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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 02/01/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Chega de baixar a cabeça para o governo”

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) prevendo clima tenso caso seja eleito presidente da Câmara

 

2014, ano do Petrolão: o maior dos escândalos

Nunca na História deste País se roubou tanto, como revelou o Petrolão, assalto à Petrobras de proporções siderais cujas estimativas variam de R$ 10 bilhões (em março, na Operação Lava Jato), a atuais R$ 22 bilhões. Tanto roubo gera expectativa de um 2015 transformador, pelo número de políticos que merecem a mais longa cadeia, sem direito a semiaberto. Perplexa e indignada, a coluna faz sua premiação anual.

 

Troféu Óleo de Peroba

Ganham Lula e sua trupe de malabaristas do dinheiro alheio. Para manter o padrão, Dilma leva 3% da garrafa de Lula, Gabrielli 3% com dendê e Graça Foster 3% com cimento, para ver se melhora a fachada.

 

Taça Fingindo-se de Morta

Dilma está no comando desde o início da roubalheira, como ministra e no conselho da Petrobras, mas age como se nada tivesse com o caso.

 

Prêmio Maria Antonieta

Vai para a Câmara dos Deputados, pelo aumento indecente que se concederam. Os restos de brioches vão para o povão, como sempre.

 

Troféu ‘Saco de gols’

O reconhecimento vai para a seleção da Alemanha, que, com todos os méritos, impôs ao Brasil a humilhação histórica dos 7x1.

 

Troféu Carrapato

Vai para Graça Foster, que o arrebata de Antônio de Oliveira Santos, grudando-se à Petrobras como ele à CNC (Confederação do Comércio)

 

Prêmio Frango de Macumba

Mizifia Dilma, sua farofa se espalhou no ventilador. A vela já está acesa por falta de luz, e o charuto Fidel mandou para Obama. Evita fazer fita e chutar para o alto, que a turma está pronta para despachar você em 2015.

 

Medalha PRI

O PT venceu a quarta eleição presidencial, tentando se tornar partido tão longevo e corrupto no exercício do poder quanto o mexicano PRI.

 

Tímpanos Complacentes

São de Guido Mantega, que além de se sujeitar aos humilhantes gritos da chefa, ainda dividiu o cargo com Joaquim Levy por três meses.

 

Lava Mais Branco

O troféu de Paulo Maluf vem do paraíso fiscal de Jersey. Outra vez, o mais notório acusado de corrupção sai do TSE com ficha limpíssima.

 

Taça Robin

Da fama de “Batman”, caçando meliantes com sua capa preta, Joaquim Barbosa, acabou se omitindo e se revelando apenas um Robin.

 

Taça Batman

Comandante da Operação Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro revela-se o “paladino da Justiça” que se imaginava em Joaquim Barbosa.

 

Troféu Castelo de Cartas

Paulo Roberto Costa, cuja ansiedade para escapar de cadeia mais longa rendeu provas para desmontar parte do esquema envolvendo doleiros, empreiteiras e poderosos, conhecido como Petrolão.

 

Samambaia de plástico

O troféu é de Marina Silva outra vez, candidata que parecia novidade, e murchou. Virou apenas boa companhia para “selfies” nas redes sociais.

 

Taça Senhor das Trevas

Ministro Edison Lobão: Em fevereiro, metade do País ficou sem luz durante um apagão que atingiu 11 estados.

 

Troféu Esperto É Ele

É de Henrique Pizzolato, mensaleiro que fugiu do Brasil e continua desfrutando o delicioso “exílio” na Itália.

 

Troféu craque de bola

De saída do governo americano, o presidente Barack Obama fez reformas na política imigratória dos EUA e também acabou com o embargo a Cuba após mais de 50 anos. Sem a ajuda do Congresso.

 

Troféu Merreca de Ouro

O vencedor é o Mensalão no governo Lula, primeiro grande escândalo  de afano de dinheiro público da era petista, que se revelou um “troco”, comparado ao afano bilionário desmantelado pela Operação Lava Jato.

PODER SEM PUDOR

Redondamente limitado

Na CPI do Apagão Aéreo, durante o governo Lula, o coordenador de Prevenção de Acidentes da Infraero explicava que se medem as pistas dos aeroportos com “régua milimetrada”. O relator da CPI, deputado Marco Maia (PT-RS), interrompeu com ar de especialista:

- Quadrada ou redonda?

- Redonda?!?! – espantou-se o depoente, em meio a gargalhadas gerais.