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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 22/01/2015
Claúdio Humberto
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“É uma nova alopragem”

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sobre telefonema supostamente forjado na Polícia Federal

 

Lava Jato: cartel continua organizado na cadeia

A Operação Lava Jato desmantelou o esquema de corrupção que roubava a Petrobras, mas não desarticulou o cartel de empreiteiras que o protagonizou. Mesmo presos, os executivos continuam agindo de forma articulada, sob a coordenação de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, acusado de haver liderado a divisão dos contratos entre as fornecedoras da Petrobras, por meio de fraude em licitações.

 

Pressão

Na carceragem da Polícia Federal, os executivos combinaram que o primeiro a sair levaria recados dos demais a políticos que subornaram.

 

Missão cumprida

Preso na primeira leva, um executivo liberado foi a cada gabinete levar recados pessoais, ameaçadores, a políticos do PT, PMDB, PP etc.

 

Líder de sempre

Assim como quando se combinava fraudar licitações, na carceragem, Ricardo Pessoa lidera os empresários enrolados no Petrolão.

 

Vazamentos

Pessoa também fez chegar recados seus a autoridades do governo e ao PT, inclusive por meio de “anotações” vazadas para a imprensa.

 

Lava Jato devassa negócios suspeitos na África

Ao investigar negócios articulados pelo ex-diretor Nestor Cerveró, que causaram prejuízos à Petrobras na África, a força-tarefa da Operação Lava Jato deve esmiuçar a venda ao BTG Pactual, de André Esteves, banqueiro ligado ao ex-presidente Lula, dos direitos de produção da estatal em 7 poços de petróleo africanos. Avaliados em US$ 7 bilhões pelo ex-diretor Jorge Zelada, foram entregues ao BTG por US$ 1,5 bi.

 

À moda da casa

Após Graça Foster, o valor dos poços africanos foi reestimado para US$ 4,5 bilhões, para US$ 3,6 bilhões, até o BTG levar por US$ 1,5 bi.

 

Lesa-pátria

Para força-tarefa, Nestor Cerveró impôs à Petrobras prejuízo proposital para ganhar dinheiro em Angola. Aí a África virou linha de investigação.

 

O ‘interlocutor’

André Esteves é ligado a Lula e ao ex-ministro Antônio Palocci, que  é, digamos, o “interlocutor” do ex-presidente junto ao empresariado.

 

Pé do ouvido

Aloizio Mercadante (Casa Civil) almoçou ontem, em Brasília, com Paulo Caffarelli, ex-secretário-executivo e quase genro do ex-ministro Guido Mantega. Ele está na batalha para virar presidente do Banco do Brasil.

 

Banzo

Aldo Rebelo ficou satisfeito com o Ministério de Ciência e Tecnologia, até porque pior seria ficar sem nada, mas aqui e acolá ainda deixa escapar que bom mesmo teria sido continuar no Ministério do Esporte.

 

Era das redes sociais

Derrotado para o governo do Rio, Lindbergh Farias (PT) admite o erro de priorizar a TV para alcançar os mais jovens. Percebeu tardiamente que eleitores como seu filho de 19 anos não veem guia eleitoral na TV.

 

Pés pelas mãos

Dilma arrumou mau momento para brigar por um traficante: a Indonésia está bombando mundo afora. A incontinência verbal de Dilma também elimina as escassas chances do outro brasileiro no corredor da morte.

 

Calaboca, Magda

Quem anda de boca aberta ou entra mosca ou sai asneira: o ministro Eduardo Braga (Minas Energia), analfa no assunto, deu palpites sobre o apagão e foi desmentido pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

 

Primos pobres

O saco de maldades de Joaquim Levy (Fazenda) só exclui a União, já que dos R$ 20,6 bilhões a serem arrecadados com o aumento de impostos, só R$ 1,1 bilhão vai acabar nos cofres dos municípios.    

 

Conversa mole

Senadores que não tinham o que fazer visitaram o governador do DF, ontem. A visita que Rodrigo Rollemberg (PSB) precisa é de quem leve uns trocados para pagar contas em atraso. O resto é perda de tempo.

 

Profissão de risco

Depois do pico de 74 jornalistas mortos em 2012 e da pequena queda para 70 em 2013, a agência de notícias Reuters registrou em 2014, 50 profissionais mortos no exercício da atividade, em todo o mundo.

 

Pensando bem...

...aumentar impostos é como ser assaltado: dá nas vítimas a mesma sensação de impotência e depois de indignação.   

PODER SEM PUDOR

FHC e o cara

Não foi na base do “olha o passarinho” uma foto famosa de FHC, José Serra e o presidente Lula juntos no velório de Octavio Frias, dono da Folha de S. Paulo. Avisado por um secretário do governador paulista do interesse da imprensa em fotografar o ex-presidente ao lado de Lula, FHC reagiu:

- Eu vou ter que cumprimentar esse cara?

- Vai sim, Fernando, conto com sua educação – rebateu o então governador José Serra.

- Pelo protocolo, quem tem que cumprimentar é o Serra – insistiu FHC.

Mas, diante da cara feia do governador, Fernando Henrique entregou os pontos.