanska abriu investigação interna sobre o pagamento de propina a funcionários e autoridades brasileiros para viabilizar projetos com a Petrobras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A safadeza envolveria as empreiteiras Camargo Corrêa e Engevix, enroladíssimas no Petrolão, e a Technit. Negócios no Brasil alcançam quase US$ 1 bilhão. O suecos gastaram US$ 73 milhões.

 

Prejuízo gigante

Segundo auditoria do Tribunal de Contas da União, o afano nas obras do Comperj podem ter causado prejuízos de US$ 9 bilhões à Petrobras

 

Roubam demais

O presidente da Skanska para o continente, Johan Henriksson, acusou em rádio sueca “excesso de corrupção impedindo negócios” no Brasil.

 

Cadeia neles

O TCU informou que a obra no Comperj custaria US$ 6 bilhões, mas a Petrobras alterou o projeto e os custos saltaram para US$ 48 bilhões.

 

US$ 9 bi no buraco

Pressionada pelo TCU, a Petrobras admitiu que o Comperj não é viável economicamente. E não tem como recuperar US$ 9 bilhões investidos.

 

Futuro ministro nem cumprimenta empresários

Dilma Rousseff convidou o aliado Armando Monteiro (PTB-PE) para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior por imaginar que ele representa e mantém “diálogo com o empresariado”, até por haver presidido a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ela ficou surpresa ao ser informada que o senador é incompatibilizado com os principais líderes da indústria, no Brasil. Nem os cumprimenta.

 

Rompimento

O virtual ministro Armando Monteiro rompeu relações com líderes como Paulo Skaf, presidente da importante Fiesp, quando presidia a CNI.

 

Sem diálogo

Outro líder que não se entende com Monteiro é Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente a Firjan (Federação das Indústrias do Rio).

 

Amado mestre

“Soçiológo” oficial do petismo, Emir Sader está no Marrocos, bancado pela Unesco, ensinando jovens árabes “direitos humanos e de gênero”.

 

Com muito orgulho

Autor do projeto em 2008, o deputado Gilberto Palmares (PT-RJ) justificou o título “cidadão honorário fluminense” a Paulo Roberto Costa, “pela contribuição para tornar a Petrobras o patrimônio dos brasileiros”.

 

O jerico é nosso

Desocupados da CUT protestaram ontem (28) na sede da Petrobras, no Rio, pedindo a estatização total da empresa, sob o controle deles, “trabalhadores” que não trabalham, e investigação da roubalheira por “movimentos sociais independentes”, e não pela Justiça.

 

Sexta-feira, 13

Com a OPEP inundando o mercado de petróleo a US$68,20, as ações da Petrobras caíram -6.7 ontem na Black Friday da Bolsa de Nova York. Valiam R$ 13, menos que as “hermanas” da Argentina.

 

Sem graça

“Pai” de 9 de 10 empréstimos para ricaços falidos e países “companheiros”, Luciano Coutinho quer trocar a presidência do BNDES pela Petrobras. Antevê que está na linha de tiro de Joaquim Levy.

 

Prato do dia
Escondidinho de Levy: vá ao mercado, escolha um peixe graúdo de boa procedência, deixe de molho por alguns dias. Cozinhe em banho-maria até amolecer. Quando a panela fumaçar, frite.

 

Feudo familiar

Funcionários reclamam do “cabidão” de empregos no Terminal Portuário de Camocim (CE). Alegam que o porto é tratado como “feudo” da família do governador Cid Gomes para empregar amigos.

 

Desolé

Um segurança francês falava por sinais a brasileiros desavisados, esta semana, na porta do consulado do Brasil em Paris, por falta de funcionários na recepção.

 

Você é quem?

A estatal de telecomunicações cubana (ECTSA) permitiu a compra de até três celulares na ilha de Fidel. Num você fala com Cuba. Nos outros dois, com agentes cubanos. Que pode ser seu vizinho, por exemplo.

 

Roda do infortúnio

Ateia, Dilma terá que se benzer: sai um Joaquim (Barbosa) algoz do mensalão, entra Joaquim (Levy), algoz do estatismo companheiro.

 

PODER SEM PUDOR

Só podia dar nisso

Logo após o golpe de 1964, Darcy Ribeiro, ex-chefe da Casa Civil de João Goulart, encontrou na casa do poeta Pablo Neruda, no Chile, outros brasileiros exilados, entre os quais Fernando Henrique Cardoso, Fernando Gasparian e Celso Furtado. Darcy lembrou um momento grave, quando, durante o governo deposto, teve de assumir atribuições dos ministros da Guerra, da Casa Militar e da Marinha - respectivamente doente, viajando e demissionário. Furtado brincou, arrancando gargalhadas gerais:

- Então é por isso que estamos aqui...