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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 05/12/2014
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Estão chancelando crime cometido pela presidente da República”

Ronaldo Caiado (DEM-GO) sobre a lei que que o Congresso alterou para Dilma não ser processada por desrespeitá-la

 

Executivo da Camargo Corrêa negocia delação

Preso na sétima fase da Operação Lava Jato, sob a acusação de participar de propinoduto para obter contratos na Petrobras, o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, decidiu negociar delação premiada. A informação, conhecida de advogados ligados ao caso, é de que o executivo teria assinado o acordo ainda nesta quarta-feira (3), no período da tarde, quando deixou a carceragem.

 

A ponte

Eduardo Leite foi acusado pelo advogado Carlos Costa, outro réu, de ser um dos contatos do megadoleiro Alberto Youssef na construtora.

 

Na mira

O advogado Carlos Costa, “laranja” de Youssef, acusou também João Auler, membro do conselho de administração da Camargo Corrêa.

 

Quanto terá ‘doado’?

Nos últimos dez anos, a empreiteira Camargo Corrêa recebeu dos governos do PT cerca de R$ 2 bilhões em transferências diretas.

 

Fim do mundo

Como mostraram Júlio Camargo e Augusto Mendonça, da Toyo Setal, delação premiada de empreiteiros pode representar o “fim do mundo”.

 

Empresas ‘doaram’ R$ 189 milhões ao PT em 2014

A revelação de executivos presos na Operação Lava Jato, de que parte do dinheiro roubado da Petrobras chegou ao PT e a petistas por meio de “doações oficiais” para campanha eleitoral, lançou luz sobre um intrigante mistério: o impressionante volume de “doações de pessoas jurídicas” ao PT. Só em 2014, o PT recebeu R$ 189 milhões. Em 2013, ano que não houve eleição, foram R$ 79,7 milhões em “doações”.

 

Caixinha, obrigado

A receita oficial de “doações” de empresas ao PT não inclui, claro, o fundo partidário. Só em 2013 foram R$ 58,3 milhões (públicos).

 

Rica campanha

A rica campanha de reeleição de Dilma Rousseff (PT) recebeu um total de R$ 350 milhões em “doações”. Desinteressadas, certamente.

 

Chá de sumiço

O governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), cumprir com a família uma “quarentena” de cem dias em Buenos Aires, onde mora sua filha.

 

Roseana renuncia

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), não passará o cargo ao sucessor, Flávio Dino (PCdoB): ela vai renunciar terça-feira (9). Assumirá o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo.

 

O beneficiado

Apontado como sócio do doleiro Alberto Youssef, André Vargas (PR) saiu beneficiado da obstrução do projeto que falseia superávit. A enrolação dificulta o julgamento, a tempo, de sua cassação.

 

Pegando carona

O chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, disse ontem que “o Brasil está rasgando o tumor da corrupção”. Lorota: é a Justiça que faz isso, por meio de Sérgio Moro, da Vara Federal Criminal de Curitiba. A CGU, como sempre, apenas tenta pegar carona.

 

Sincerildo

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, garantiu que “ninguém está aqui pedindo um cheque em branco” ao apoiar o superávit-fantasia de Dilma. Tem razão: os cheques variaram entre R$ 700 mil e R$ 744 mil.

 

Faça o que digo...

O presidente da Câmara, Henrique Alves, disse a Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, que é melhor ela permanecer onde está do que ser ministra. Ambos participaram de evento em São Paulo, ontem.

 

...não o que faço

Henrique Eduardo Alves disse à coluna que seu futuro no Ministério da Integração Nacional será decidido em reunião com Dilma na próxima sexta-feira, 12. A escolha dele bate na trave do aziago dia 13.

 

Ânimos acirrados

Nas emoções na votação da meta de superávit primário, Felipe Maia (DEM-RN) bateu boca com Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e, não fosse a “turma do deixa”, trocaria sopapos com Assis Melo (PCdoB-RS).

 

iComuna

Enquanto governo e oposição se digladiavam no plenário da Câmara, Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) fazia “selfie” com Eduardo Suplicy (PT-SP) no iPhone. A dupla não estará de volta ao Congresso, em 2015.

 

Pensando bem...

...o governo festejar alta da produção de petróleo, com o barril a US$60, é o mesmo que ganhar na loteria e perder o bilhete.

PODER SEM PUDOR

Demagogia frustrada

O senador tucano José Serra jamais demonstrou grande simpatia por nordestinos, mas, certa vez, quando foi a Alagoas como pré-candidato a presidente, ele bem que tentou.

Era hora do almoço e ele visitava a Usina Triunfo com sua comitiva. Decidiu entrar na fila do bandejão. Fez seu prato com vagar, mas, sentindo falta dos flashes, perguntou a um assessor por que os fotógrafos não estavam registrando seu gesto.

Simples: a simpatia foi tão inesperada que os fotógrafos presentes também estavam na fila da boca livre, com bandejas à mão.