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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 28/12/2014
Claúdio Humberto
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CLÁUDIO HUMBERTO

“Não vamos permitir”

Ivan Valente (PSOL-SP), sobre o escâdalo do Petrolão ‘forçar’ a privatização da Petrobras

 

Mantega escapa de fininho da Operação Lava Jato

Apesar de ser o presidente do Conselho de Administração da Petrobras desde abril de 2010, quando substituiu a então ministra Dilma Rousseff, o ministro pré-demitido da Fazenda, Guido Mantega, foi esquecido na Operação Lava Jato. Todos contratos da Petrobras nos últimos quatro anos passaram pela mesa de Mantega, que é membro do Conselho desde 2006 e também é membro do Conselho da BR Distribuidora.

 

‘Jeton’ dobra

Presidente do Conselho da BR e membro na BR Distribuidora, Guido recebe R$ 19,7 mil/mês para “compor” seu salário de R$ 26,7 mil.

 

Conselho do governo

O Conselho de Administração da Petrobras tem dez membros, sete dos quais são indicados pelo governo, o acionista majoritário.

 

Coutinho também

Outro esquecido no Petrolão é Luciano Coutinho, presidente do BNDES desde 2007 e membro do Conselho da Petrobras desde 2008.

 

Sem surpresa

Em 2014, o Produto Interno Bruto congelado, inflação acima da meta, crise na Petrobras, reeleição e “7x1” resumem as retrospectivas do ano

 

AGU ‘arrecadou’ 3.500% a mais que o previsto

Em meio a alegações de falta de dinheiro que fizeram o governo rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu arrecadar mais de R$ 80 milhões pelas representações da União, judicial e extrajudicialmente, em 2014. O valor é 3.487% maior do que os R$ 2,3 milhões previstos em operação de crédito externo após contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

 

Fenômeno

O desempenho financeiro da AGU é ainda mais expressivo: o contrato com o BID não foi assinado “devido às restrições orçamentárias”.

 

Oh, coitados

A AGU explica que a grana é integralmente recolhida ao Tesouro, pois como integrante do orçamento fiscal, o órgão não possui receita própria

 

Trocados

De todo montante arrecadado, a AGU ficou com pouco mais de R$ 367 mil proveniente de taxas de inscrição de concurso realizado este ano.

 

Quem manda

Sem moral com a presidenta Dilma, o ministro Luiz Figueiredo (MRE) despacha mesmo é com Aloizio Mercadante, com quem teve sete encontros em 2014, conforme revela a agenda oficial da Casa Civil.

 

Na pista

Cotado no PT para substituir Izabella Teixeira no Ministério do Meio Ambiente, o deputado Alessandro Molon (RJ) já se reuniu duas vezes neste mês com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

 

Engabelados

Deputados do PMDB reclamam que a indicação de Edinho Araújo (SP) e Eliseu Padilha (RS) para Portos e Aviação Civil foi colocada na conta da bancada, mas os dois são fiéis escudeiros do vice Michel Temer.

 

Patinho feio

O Ministério dos Transportes teve o orçamento 2015 reduzido em 10%, mas é um dos poucos que ajudam na arrecadação do governo federal: em 2014 conseguiu arrecadar mais de 108% do previsto

 

Guerra à vista

A bancada do PT está inconformada com a perda de espaços no segundo governo de Dilma. Deputados preveem fase difícil do governo com a militância, que está bombardeando as redes sociais de críticas.

 

Gerdau na BR

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter representava os acionistas minoritários preferencialistas no Conselho de Administração da Petrobras desde 2001. Foi substituído em abril deste ano, pela primeira vez, por João Guimarães Monforte, presidente do Conselho da Claro.

 

Aprovado em cota

O deputado Geraldo Resende (PMDB-MS) é alvo de críticas nas redes sociais após divulgar que passou na Universidade Federal da Grande Dourados. Ele foi aprovado na cota destinada a alunos da rede pública.

 

Jogando a toalha

Amigos do presidente da Câmara Henrique Alves (PMDB-RN) acham que ele declinará da humilhação do “nada consta” da Operação Lava Jato para só então virar ministro do segundo mandato de Dilma.

 

Pensando bem…

… brasileiros já sabem o que desejar para 2015: 2014 nunca mais!

PODER SEM PUDOR

Velho conhecido

O então presidente do Senado, José Sarney, conversava com amigos, dia antes de sua internação no Hospital Sírio Libanês, quando alguém mencionou a tese de que a cirurgia bariátrica que emagreceu Demóstenes Torres mexeu com sua cabeça, alterou o comportamento do senador goiano. Sarney discordou, lembrando que Demóstenes, antes da cirurgia, foi um opositor duríssimo do líder do PMDB, Renan Calheiros, e, já magro, também foi implacável contra ele próprio. Exibindo seu melhor sorriso mona lisa, Sarney sacramentou:

- Renan e eu conhecemos o Demóstenes gordo e o Demóstenes magro...