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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 27/01/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Foi encomendada para censurar a imprensa”

Deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) e a “regulação da mídia”, pretendida pelo PT

 

Roubalheira envergonhou brasileiros em Davos

A comitiva brasileira no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, têm sido questionada sobre o escândalo de corrupção na Petrobras, a mais global das grandes empresas brasileiras. Funcionário do governo alemão até pediu a um diplomata brasileiro para confirmar a informação de que há políticos de partidos governistas que, se não forem presos, poderão até virar ministros do governo Dilma Rousseff.

 

Sala de espera

O curioso funcionário alemão referia-se aos casos de Henrique Alves (PMDB-RN) e Ciro Nogueira (PP-PI) que ainda podem virar ministros.

 

Ironias

Além da expressão de espanto, diplomatas brasileiros ainda têm de enfrentar sorrisos dissimulados ridicularizando a corrupção no Brasil.

 

Perdeu a chance

Joaquim Levy deixou boa impressão em Davos, mas diplomatas acham que a tarefa – insubstituível – de atrair investidores era de Dilma.

 

Cartada bilionária

O Orçamento 2015 aprovado pelo Congresso adicionou R$ 9,7 bilhões em emendas para deputados e senadores, de “execução obrigatória”.

 

Deputados estaduais trabalham mais que federais

A Câmara dos Deputados, em Brasília, não corresponde ao esforço do contribuinte para bancar seu custo, de R$ 3,76 bilhões por ano. Sua produtividade é inferior até a Assembleias Legislativas Estaduais, como a do Rio Grande do Sul, que em 2014 aprovou 141 matérias, 38% a mais que os deputados federais. Os do Amazonas votaram 3.377 matérias, em 2014, quase sete vezes mais que a Câmara Federal.

 

A legisladora

Dilma se transformou na principal legisladora do País, em 2014: foi autora de 19% das iniciativas na Câmara, com medidas provisórias.

 

Deputada Dilma

O balanço do ano passado é vexatório para os 513 deputados federais: eles só conseguiram aprovar 106 leis, sendo vinte propostas por Dilma.

 

Contrabandistas

Deputados preferiram se concentrar em enxertar medidas provisórias de “contrabandos” negociados com lobistas, nos balcões da Câmara.

 

Homem-a-homem

Aécio Neves (PSDB-MG) já sabe que não terá vida fácil, no Senado, com José Serra (PSDB-SP) no plenário. Ele acha que o paulista vai querer demonstrar, todo o tempo, que é melhor e mais preparado.

 

Candidato a cartola

O ministro Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia) está em campanha para virar cartola. Ele integra a chapa “União Verde-Branca”, que disputa no dia 7 a eleição para o conselho do Palmeiras, seu time do coração.

 

Um mês de atraso

A Controladoria-Geral da União ainda não contabilizou os gastos totais com o Bolsa Família em 2014, ano da reeleição. O total mais atual de R$ 24,8 bilhões não considera dezembro, mas bateu recorde histórico.

 

Crueldade

O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) confirmou requerimento de convocação de Eduardo Braga para explicar a crise de energia. O despreparo do ministro pode ser exposto de forma cruel.

 

De saída

Eleita deputada federal em 2010 (12.126 votos), Antônia Lúcia (PSC-AC) não se reelegeu, mas neste mês gastou R$ 38 mil (do nosso bolso) com 15 mil jornais autopromocionais. Mais jornais do que eleitores.

 

Blá blá blá

Parlamentares não aguentam mais ouvir a ladainha do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que disputa a presidência da Câmara. Ele fala tanto que sua última conta de celular (que pagamos) foi R$ 1,3 mil.

 

Mostrando bolso vazio

Termina nesta segunda o prazo fixado pelo Tribunal de Contas para o governo do DF “provar” que não tem dinheiro para pagar os salários que o governo anterior, de Agnelo Queiroz (PT), deixou em aberto.

 

Omissão grave

Com um governo mal avaliado em ano de eleição, Agnelo Queiroz (PT) cedeu aos sindicatos, assinando acordos salariais impagáveis. Não deu outra: o dinheiro acabou antes do ano. E o Tribunal de Contas do DF nem sequer conferiu se o governo poderia honrar aqueles acordos.

 

Pensando bem…

…após fazer tudo o que prometeu não fazer “nem que vaca tussa”, faz sentido a primeira aparição pública de Dilma, após a reposse, ter sido na Bolívia.

PODER SEM PUDOR

Decoro desnudo

No Carnaval do Rio, em 1994, criaram um factóide para fazer o então presidente Itamar Franco passar por “garanhão”: fizeram a modelo Lílian Ramos posar a seu lado sem calcinha. As fotos causaram espanto. Em Montes Claros (MG), o vereador Benedito Said (PTB) criticou a atitude do presidente maluquete, mas foi repreendido pelo presidente da sessão, que considerou “falta de decoro” citar a palavra “calcinha” naquela sacrossanta casa. Retomando a palavra, o vereador Said ironizou:

- Então, sr. presidente, retiremos as calcinhas e fiquemos com o decoro!