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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 03/02/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

Ela [Dilma] mentiu com se ainda estivesse em campanha

Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) sobre carta enviada por Dilma ao Congresso

 

Derrota do PT na Câmara tem nome: Mercadante

A derrota do governo Dilma, com a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados, enfureceu o ex-presidente Lula e os lulistas do PT. Eles atribuem a derrota ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), que dispensou sua ajuda e afastou o vice Michel Temer da articulação, tudo para tentar receber os louros de eventual vitória de Arlindo Chinaglia (PT-SP). O tiro saiu pela culatra.

 

‘Sequestrador’

Alijado e prenunciando o desastre do PT na Câmara, Lula desabafou, como esta coluna revelaria, que Mercadante “sequestrou o governo”.

 

Anta política

Para Lula, o chefe da Casa Civil não tem a indispensável paciência, a humildade passou longe e lhe falta, “sobretudo, inteligência política”.

 

Deuses do Olimpo

Chamado na Câmara de “Mercapedante”, o ministro mal conhece os parlamentares e, como Dilma, trata a todos com solene desdém.

 

O PT encolheu

Na Câmara, o PT voltou ao seu tamanho nos anos FHC: sem cargo na Mesa e aspirando, no máximo, a presidir a Comissão de Educação.

 

Cunha quer fazer de Henrique Alves ministro, já

Após ser eleito presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deve fazer sua primeira exigência ao enfraquecido governo Dilma: nomear o amigo e antecessor Henrique Alves para qualquer ministério, de preferência o do Turismo. Mas, neste caso, poderia provocar uma crise com Renan Calheiros, reeleito no mesmo domingo presidente do Senado e padrinho do atual ministro, Vinicius Lages.

 

Banho-maria

O Planalto colocou Henrique Alves de molho, prometendo que se ele não estiver enrolado no assalto à Petrobras poderá virar ministro.

 

À beira de um ataque

Eduardo Cunha almoçou no Palácio Jaburu com Michel Temer. Discutiram as relações com o governo Dilma. Madame está apreensiva.

 

Cabeças a prêmio

Sob sorriso de Mona Lisa do líder, o “blocão” de Eduardo Cunha quer substituir Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Pepe Vargas (Articulação).

 

Chororô petista

Os petistas, que amam boquinhas no serviço público, estão inconsoláveis: perderam mais de 100 cargos na Câmara, pelo fato de o partido não ter mais representantes na Mesa Diretora.

 

O mundo dá voltas

Quando André Vargas (ex-PT-PR) foi enxotado da vice-presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) assumiu e exonerou 90% do pessoal. Agora está na mesa do chefe de gabinete do novo vice-presidente da Câmara 100% das exonerações da turma do Chinaglia.

 

Pegou mal

Luiz Henrique (PMDB-SC) saiu mal da disputa com Renan Calheiros pela presidência do Senado. Passou por loroteiro, trombeteando que teria de 43 a 47 votos. Teve 31. Agora, ele alega ter sido traído.

 

Craca no casco

O governo teme que, reeleito, Renan Calheiros insista para o protegido Sergio Machado permanecer na Transpetro, onde se agarrou cargo há 12 anos como craca – organismo que se agarra aos cascos de navio.

 

Mais do mesmo

Acusado de ignorar casos de nepotismo cruzado no secretariado, o governador do Maranhão, Flávio Dino, escolheu Rogério Cafeteira (PMN) para o cargo de líder do governo na Assembleia. É sobrinho do ex-senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), velho aliado do clã Sarney.

 

Fazendo política

Após prestar vassalagem ao governo na CPI do Petrolão, Vital do Rêgo deixou o Senado, mas não a política: atribuiu-se a ele a indicação do advogado da família, Victor Mosquero, para a presidência da Funasa.

 

Estelionato no DF

Para o senador Reguffe (PDT), o governador Rodrigo Rollemberg (DF), cuja eleição viabilizou com seu apoio, pode ser acusado de estelionato eleitoral por rasgar três compromissos: reduzir impostos dos remédios, cortar 60% dos cargos comissionados e não aumentar impostos.

 

Seis candidatos

O deputado Leonardo Quintão (MG) entrou em campanha pela liderança do PMDB na Câmara. Estão no páreo Leonardo Picciani (RJ), Manoel Jr (PB), Danilo Forte (CE), Lúcio Lima (BA), Marcelo Castro (PI)

 

O troco

Após ter apoiado Luiz Henrique no Senado, o PSDB corre o risco de perder a Terceira Secretaria na Mesa Diretora do Senado.

PODER SEM PUDOR

Negócios à parte

Deputados do PSD (original), José Maria Alkmin, Sebastião Paes de Almeida (o “Tião Medonho”), Carlos Murilo e Bias Fortes Filho jogavam pôquer, nos anos 60, para tricotar sobre política. Certa vez, altas horas, o anfitrião Medonho pediu para encerrar a jogatina, estava cansado. Também dono da banca, Tião fez as contas: Alkimin devia Cr$ 17,00. Ele revirou os bolsos e pediu:

- Tião, me empresta Cr$ 20,00? Pago a mesa e fico com algum no bolso...

- Para você? Nunca! – reagiu Tião Medonho – Eu sei que você não vai pagar, por isso prefiro que fique me devendo Cr$ 17,00 do que os Cr$ 20,00.