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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 20/01/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
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Estamos preocupados que isso aconteça em todas as partes”

Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) sobre o ataque covarde ao “Charlie Hebdo”

 

Cúpula do partido Solidariedade é barra pesada

A Executiva do Solidariedade (SD), partido criado por Paulinho da Força (SP), é autêntica “lista negra” de enrolados em escândalos. A começar pelo fundador: já foi flagrado em investigação da Polícia Federal sobre fraude na liberação de recursos do BNDES e, desde agosto, responde a inquérito por corrupção e venda de cartas sindicais. O 2º secretário do SD é ninguém menos que o deputado Luiz Argôlo (BA), sócio do doleiro Alberto Youssef, fisgado na Operação Lava Jato.

 

Condenação

Paulinho foi condenado por improbidade e desvio de recursos públicos, em setembro passado, pelo Tribunal Regional Federal (TRF-3).

 

Seu nome é problema

O secretário jurídico do Solidariedade é Tiago Cedraz, cujo pai preside o Tribunal de Contas da União, onde ele já admitiu atuar – e muito.

 

Reputação

Personagem da Operação Voucher, da Polícia Federal, Tiago Cedraz é também citado na Lava Jato. É jovem, mas sua reputação o precede.

 

Poder como meta

Tiago Cedraz é amigo de políticos como Pezão, governador do Rio. Ávido por poder, fez de um primo, Luciano, tesoureiro do Solidariedade.

 

Dono do PR, mensaleiro cria mais dois partidos

Ex-inquilino da Papuda, mas ainda em prisão domiciliar, o mensaleiro Valdemar Costa Neto ficou com inveja de Gilberto Kassab. O ministro de Cidades, animado com a facilidade para criar seu rentável PSD, recria o Partido Liberal (PL), que já foi de Valdemar. O presidiário, dono do Partido da República (PR), foi à forra: está criando dois partidos: Muda Brasil (MB) e o Partido da Mobilização Popular (PMP).

 

Negócio rentável

Criar partido é bom negócio porque seus controladores recebem uma fatia do milionário Fundo Partidário, abastecido por recursos públicos.

 

Balcão

Partidos ratearam R$ 313,5 milhões do Fundo Partidário em 2014. Leva mais se tiver mais deputados federais. A filiação deles vale ouro.

 

Melhor que colo de mãe

Além dos milhões do Fundo Partidário, sem o risco de virar alvo da PF, o dono de partido ainda pode ganhar cargo de ministro.

 

Je suis Moro

Ganha força nas redes sociais a campanha “Je suis Sérgio Moro”, que prega o combate à corrupção, fim da impunidade e cadeia aos “petralhas’”, denominação da turma do PT que se lambuza no poder.

 

Aliado imprevisto

Após a temporada na Papuda, o ex-ministro José Dirceu virou um dos principais defensores das demandas dos agentes penitenciários, que há anos lutam por concursos, porte de arma, equiparação salarial etc.

 

Vai piar

Aumenta o temor do PT, após a Justiça negar habeas corpus ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, preso pela Polícia Federal. Os investigadores acreditam que “passarinho preso na gaiola canta mais”.

 

Boa notícia

Assessor parlamentar do Ministério dos Transportes há 15 anos, Georgenor Cavalcante Pinto deve perder o cargo. A boa notícia é que ele não estará por lá durante eventual nova visita da Polícia Federal.

 

Horas extras

No Senado, prevalece a farra, apesar das promessas de seriedade. Nos gabinetes parlamentares, segue a regra de que “somente” quatro servidores por dia recebem hora extra. A critério da chefia de gabinete.

 

Do outro lado

Na Câmara, são notórias as filas de servidores nos relógios de ponto, aguardando às 20h30 para computarem “horas extras”. É corriqueiro ver gente chegar de carro, estacionar, bater o ponto e ir para casa.

 

Procura-se Rose

Como pode a sonda Beagle2, desaparecida há 13 anos, ter sido encontrada em Marte, e ninguém ainda ter encontrado Rosemary Noronha? A amiga muito íntima de Lula é acusada de corrupção e tráfico de influência quando trabalhou na Presidência da República.

 

Até a rainha

A libra esterlina, que chegou a R$ 4,30 em dezembro, vem surfando na escassez de dólar e caiu para R$ 3,96, o mesmo patamar que era negociada antes do segundo turno das eleições presidenciais.

 

Enganando Nemo

Faria todo o sentido Paulo Roberto Costa esconder dinheiro do Petrolão debaixo da piscina: ele é especialista em águas profundas.

PODER SEM PUDOR

Saída pela direita

O deputado Paes de Andrade (CE) integrava uma missão parlamentar que visitava a então Tcheco-Eslováquia quando recebeu a notícia de que o regime militar cassara o mandato do valente deputado Chico Pinto (BA), seu colega de MDB. Mais tarde, na recepção oferecida pelos anfitriões, Paes de Andrade fez – em francês – um vigoroso discurso contra aquela violência da ditadura. Ao final, ele perguntou ao deputado Célio Borja (Arena), sentado ao lado, o que achou do discurso. O governista Borja saiu pela tangente:

- Achei o seu francês péssimo...