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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 02/12/2014
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“Perdi a eleição para uma organização criminosa”

Aécio Neves (PSDB), ex-candidato a presidente, ao jornalista Roberto D’Ávila

 

Operador do PP era íntimo da cúpula da Eletrobrás

Identificado por investigadores da Lava Jato como segundo operador do PP, Henry Hoyer de Carvalho gostava de intimidade com o poder e se aproximou também da Eletrobrás. Ele promovia festas em sua casa na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, onde chegou a fazer um jantar, em 2005, em homenagem à recém empossada diretora administrativa da Eletrobrás, Aracilba Rocha, e ao então presidente Aloísio Vasconcelos.

 

Delação

Assessor do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB), Henry foi citado pelo megadoleiro Alberto Youssef em depoimento à Polícia Federal.

 

Fiel escudeira

A paraibana Aracilba Rocha assumiu a diretoria da Eletrobrás por indicação do mesmo Ney Suassuna, de quem é fiel escudeira.

 

Captador de propina

Henry foi identificado pela Polícia Federal nas agendas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, antes do depoimento de Youssef.

 

Histórico

Ex-deputado pelo PMDB-MG, Aloísio Vasconcelos deixou a Eletrobrás em 2007 e assumiu a Alstom, envolvida no propinoduto do PSDB-SP.

 

BNDES bancou aeroporto... em Moçambique

Dilma esqueceu a promessa de construir 800 aeroportos regionais no Brasil, mas não a prioridade de atender sempre a Odebrecht: garantiu 144 milhões de dólares para a obra do aeroporto de Nacala, norte de Moçambique. Ofereceu dinheiro barato do BNDES, com prazo de avô para tataraneto, sob a condição de a obra ser entregue a empresa brasileira – a Odebrecht, é claro. A inauguração será sábado (13).

 

São uns artistas

A Odebrecht ganhou a obra em Moçambique sem licitação. O BNDES entrega o dinheiro diretamente à empresa e não ao país financiado.

 

Roleta russa

Diz o IBGE que a expectativa de vida no Brasil subiu de 74,6 anos para 74,9 anos, certamente já descontando a fila do SUS e a bala perdida.

 

Avon chama

Tuíte do jornalista Diogo Mainardi: “Depois de maquiar as contas por 4 anos, governo decidiu aumentar impostos de produtos de maquiagem.”

 

Lá vai ele de novo

Lula vai com três assessores pagos pelo governo brasileiro inaugurar a nova sede da Unasul em Guayaquil, no Equador. A dúvida é se usará mais uma vez jatinhos cedidos por empreiteiras enroladas no Petrolão.

 

Soberba

Aliados se queixam de que Dilma não agradeceu a governadores e senadores pelo apoio na eleição. Concedeu-lhes no máximo um “tudo bem aí?” ao telefone. Ela é que esperava ouvir agradecimentos.

 

Fui!

O ministro Garibaldi Alves já se prepara para deixar a Previdência e voltar ao Senado sem ter conseguido despachar uma única vez com Dilma, este ano. Talvez ela nem perceba a saída do ministro.

 

Ministro invicto

Nomeado em março por indicação de Renan Calheiros, o ministro Vinícius Lage (Turismo) deixará o cargo sem haver despachado com Dilma. Pelo menos sairá do governo invicto em broncas.

 

Famosos quem?

Outros ministros cuja “desimportância” foi realçada pela atitude de Dilma de não recebê-los para despachos, este ano: Eduardo Lopes (Pesca), Manoel Dias (Trabalho) e Clélio Diniz (Ciência e Tecnologia).

 

Coveiro de ministério

A CUT faz lobby para fazer do espanhol José Lopez Feijóo ministro do Trabalho. Ligado a Lula, Feijóo furou a fila e obteve naturalização em duas semanas, já agarrado numa boquinha da Presidência.

 

Dá cá, toma lá

O governo decidiu estabelecer uma moeda de troca para negociar indicações para ministérios e estatais depois de aprovada a absurda “flexibilização” do superávit primário.

 

Campanha

O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), participará de almoço da Frente Parlamentar Agropecuária, nesta terça (2), em Brasília. Ele está em campanha para ser eleito presidente da Câmara dos Deputados.

 

Pensando bem...

...a Petrobras deveria dedicar-se à exportação de óleo de peroba, após o pré-sal virar água com a rápida queda do preço do barril de petróleo.

PODER SEM PUDOR

Anfitrião indesejável

A campanha “Diretas, Já” tomava conta do Brasil, e o Congresso se preparava para votar a emenda restabelecendo o direito de os brasileiros elegerem o presidente. Entre os governistas havia uma certeza: se fosse aprovada, na prática seria a antecipação do fim do governo do general João Figueiredo. Um deputado encontrou o senador mineiro Magalhães Pinto:

- O sr. acha que a emenda Dante de Oliveira passa?

- Passa não, meu filho, passa não. Você acha que o governo vai querer ser hóspede do adversário?