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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 23/01/2015
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Claudio Humberto

“Dilma mentiu aos brasileiros”

Senador Aécio Neves (PSDB), para quem a presidente escondeu a gravidade da crise

 

Dilma avalia demitir ministro nomeado há 22 dias

A própria assessoria de Dilma Rousseff já não aposta um tostão furado na permanência do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) no cargo de ministro de Minas e Energia. “Ele toma uma bronca dela a cada meia hora”, segredou um secretário com nível de ministro. Dilma, que já não gostava de Braga, perdeu completamente o respeito por ele em razão de sua ignorância nos temas da pasta, evidenciada na crise do apagão.

 

Falta estudo

O azar de Eduardo Braga é que Dilma se acha grande especialista em energia, e não se conforma como ele ainda não estudou o assunto.

 

Interlocutor

Irritada, Dilma agora prefere despachar com o secretário-executivo do Márcio Zimmermann, escalado como “babá” ou tutor do ministro.

 

Indicação política

Político experiente e expert em venda de carros usados, sua profissão original, Eduardo Braga chegou ao cargo indicado pelo PMDB.

 

Pragmatismo

Eduardo Braga virou ministro após desistir de se opor a Renan Calheiros, no PMDB, aliando-se a ele. Renan bancou sua indicação.

 

Diplomata punido por assédio pode voltar ao topo

Diplomatas estão apreensivos: o ex-cônsul-geral do Brasil em Sidney (Austrália) Américo Fontenelle, punido por assédio moral, pode “dar a volta por cima” com o novo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. São amigos e o chanceler era o nº 2 do Itamaraty, na época do megalonanico Celso Amorim, quando Fontenelle virou apadrinhado do então todo-poderoso José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil.

 

Amigo do Zé

Antigos subordinados de Américo Fontenelle dizem que ele sempre se jactava da ligação a José Dirceu, tipo “comigo ninguém mexe”.

 

O estilão dele

Antes de Sidney, Fontenelle escapou de outra acusação de assédios moral e sexual e homofobia no consulado-geral em Toronto (Canadá).

 

Bico calado

Oficialmente, o Itamaraty não confirma nem desmente que o chanceler pretenda prestigiar o diplomata que cobriu a Casa de vergonha.

 

Sobrou para o nosso bolso

Dilma nos faz passar a vergonha, pregando “diálogo” com terroristas, ou se associando a regimes autoritários, e põe a culpa das críticas na imprensa. Por isso ordenou a contratação, por R$ 30,6 milhões, de uma empresa para “melhorar relações com a imprensa internacional”.

 

Explica aí

Em vez de insistir na lorota de gravação telefônica de pessoas ligadas a ele, supostamente “forjada” pela Polícia Federal, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deveria explicar sua ligação com gente dessa laia.

 

Banho em motel

Em São Paulo, crise hídrica é tão grave que, com freqüência, áreas da capital ficam até quatro dias sem água. É cada vez mais comum famílias usarem motéis por uma ou duas horas só para tomar banho.

 

Trabalho difícil

A oficial de chancelaria Ana Carmen Leal Barbosa Calda, funcionária da embaixada do Brasil em Jacarta, cumpriu a difícil missão de reconhecer o corpo do traficante Marco Archer, após seu fuzilamento.

 

Saúde no lixo

Para se ter ideia do descalabro na saúde pública do DF, ocorreram nessa área 98,6% de todas as despesas sem cobertura contratual no governo de Agnelo Queiroz (PT), segundo o Tribunal de Contas.

 

Geladeira cruel

Desde a fuga do senador boliviano Pinto Molina, o ex-embaixador em La Paz Marcel Biato e Eduardo Sabóia, herói admirado pelos colegas, continuam na “geladeira” do “Departamento de Escadas e Corredores (DEC)”, por ordem de Dilma e pela covardia da cúpula do Itamaraty.

 

Usura ainda é crime?

A exploração das empresas aéreas continua em voo de brigadeiro, com a conivência da agência reguladora Anac: bilhete São Paulo-Maceió pela TAM custa tanto quanto um voo São Paulo-Paris pela Air France.

 

Foi execução

Quem vê a vigorosa última entrevista do procurador argentino Alberto Nisman (está no DiariodoPoder.com.br), antes de aparecer morto, simplesmente não acredita que ele fosse capaz da covardia do suicídio.

 

Já foi tarde

Em Davos, empresários revelaram a Joaquim Levy o desejo de “recuperar a confiança” no Brasil. Prova de que Guido Mantega não merecia mesmo a menor confiança.

PODER SEM PUDOR

Lula e FHC: noivado

Lula e FHC hoje trocam farpas, mas eles já se amaram. O petista não foi à posse de Fernando Henrique Cardoso como ministro das Relações Exteriores de Itamar Franco, no início de 1995, e se justificou assim, segundo contou na ocasião um velho amigo em comum, Francisco Weffort:

- Quando você gosta muito de uma moça e ela se casa com outro, você não vai ao casamento.