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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 18/12/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Tem que ser um pacote balanceado”

Joaquim Levy, futuro ministro da Fazenda, sobre o ajuste fiscal que está preparando

 

CGU devassa vida de servidores da Petrobras

O pânico se estabeleceu nas principais diretorias da Petrobras, sobretudo as enroladas na roubalheira do Petrolão (Abastecimento, Serviços, Gás e Energia, entre outras): auditores da Controladoria Geral da União (CGU) notificaram os funcionários a oferecerem voluntariamente a quebra do sigilo bancário referente aos últimos sete anos. A CGU quer examinar até a evolução patrimonial de cada um.

 

Viagens explicadas

Além da quebra de sigilo bancário, funcionários que fizeram viagens internacionais, mesmo em férias, terão de explicar cada uma delas.

 

Por bem ou por mal

Os funcionários não são obrigados a abrir mão do sigilo bancário, mas quem não o fizer ficará sujeito a vê-lo quebrado na marra, na Justiça.

 

Te vira, rapá

O problema é que os bancos alegam dispor apenas de extratos bancários de até três anos, e a CGU não abre mão dos sete anos.

 

Agora vai

A CGU parece haver renovado a motivação após o anúncio da saída do ministro Jorge Hage, velho e disciplinado militante do PT.

 

AGU cobra de cassados custos de nova eleição

Cresceu 135%, em dois anos, o valor recuperado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em ações de ressarcimento por eleição suplementar. A AGU cobra de candidatos cassados ou barrados após serem eleitos, os gastos da Justiça Eleitoral com a realização de uma nova eleição. No total, as procuradorias da União espalhadas pelo País propuseram 84 ações de ressarcimento. Nelas, são cobrados mais de R$ 3,2 milhões.

 

Piauí lidera

A AGU ajuizou o maior número de ações de ressarcimento no Piauí (onze, no total). Minas Gerais está em segundo lugar, no ranking.

 

A mais cara

A maior ação da AGU, de R$253 mil, envolve a eleição de 2012 para a prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ), terra da família Garotinho.

 

Mais 116

A AGU analisa, atualmente, mais 116 casos de eleição suplementar para decidir se ajuíza ação de ressarcimento.

 

Rosário de crimes

A oposição acha que a presidente da Petrobras, Graça Foster, tem tudo a ver com o Petrolão. E propôs o indiciamento dela pelos crimes de peculato, corrupção passiva, prevaricação, condescendência criminosa, falso testemunho e improbidade administrativa.

 

É fria

Graça Foster permanece na Petrobras porque Dilma não encontrou ainda um substituto capaz de restabelecer a confiança e a credibilidade da empresa. Houve várias sondagens, mas todos recusaram.

 

Milico no cargo

Dilma chegou a cogitar o convite a um general para ocupar o cargo de presidente da Petrobras, mas foi aconselhada a identificar um executivo cuja qualificação seja reconhecida pelo mercado.

 

Suplicy embargado

Eduardo Suplicy (PT-SP) achou que nunca veria o fim do embargo dos EUA a Cuba – que já durava meio século. De saída do Senado, com a voz embargada, comemorou a retomada das relações entre os países.

 

Chateação

O petista Wilmar Lacerda vive pedindo a correligionários para convencer Dilma a nomear o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no governo. Para que ele, que é suplente, vire outro senador sem votos.

 

‘PEC’ na liderança

Líder do PEC, o “Partido de Eduardo Cunha”, que reúne parlamentares de várias siglas, o deputado do PMDB-RJ amplia seu favoritismo na disputa pela presidente da Câmara, enquanto o PT não se entende.

 

Quem explica?

Depois de torrar dinheiro do contribuinte para comprar iPhones 6, em vez de coçarem o próprio bolso, alguém poderia explicar ao menos por que 81 senadores precisam de 84 aparelhos.

 

Gentis cavalheiros

Restaurante que é a cara de Brasília, o Piantella reabriu após breve reforma, preservando o que tem de mais importante: a excepcional qualidade dos funcionários, alguns com mais de 30 anos de casa.

 

Distorção

Só mesmo no Brasil existe a distorção de funcionários subalternos do governo federal ganharem mais que a chefe.

PODER SEM PUDOR

Grampo torcedor

Quando se especializava na União Soviética, o genial pianista Arthur Moreira Lima e sua família eram monitorados pela ditadura, que grampeava seus telefones, no Rio de Janeiro. Certa vez, ele esperou horas por uma ligação para saber o resultado de um jogo decisivo do seu time querido, o Fluminense. Mas sua mãe de nada sabia, nem havia ninguém por perto para ela perguntar. Arthur praguejava lá de Moscou quando o sujeito que escutava a ligação clandestinamente, também Fluminense doente, entrou na conversa aos gritos:

- O Flusão venceu! Foi 2 a 1!

E desligou.