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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 21/12/2014
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Eu conheço o caráter da minha filha. Isto é alguma coisa dirigida”

Senador José Sarney, descartando o envolvimento de Roseana Sarney no Petrolão

 

‘Operação Sesi’ livrou Dilma de Gilberto Carvalho

Dirigentes do PT fizeram lobby para Gilberto Carvalho virar presidente do Incra, que lida com sem-terras, ou Funai (índios), dois dos grandes abacaxis do governo. Desistiram quando Dilma deixou claro, com seu jeito búlgaro de ser, que não o nomearia nesses cargos nem mesmo para puni-lo, e que sua decisão era afastá-lo do governo. Aí nasceu a “Operação Sesi”, a fim de arrumar uma boquinha para o ainda ministro.

 

Boquinha salvadora

Lula conseguiu a boquinha para Gilberto Carvalho com o presidente do Sesi, Jair Meneghelli, veterano petista, ex-CUT e velho amigo.

 

Há oito meses

A repulsa de Dilma por Gilberto Carvalho a fez não mais dirigir-lhe a palavra. Só o recebeu em audiência uma vez, este ano: em 8 de abril.

 

Sentando na cadeira

Dilma ordenou que Miguel Rosseto confirmasse o convite para o lugar de Gilberto Carvalho na secretaria-geral, criando o fato consumado.

 

Vassalagem

Dilmistas convenceram a presidenta que Gilberto Carvalho somente é leal a Lula, a quem conta tudo o que se passa no Palácio do Planalto.

 

Bancada do Petrolão tentou ajudar André Vargas

A maioria dos deputados da Lista do Petrolão tentou salvar a pele do colega André Vargas (ex-PT-PR), que teve a cassação do mandato aprovada pela Câmara na semana passada. Dos nove deputados que tiveram seus nomes incluídos na lista negra do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, cinco ignoraram a votação do processo de quebra de decoro. Apenas três foram favoráveis à cassação.

 

Me erra

Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Simão Sessim (PP-RJ) até registraram presença, na cassação de André Vargas, mas escafederam.

 

Tô fora

Já Vander Loubet (PT-MS), João Pizzolatti (PP-SC) e Aline Lemos de Oliveira (PP-SP) não deram as caras na sessão que cassou Vargas. 

 

Os votos

Nelson Meurer (PP-PR) se absteve. Já Alexandre Santos (PMDB-RJ), José Germano (PP-RS) e Luiz Faria (PP-MG) foram pela cassação.

 

Cargo que fura poço

Citado no Listão do Petrolão, o presidente da Câmara, Henrique Alves, ainda espera derrotar no PMDB o deputado Eliseu Padilha (RS), que disputa com ele Secretaria de Portos, que tem nível de ministério.

 

Só em 2015

O senador pizzaiolo Vital do Rêgo (PMDB-PB) foi nomeado ministro do Tribunal de Contas da União, mas a posse ficará para o dia 4 de fevereiro do ano que vem, após retorno dos trabalhos legislativos.

 

Caça às bruxas

Diante da numerosa lista de políticos enrolados no petrolão, a Câmara terá dificuldades para encontrar deputados dispostos a se envolver no “caça às bruxas” que tomará conta do Conselho de Ética, em 2015.

 

Queda de braço

Além do PT e do PMDB, o PP também entrou na briga para indicar o próximo ministro da Integração. O partido deverá perder o comando do Ministério das Cidades para o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD-SP).

 

Primeiro da fila

Ganhou força a escolha de Cássio Cunha Lima (PB) para líder do PSDB no Senado, em 2015. Ele abriu mão do cargo na última disputa, para acomodar o paulista Aloysio Nunes.

 

Mandacaru

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), não é exatamente uma unanimidade entre deputados do PMDB, que agora o apelidaram de “Mandacaru”: “Não dá sombra, nem encosto”.

 

Roleta russa

O governo recebeu com alívio com o Listão do Petrolão, com 28 políticos enrolados no roubo à Petrobras. A denúncia retira os holofotes do Planalto, e mira nos partidos políticos e Congresso Nacional.   

 

No páreo

O DEM se prepara para uma disputa pela liderança do partido na Câmara em 2015. Os deputados Mendonça Filho (PE), Onyx Lorenzoni (RS), e Pauderney Avelino (AM) já se movimentam para tentar o cargo.   

 

Pergunta na CPI

Lula não vai defender publicamente seu amigo e “faz-tudo” Antonio Palocci, que encabeça o Listão do Petrolão?

PODER SEM PUDOR

Criação divina

Quando era presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, certa vez, quase teve um troço de tanto rir. Com ar sério, o 4º secretário da mesa, deputado João Caldas (PR-AL), ensaiou a defesa da nomeação de filhos de políticos para cargos públicos, com faz Severino, “desde que sejam bem preparados”. E arrematou:

- Se Deus, que é Deus, quando quis salvar o mundo confiou a tarefa ao filho, por que nós, seus servos, não podemos fazer o mesmo?...