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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 20/12/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
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“É preciso tomar cuidado e dar às pessoas o direito de se defender

Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB, sobre a lista de políticos enrolados no Petrolão

 

Lista do Petrolão tem mais dez, até governador

O vazamento do Listão do Petrolão, ontem, foi “seletivo”, segundo definiu um destacado integrante do Ministério Público Federal. Ele garantiu que há pelo menos outros dez nomes a serem acrescentados aos 28 políticos destinatários de parte do dinheiro roubado da Petrobras. Entre os que não aparecem na lista, diz esse procurador, que não cita nomes, há um governador a ser reempossado no dia 1º.

 

Onze senadores

Desde os primeiros vazamentos, dava-se como certa uma lista composta de 38 políticos, dos quais onze seriam senadores.

 

Caso pensado

O vazamento parcial evitará qualquer ação de nulidade, na medida em que o Listão do Petrolão jamais será confirmado oficialmente.

 

Gentileza

O vazamento foi recebido como “gentileza” do MPF a Dilma, que já não corre o risco de “desconvidar” ministros incriminados na Lava Jato.

 

Linha de tiro

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) nega conexão ao Petrolão. Fez chegar isso a Dilma, ontem, de novo. Mas não escapará da degola.

 

Lista do Petrolão derruba padrinhos e ‘ministros’

O listão do Petrolão, com os 28 políticos suspeitos de envolvimento no Petrolão, deu o pretexto que Dilma sonhava para se livrar da pressão de partidos aliados pela nomeação de ministros. O PMDB foi o mais prejudicado com o vazamento: Henrique Alves (RN) já foi descartado, assim como Sérgio Cabral (RJ). E o presidente do Senado, Renan Calheiros, perdeu força como o mais influente dos padrinhos políticos.

 

Complicou

Agora que Renan Calheiros enfrenta turbulências, apadrinhados como o ministro Vinícius Lages (Turismo) podem não continuar no governo.

 

Dançou

Outro que perde força para indicar ministro ou ser ele próprio nomeado é o senador Ciro Nogueira (PP-PI), citado na Lista do Petrolão.

 

Briga por cargos

O PMDB briga para trocar o “abacaxi” do Ministério da Previdência pelo de Ciência e Tecnologia ou de Cultura. Difícil é o PT deixar.

 

Nada a ver

A MP 656, aprovada na calada da madrugada de quarta na Câmara, atende interesses empresariais, regulatórios, financeiros etc, sem relação com o tema original: PIS/Pasep. E prevê isenção de impostos para as montadoras de carros Caoa Hyundai e Mitsubishi até 2019.

 

Na mira de bandidos

A ex-gerente Venina Velosa, que cansou de advertir a direção da Petrobras sobre a bandalheira instalada na empresa, ouviu ao telefone ameaças do tipo “Você está mexendo com gente grande...”.

 

Gangue audaciosa

Além de ameaças a ela e à filha, Venina Velosa contou que se viu com uma arma apontada para sua cabeça. Que tipo de gente faz isso? O que matou o ex-prefeito Celso Daniel como queima de arquivo.

 

Submerso

Citado no Listão do Petrolão, o ex-governador Sérgio Cabral não deu as caras ontem em almoço da bancada do PMDB, no Rio, com o líder Eduardo Cunha, que faz campanha pelo comando da Câmara.

 

A segunda lista

Parlamentares aliados do governo temem que Dilma decida esperar agora por outra lista, até mais substancial, dos delatados pelo megadoleiro Alberto Youssef, para só então anunciar novos ministros.

 

Fábrica de desculpas

Além da boquinha no conselho do Sesi, o ainda ministro Gilberto Carvalho desfruta também de cargo no conselho do Sesc nacional. E ainda vai compor o grupo de “gerenciamento de crises” no PT.

Sem condições

Para o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), não há o menor clima para se tentar ressuscitar a antiga CPMF por causa do desgaste do governo no caso do Petrolão. Sem contar o desgaste dele próprio, faltou dizer.

 

Efeito colateral

Empresários do Amazonas acham que a retomada das relações entre americanos e cubanos poderá servir, mais adiante, como rota do escoamento da produção do polo de Manaus para os Estados Unidos.

 

Pergunta no Congresso

Com o número espantoso de políticos enrolados no Petrolão, que pode chegar a 70, se gritar “pega!” vai sobrar um?

PODER SEM PUDOR

Conversa de bêbado

Sebastião Paes de Almeida fazia campanha para o governo de Minas Gerais, quando, no interior, viu-se diante do presidente da Liga Contra o Álcool da cidade. O homem da Liga foi logo metendo a faca:

- Dr. Sebastião, além da nossa sede, precisamos que o senhor nos compre cinco carros. É para ensinar o povo a deixar de beber.

O candidato respondeu na bucha:

- Meu amigo, por acaso você está bêbado?