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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 03/12/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
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“O clube do bilhão não está só na Petrobras, mas no DNIT, PAC...”

Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) após revelação do ex-diretor Paulo Roberto Costa

 

Costa revela que corrupção domina o governo

Convocado para acareação com o ex-colega Nestor Cerveró, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa prestou inesperado serviço às investigações, oferecendo o mote para que Congresso, Polícia Federal e Ministério Público Federal passem o País a limpo. Ele revelou que o esquema de corrupção no governo Dilma não se restringe ao Petrolão: está nas áreas de portos, aeroportos, hidrelétricas, ferrovias e rodovias.

 

Dilma sabia

Paulo Roberto confirmou que em 2009 enviou e-mail a Dilma, então chefe da Casa Civil, alertando sobre fraudes na Petrobras. Foi inútil.

 

Celular na mão

Quando Costa contou que recebeu aval de Sérgio Gabrielli para enviar e-mail a Dilma, Afonso Florence (PT-BA) sacou o celular e saiu da sala.

 

Tô fora

A tropa do PMDB na Câmara boicotou a acareação dos ex-diretores na CPMI da Petrobras. A oposição acha que temiam ser desmascarados.

 

Fim do mundo

Responsável pelo Ministério dos Transportes e do DNIT, incluídos por Paulo Roberto na lista de suspeições, o PR logo será a bola da vez.

 

Com delação, Costa evitou repetir Marcos Valério

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa contou ontem na CPMI que optou pela delação premiada após ouvir de sua família a pergunta: “Por que só você [é incriminado]? Cadê os outros?” Com o acordo de delação, ele evitou destino idêntico ao de Marcos Valério, office boy de luxo que pegou 40 anos de cadeia no mensalão, enquanto José Dirceu, condenado por chefiar a quadrilha, foi sentenciado a apenas dez anos.

 

Lorota desmentida

Além de confirmar o que disse à Justiça, Paulo Roberto negou a lorota de Dilma na campanha: ele não foi demitido; ele se demitiu da estatal.

 

Tudo dominado

Paulo Roberto avisou, na CPMI, que o propinoduto no governo Dilma não se limita à Petrobras, está em toda parte. Quem investigará isso?

 

Por que me ufano

A capoeira agora é patrimônio cultural imaterial da Humanidade. Já o recibo de propina virou patrimônio material do Petrolão.

 

Petrolão no Planalto

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), afirma que as declarações do ex-diretor Paulo Roberto Costa levaram o escândalo do Petrolão para dentro do Planalto: “Ficou muito ruim para Lula e Dilma”.

 

Pizza no forno

Dirigentes do PMDB acham que Vital do Rêgo, recompensado com o cargo de ministro do TCU, vai se declarar impedido de julgar processos sobre a roubalheira do Petrolão. Não é o que o Planalto espera dele.

 

Pernas curtíssimas

Os Correios alegaram que o reajuste provocou o atraso nos salários de dezembro e do 13º, mas é lorota: o “reajuste”, na verdade gratificação, levará três anos para ser incorporado. Há anos os Correios pagam o 13º no 1º dia útil e o salário até 20 dezembro, além do “vale peru”.

    

Parece brincadeira

Mesmo com o 13º salário dos funcionários atrasado, os Correios enviou servidor “companheiro” a Doha, no Qatar, até o dia 9, para “fiscalizar” uma parceria de patrocínio de campeonato mundial de piscina curta.

 

Um coitado

Deu pena a tentativa solitária e desesperada do deputado Sibá Machado (PT-AC) de defender o governo Dilma na CPMI, atrapalhando os colegas que interrogavam Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró.

 

Acovardamento

Amigos de Renan Calheiros estão indignados com Romero Jucá (RR) e Eduardo Braga (AM), do PMDB, sempre protegidos pelo presidente do Senado. É que, há dias, eles nem se moveram enquanto Renan quase era agredido fisicamente por oposicionistas, em sessão do Congresso.

 

Exceção

O megadoleiro Alberto Youssef afirmou à Justiça que, no PP, só se salvam dois deputados. Jair Bolsonaro (RJ) seria um deles, talvez por isso não teve medo de ir à acareação dos ex-diretores da Petrobras.

 

Dinheiro voando

O boletim eletrônico americano Business News America fez as contas: o Petrolão envolve US$ 17,7 bilhões de uma dezena de grandes construtoras que participaram dos leilões de concessão aeroportuárias.

 

Pensando bem...

...coerente com a praxis petista de exigir 3% de propina no Petrolão, o ex-diretor Nestor Cerveró só contou na CPMI 3% do que sabe.

PODER SEM PUDOR

O estilo de Chatô

Assis Chateaubriand sabia obter dinheiro de quem o tinha. Certa vez, já embaixador em Londres, veio ao Brasil e arrancou num banco cinco milhões de cruzeiros para os Diários Associados. Era muito dinheiro. À saída – segundo relatou Emil Farhat em “Histórias Ouvidas e Vividas” (Scrinium, SP, 1999, 295 p.) – encontrou o cientista Mário Kroeff, que liderava o esforço para erguer o Instituto do Câncer e se queixava da falta de dinheiro.

- Cadê aquele cheque? – perguntou Chatô a Martinho de Luna Alencar, o assessor que o acompanhava, e o entregou o valioso documento ao filantropo. Depois pegou no braço do atônito Alencar e o tranqüilizou:

- Vamos arranjar outro cheque, em outro lugar...