Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Cláudio Humberto

ACESSIBILIDADE: A A A A
Claúdio Humberto 19/02/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“É natural que advogado procure o ministro da Justiça”

Marcus Vinícius Coêlho, presidente da OAB e um dos candidatos a ministro do STF

 

Boquinhas no governo Dilma chegam a 107.085

Somados funções e cargos comissionados da administração federal, são 107.085 pessoas empregadas por livre nomeação, sem concurso, no governo Dilma Rousseff – todos indicados por militantes de partidos governistas, principalmente do PT. Os salários variam entre R$ 790 e R$ 30 mil/mês. Quando os cargos são ocupados por petistas, eles são obrigados a pagar “dízimo” para engordar ainda mais os cofres do PT.

 

Sopa de letras

São 47 siglas para definir cargos e gratificações de apoio, assistência, técnica, assessoria, direção e próprias de alguns órgãos, e militares.

 

Cabides ‘cumpanheros’

Até para a Copa do Mundo e Olimpíadas foram criados mais cabides para pendurar “cumpanheros” com generosos salários de até R$ 22 mil

 

Ovos de ouro

Pagando até R$ 14,3 mil mensais, os 31 mil cargos de direção (CD) e de assessoramento superior (DAS) estão entre os mais cobiçados.

 

Capital barnabé

Com a maior parte das boquinhas temporárias abertas nos governos Lula e Dilma, Brasília voltou a ser a “capital de funcionários públicos”.

 

Licitação em Furnas pode acabar na Justiça

A licitação na estatal Furnas, para escolha de agência de publicidade, deve acabar nos tribunais e, pior, nas páginas de escândalos. Tudo porque o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), tem sido pressionado a se envolver. Cunha foi transformado em “instância de recurso” por suas ligações a Furnas. Participam 14 das principais agências do País, disputando a conta anual de mais de R$ 30 milhões.

 

#Fora!

Quase cem páginas foram criadas apregoando o impeachment de Dilma. O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) também é lembrado.

 

Vai que investiga

Eduardo Cunha, que recusou apoio à CPI do BNDES, desconversa. Diz agora que Leonardo Picciani (RJ), líder do PMDB, “fala pela bancada”.

 

Marmelada

Portela não ter sido a grande campeã do carnaval carioca prova que tem algo de podre nesse espetáculo, cuja plateia é feita de palhaços.

 

Roubômetro

Nesta quarta-feira de cinzas, o governo federal chegou a R$ 280 bilhões arrecadados em impostos. Se 2,3% vão para corrupção, como estima a Fiesp, então já nos surrupiaram até agora R$ 6,2 bilhões.

 

Perdeu, madame

Dilma deverá amargar mais uma derrota no Congresso Nacional. Os deputados e senadores aliados já se articulam para derrubar o veto presidencial ao reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda.

 

Deve-se apelar ao Bispo?

Antônio Carlos Almeida Castro estranha a crítica de Joaquim Barbosa à reunião de advogado com ministro da Justiça e não com juiz. “Quando juiz”, lembra Kakay, “ele não recebia advogado. Fica a impressão de que, para Joaquim Barbosa, advogado deve apelar é ao Bispo”.

 

A Viúva é uma mãe

A maioria ganha pouco, mas os salários siderais de dezembro, na estatal EBC, são atribuídos “ao décimo-terceiro” e “outros benefícios”. Houve salário de R$ 4.205,52 pulando para R$ 28.231,51. Haja 13º.

 

Planalto insone

O PMDB discutirá temas espinhosos ao governo na primeira reunião, terça (24), sob a liderança de Leonardo Picciani e a presença de 28 novatos. Na pauta: PEC da Bengala, vetos e CPI do Petrolão.

 

Cara de pau

O tesoureiro Edinho Silva é um gozador: desafiou que se investiguem as contas oficiais da campanha de Dilma, meras obra de ficção, seja qual for o partido. Vale mesmo o “caixa dois”, como os R$ 500 milhões pagos a João Vaccari no assalto à Petrobras, segundo a Lava Jato.

 

Cobrando por ajuda

A execução de traficantes na Indonésia desperta o lado nada abonador dos políticos. O premier Tony Abbott pretende livrar conterrâneos da morte lembrando a ajuda humanitária australiana, no tsunami de 2004.

 

Exploração tem limite

Passageiros foram surpreendidos, terça, pela cobrança de R$ 378 por uma mala a mais (17kg) no voo 1345 (Brasília-Natal) da GOL. Farão outra viagem para buscar a mala, mas, voar pela GOL, nunca mais.   

 

Tarefa árdua

Quase não há deputados governistas querendo atuar na CPI da Petrobras. Têm amigos envolvidos e/ou não querem irritar as empreiteiras corruptoras.

PODER SEM PUDOR

O poder engorda?

Ministro do Trabalho e da Previdência no governo João Goulart, Almino Afonso estava no cargo há apenas dois meses, mas já havia engordado. Ao encontrá-lo na Câmara, o deputado José Maria Alkmin não perdoou:

- Almino, pelo jeito o poder engorda mesmo. É só dar uma olhada em você.

- A tese é pelo menos discutível – respondeu Almino, irritado.

- Por quê?

- Você sempre esteve no poder ou perto dele e, mesmo assim, continua magro como um palito…